Quarta-feira, Novembro 25, 2009

A Protecção Civil e os Riscos

Esta semana, o meu texto, para comentário e posterior publicação no "Comércio do Seixal e Sesimbra" é o seguinte:




Meus caros,

Como sabem, fui nomeado recentemente como Vereador do pelouro da Protecção Civil.

Muitos comentários esta nomeação tem merecido, nem todos com utilidade para a sociedade, mas entre as diversas questões que me têem sido colocadas uma está sobre qual o papel deste pelouro na vida das pessoas.

É isso que me proponho, nesta semana, de dar a conhecer a todos algumas das competências deste pelouro, realçando, desde já que pela sua importãncia muitas dessas competências são do Presidente da Câmara Municipal e indelegáveis por lei.

Assim, atente-se no seguinte trabalho, que tão pouco foi realizado por mim e que espero vos seja útil:

Nota: chamaram-me a atenção, e bem, para algumas incorrecções do texto anterior. Desde logo referi que o texto não foi escrito por mim, no entanto, assumo o lapso, como não podia deixar de ser e peço desculpa pelo mesmo. A mesma pessoa que produziu o primeiro documento, produziu este texto alterado., a quem agradeço.



A Protecção Civil e os riscos


A Lei de Base da Protecção Civil (Lei n.º 27/2006 de 3 de Julho) define duas situações de risco que a é de acidente grave e de catástrofe, sendo que, “acidente grave é um acontecimento inusitado com efeitos relativamente limitados no tempo e no espaço, susceptível de atingir as pessoas e outros seres vivos, os bens ou o ambiente; catástrofe é o acidente grave ou a série de acidentes graves susceptíveis de provocarem elevados prejuízos materiais e, eventualmente, vitimas, afectando intensamente as condições de vida e o tecido sócio-económico em áreas ou na totalidade do território”.

Temos a obrigação de nos defender-mos destes diferentes riscos de protecção civil, tomando para tal, medidas de auto-protecção. Estas, assentam essencialmente na fase da prevenção (prevenir os acidentes individuais e colectivos), de modo a que não tenhamos que executar as fases seguintes da protecção civil. Temos portanto, que actuar a este nível, de modo a evitar os riscos; no entanto, e caso ocorram estas situações, devemos estar preparados para actuar, de modo a atenuar e limitar os efeitos desses mesmos riscos.

A protecção civil somos todos nós! - Empresas, Estado, Instituições, Cidadãos. A família tem o dever de proteger os seus membros. Estas, e em especial os seus responsáveis, devem actuar de modo a prevenirem todas as eventuais ocorrências (medidas de prevenção e auto-protecção). Para que isso aconteça é importante o treinamento continuado, começando pelos elementos mais velhos e ensinamento dos mais novos, bem como a consciencialização dos riscos que podem ocorrer.


Estrutura Organizativa Nacional de Protecção Civil:

A protecção civil é a actividade desenvolvida pelo Estado, Regiões Autónomas e Autarquias Locais, pelos cidadãos e por todas as entidades públicas e privadas, com a finalidade de prevenir riscos colectivos inerentes a situações de acidente grave ou catástrofe, de atenuar os seus efeitos, proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo quando aquelas situações ocorram.

Tem como principais objectivos prevenir os riscos colectivos e a ocorrência de acidente grave ou de catástrofe deles resultante; atenuar os riscos colectivos e limitar os seus efeitos; socorrer e assistir as pessoas e outros seres vivos em perigo, proteger bens e valores culturais, ambientais e de elevado interesse público e apoiar a reposição da normalidade da vida das pessoas em áreas afectadas por acidente grave ou catástrofe.


Agentes de Protecção Civil:

- Os corpos de bombeiros;

- As forças de segurança;

- As Forças Armadas;

- As autoridades marítima e aeronáutica;

- O INEM e demais serviços de saúde;

- Os sapadores florestais.


A Cruz Vermelha Portuguesa exerce, em cooperação com os demais agentes e de harmonia com o seu estatuto próprio, funções de protecção civil nos domínios da intervenção, apoio, socorro e assistência sanitária e social.


