terça-feira, abril 08, 2008

O Que se Passa no Centro de Saúde da Amora?

Uma companheira do partido alertou-me.
pedi-lhe que preparasse a notícia para eventual tomada pública de posição.
Uma outra companheira (apenas refiro estes factos para não ficar com autoria de um trabalho que não é meu) preparou a questão:
Eu aqui vos deixo:

O que se passa no Centro de Saúde da Amora?

Após a execução de obras, o Centro de Saúde da Amora parece estar pronto a funcionar em moldes um pouco diferentes do que tem vindo a acontecer.

Vejamos o que “consta”:

- será criada uma Unidade de Saúde Familiar, à qual ficarão adstritos os médicos actualmente ao serviço do Centro (com excepção de 2);

- terá sido adquirido equipamento (nomeadamente macas)

- terá sido celebrado contrato com uma empresa para prestar serviços, nomeadamente disponibilização de médicos;

- Estes médicos serão remunerados em função dos serviços prestados;

A ser assim, os mais de 19.000 utentes sem médico de família serão atendidos por 2 médicos do Centro, mais os clínicos disponibilizados pela empresa de fornecimento de serviços.

Tendo em conta a ausência de qualquer tipo de vínculo, os médicos em prestação de serviços poderão, a qualquer momento, mostrar-se indisponíveis para garantir o regular funcionamento desse atendimento.

É pois previsível o agravar da situação de todos quantos, sem médico de família, tiverem necessidade de cuidados médicos no Concelho do Seixal.
Agradeço o vosso comentário e, quem estiver (se houver alguém) em condições de responder, faça o favor, somos todos ouvidos.

6 comentários:

Velas do Tejo disse...

A necessidade de hotelaria, algum poder de compra e os seguros de saúde afastam-nos da realidade dos centros de saúde... até que há um dia em que é inevitável! Fiquei de baixa, e ná tive de ir conhecer a realidade terceiro mundista de um centro de saúde do Seixal. Comecei pela "Rosinha", depois, já com médico de família, no outro da Amora que não faço ideia como se chama.

Noutra ocasiação tentarei fazer um comentário mais construtivo, no entanto, por agora, ainda estou traumatizado!

Bruno Ribeiro Barata disse...

Em relação ao SAP que ali funciona, não tenho a queixas apontar; das poucas vezes que existiu necessidade de recorrer ao SAP, o tempo de espera foi bastante reduzido e o atendimento de qualidade com o uso de equipamentos que o Centro de Saúde tem ao dispor.
Julgo que esta opinião é generalizada a quem recorre ao SAP.

Ponto Verde disse...

O que se passa aqui não é certamente do âmbito dos cuidados públicos de saúde, ou de um serviço de saúde à população.

Trata-se de por um lado proporcionar um acto semelhante ao "acto médico" mas com raizes de minimização de custos e maximização, não da qualidade dos cuidados prestados, mas, talvez, do universo abrangido.

Por outro lado isto é o reflexo de politicas de crescimento urbano selvagens e desenquadradas de qualquer plano ou enquadramento.

Com a sextuplicação da população em trinta anos, não houve a sextuplicação de mais nada, a não ser dos problemas, da poluição...

Tal como não há pontes que cheguem (como diria o Prof Carvalho Rodrigues, "deviamos estar a ponderar a 35ª travessia") não há Centros de Saúde, nem médicos...que cheguem ...

Ponto Verde disse...

Não pretendo de todo monopolizar este espaço, mas tão só retríbuir a atenção sempre posta na leitura do a-sul.

Gostaria de referir a propósito da unanimidade incondicional encontrada na construção da nova ponte, o que gostaria de pôr em causa é :

O custo é para já de 1700 M€.

Pago por quem ? Por todos os portugueses, destas e das gerações futuras.

Quando digo TODOS, digo também por aqueles que nunca a vão atravessar , ou andar de TÊGÊVÊ , isso inclui
muitos cidadãos deste país que não têm estradas para os filhos irem à escola,que viram se calhar até a escola dos filhos ser fechada , a maternidade mais próxima fechada...tudo isto por razões de contenção da despesa!!!

Mas agora explicam que isto, estes 1700 M€ não são despesa, são investimento, se calhar para que se crie riqueza para reabrirem as escolas no interior, para que a água canalizada chegue onde ainda não chegou, ou a luz , ou os transportes públicos...Até quero acreditar que assim seja.

Só que a nós que vamos beneficiar directamente com essa obra , não é moralmente aceitável que os impostos desses nossos concidadãos sirva para alimentar (mais uma vez) a chico-espertice de especuladores, de construtores , de autarcas e suas vaidades.

Cabe-nos , a nós , beneficiários directos dessa obra, garantir que outros valores patrimoniais dos quais somos garante perante os cidadãos de todo o país, que são salvaguardados, o ambiente, o património construído ... é por isso que construír uma nova ponte não é só para o Sr.Pres da CM do Barreiro vender as casas que não consegue... mas é para obrigar o Sr.Pres da CM do Barreiro requalificar o seu território para que todos possam dele desfrutar.

Não é só receber, temos de dar também algo em troca, o unanimismo pode iludir essa obrigação e isso é muito perigoso.

Paulo Edson Cunha disse...

Como sempre agradeço a participação de todos.
Ao Ponto Verde apenas uma nota:nunca monopoliza. Volte sempre!!!
Sobre o que escreveu, com mais tempo comentarei no seu blogue (recomendo vivamente que todos vão vêr o último post, irónico q.b e perfeitamente enquadrado na realidade).
Cumprimentos a todos

Anónimo disse...

Dia 15 de Abril, 08H00, cerca de 50 pessoas em fila à espera para entrar. Ao fim de três horas de espera a médica não apareceu.