Impende especial dever de cooperação com os agentes de protecção civil sobre as seguintes entidades:

- Associações humanitárias de bombeiros voluntários;

- Serviços de segurança;

- Instituto Nacional de Medicina Legal;

- Instituições de segurança social;

- Instituições com fins de socorro e de solidariedade;

- Organismos responsáveis pelas florestas, conservação da natureza, indústria e energia, transportes, comunicações, recursos hídricos e ambiente;

- Serviços de segurança e socorro privativos das empresas públicas e privadas, dos portos e aeroportos.


Instituições de investigação técnica e científica:

Os serviços e instituições de investigação técnica e científica, públicos ou privados, com competências específicas em domínios com interesse para a prossecução dos objectivos da protecção civil, cooperam com os órgãos de direcção, planeamento e coordenação que integram o sistema nacional de protecção civil.


A cooperação desenvolve-se nos seguintes domínios:

- Levantamento, previsão, avaliação e prevenção de riscos colectivos de origem natural, humana ou tecnológica e análise de vulnerabilidades das populações e dos sistemas ambientais a eles expostos;

- Estudo de formas adequadas de protecção dos edifícios em geral, dos monumentos e de outros bens culturais, de instalações e infra-estruturas de serviços e bens essenciais;

- Investigação no domínio de novos equipamentos e tecnologias adequados à busca, salvamento e prestação de socorro e assistência;

- Estudo de formas adequadas de protecção dos recursos naturais.


Protecção Civil Municipal

A Protecção Civil Municipal reveste-se de uma importância extraordinária uma vez que é esta a primeira entidade responsável e com capacidade jurídica para dar a resposta a uma primeira intervenção a uma dada situação de emergência; e posteriormente, actuar no sentido do reforço das medidas de emergência adicionais que venham a ser tomadas.

A Lei nº 65/2007 de 12 de Novembro define o enquadramento institucional e operacional da protecção civil no âmbito municipal, estabelece a organização dos serviços municipais de protecção civil e determina as competências do comandante operacional municipal.


Os objectivos e domínio de actuação, emanados pela lei são:

Prevenir no território municipal os riscos colectivos e a ocorrência de acidente grave ou catástrofe deles resultante;

Atenuar na área do município os riscos colectivos e limitar os seus efeitos no caso das ocorrências descritas na alínea anterior;

Socorrer e assistir no território municipal as pessoas e outros seres vivos em perigo e proteger bens e valores culturais, ambientais e de elevado interesse público;

Apoiar a reposição da normalidade da vida das pessoas nas áreas do município afectadas por acidente grave ou catástrofe.


Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Requerimento do PSD/Seixal à C.M.Seixal - Água contaminada

Foi este fim-de-semana enviado para os serviços da C.M.Seixal:

Exm.º Senhor


Presidente da Câmara Municipal

do Seixal


ASSUNTO: SISTEMA DE ABASTECIMENTO ÁGUA PÚBLICA

Notícias vinda a público esta semana na comunicação social nacional, dão conta da possível existência de TNT (trinitrotolueno) em alguns furos de captação de água para consumo público no Seixal.

Na notícia, esses furos contêm, um composto orgânico possivelmente cancerígeno, deixado por décadas de actividade de uma antiga fábrica de explosivos.

A denuncia tem por base uma investigação numa tese de doutoramento da geóloga Helena Amaral defendida desenvolvida no Instituto Federal de Ciências Aquáticas e Tecnologia da Suíça, com o apoio de investigadores do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), onde expressa que a contaminação resulta de despejos de águas residuais, contendo TNT e DNT (dinitrotolueno), efectuados pela SPEL - Sociedade Portuguesa de Explosivos, que funcionou em Santa Marta de Corroios, entre 1949 e 2000. Análises efectuadas em 1999 revelaram que alguns furos privados na região apresentavam níveis elevados de diversos poluentes. Na altura, acusou-se a presença de TNT e DNT, cuja concentração não foi, porém, quantificada.



Segundo o estudo apresentado a geóloga analisou a água de 29 furos e de duas lagoas numa área de 25 quilómetros quadrados ao redor da antiga fábrica de explosivos.

Os resultados, publicados em Setembro passado na revista científica Chemosphere, revelaram forte contaminação em vários furos. Os mais poluídos - com 25.000 a 33.000 microgramas de TNT por litro de água - são particulares. Há, no entanto, pelo menos três furos municipais de abastecimento público com valores de 95 a 280 microgramas por litro.

Face a estas notícias, que o PSD/Seixal reputa de muito preocupantes, requere-se à autarquia as explicações adequadas.

Refira-se que este pedido de explicações visa evitar um clima de eventualmente desnecessário alarmismo que estas notícias compreensívelmente podem provocar nos nossos munícipes e, por outro lado, proporcionar à autarquia a defesa da sua boa imagem, que não está salvaguardada, com as poucas explicações até agora adiantadas pelo executivo a propósito desta questão.

Seixal, 22 de Novembro de 2009



O Presidente da Comissão Política do Seixal:



Paulo Edson Cunha

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Face Oculta... O apagão

O texto que de seguida vos apresento foi publicado na última edição do "Notícias do Seixal".
Espero que gostem e comentem...




E de repente...o apagão.


Metade da América do Sul ficou às escuras.


À surpresa, seguiu-se a preocupação, o desespero, o pânico.


Roubos em barda, serviços mínimos comprometidos, a dúvida a instalar-se. Atentado? Causas naturais? Incompetência das autoridades? Castigo divino? A verdade é que a nossa sociedade já não vive sem electricidade, sem computadores, sem automóveis, sem água, sem gás, sem aquilo que chamamos de serviços mínimos garantidos pelo Estado.

E o Estado (os Estados, Distritos, Concelhos têm de estar preparados para estes imponderáveis, que não dominam) tem de oferecer mecanismos suficientemente fiáveis aos seus cidadãos a garantirem que estão preparados para estas contigências.


Como disse, sabe-se pouco das causas, no fundo pouco importam, importando mais saber como as resolver. A verdade é que para nós pouco importa. É apenas mais uma notícia a passar nos telejornais que servirá de tema de conversa no café com um amigo ou na conversa com um colega de trabalho. Discute-se isso, de forma tão banal como a escolha do próximo Presidente do Conselho Europeu, o suicídio do malogrado Robert Enke (o que faz um jovem, brilhante na sua actividade suicidar-se?), as goleadas do Benfica, a Gripe A ou a “Face Oculta”.


Ou seja, estão os nossos “irmãos” Brasileiros, e os seus vizinhos às voltas com os apagões, quando um grande apagão dava imenso jeito para “escurecer” o já de si bastante sombrio processo conhecido com o código de “face oculta”, isto é, para todos os sucateiros envolvidos, quer os que negociavam em sucatas, quer os que sujavam os seus colarinhos brancos com a “ferrugem” dessa mesma sucata, um apagão geral, daqueles que apagam mesmo tudo, que não deixam ver nada, dava imenso jeito.


Uma dúvida me inquieta neste processo: como pode um sucateiro (com todo o respito que tenho por esta actividade) ter dinheiro para alegadamente subornar um administrador do Banco de Portugal e agora Vice-Presidente do maior banco Português? Ou seja, eu que até sou muito tolerante com o sucesso alheio, nada dado a invejas, já fui questionar a minha mãe porquê que me incentivou a ser um humilde advogado, quando estava na cara que o futuro passava pela sucata...


Prometi a mim mesmo que vou rever os meus critérios de orientação aos meus filhos e, embora naturalmente prescinda de os ver envolvidos em alegados subornos, pois é caminho que naturalmente não perfilho, talvez uma actividade tão lucrativa como essa ( a sucata, claro), não seja uma hipótese a excluir.


Brincadeiras à parte, porque se não nos rirmos com estas tragédias (que minam e descridibilizam o papel do Estado, das suas instituições, dos seus dirigentes, no fundo de todos nós) faço votos para que neste caso a justiça funcione de forma célere, equilibrada e cega (como efectivamente deve ser). Seria o maior favor que estes senhores que nos des(governam) neste cantinho á beira mal plantado, poderiam fazer por um dos pilares de qualquer Estado – A Justiça.


Onde também parece que há um “apagão” é em Fernão Ferro, Freguesia na ordem do dia, por não se ter conseguido formar um executivo para constituir a sua Junta. Veio a CDU, no mesmo dia (organização? Ou já tinham aquilo tudo previsto e poucas horas após o insucesso já tinham a sua versão em forma de comunicado a vitimizar-se?) informar a população que a oposição toda junta são uns malandros, que não pensa nos interesses da sua freguesia, nem dos trabalhadores da Junta e que se não ceder, então coloca em causa a estabilidade democrática da freguesia. Só falta dizer que se os partidos da oposição, todos juntos, ou apenas um, aprovarem o que o Sr. Carlos Pereira quer, então as instituições democráticas em Portugal, no Vaticano, na União Europeia ou, porque não dizê-lo, na ONU, ou no mundo, estarão postas em perigo.


O que o comunicado da CDU não diz (fruto do apagão?) é que a CDU há 8 anos e há 4 anos negociou, como lhe competia, com a oposição. E fê-lo muito bem, porque tinha uma maioria relativa, o mesmo é dizer que era apenas a força política mais votada, tal como agora.


Então se nada mudou porque não o fez agora?


Se cabe ao candidato mais votado Presidir á Junta e submeter essa lista à apreciação da Assembleia de Freguesia, então não deveria ter sido estabelecido esse contacto com a oposição? Ou acham mais correcto apresentar uma postura de inegociabilidade total, comportando-se como se detivesse a maioria absoluta de votos e querer “obrigar” os outros a concordar consigo?


É caso para perguntar: De que tem medo Carlos Pereira?

Sábado, Novembro 14, 2009

Por cá tudo na mesma

Hoje no "Jornal de Notícias":

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Setúbal&Concelho=Seixal&Option=News

Como podem ver, por cá tudo na mesma. À espera de outro acidente...

"Perigo mantém-se quatro meses após acidente fatal
00h23m
SANDRA BRAZINHA
Família e advogado de homem que morreu atropelado pelo metro indignados.

Mais de quatro meses depois, o local onde ocorreu o primeiro acidente mortal envolvendo o Metro Sul do Tejo, em Corroios, Seixal, está exactamente igual. O risco é visível para quem apanha o autocarro em plena linha.

"Ainda ninguém fez nada. Estão à espera que aconteçam mais acidentes e que morra mais alguém", alerta Celeste Teixeira, filha do casal de idosos que foi colhido no dia 8 de Julho na Avenida 25 de Abril por uma carruagem que circulava no sentido Corroios-Laranjeiro, quando atravessava a linha.

O pai, António Figueiredo, de 75 anos, morreu no local e a mãe, Maria Alice Figueiredo, de 76 anos, sofreu ferimentos graves e está ainda de cama, necessitando de ajudar para se levantar ou sentar.

Revoltada e indignada por nada ter sido feito para melhorar as condições de segurança, a família está a ponderar realizar um protesto simbólico quando passarem seis meses para alertar as autoridades para os riscos existentes.

"Há que tirar a paragem dali ou criar condições de segurança para as pessoas atravessarem", adverte o advogado Paulo Cunha, que ainda está à espera do apuramento das responsabilidades para interpor uma acção em tribunal a pedir uma indemnização pelos danos sofridos.

Alguns minutos apenas são suficientes para qualquer pessoa se dar conta da perigosidade da situação, principalmente quando um autocarro passa ao mesmo tempo que o metro. "Quem quer apanhar o autocarro tem de passar ali", salienta Paulo Cunha, lembrando que atravessar a rodovia não é solução, porque também não existe passadeira. "E ir no lancil é tão perigoso ou mais do que atravessar a linha", remata, considerando que o metro circula mais depressa do que os carros.

Apesar de ainda nada ter sido feito, as entidades com responsabilidades na matéria reconhecem o perigo. Fontes ligadas ao processo adiantaram ao JN que o Gabinete de Investigação de Segurança e de Acidentes Ferroviários está a agilizar o caso pelo facto de a manutenção do cenário actual poder resultar em mais acidentes. As conclusões devem, por isso, ser apresentadas o mais rapidamente possível, antes mesmo de terminar o prazo legal de um ano.

A Câmara do Seixal, que não prestou quaisquer esclarecimentos sobre este assunto, referiu, na altura do acidente, que para garantir a segurança tinha um projecto que incluía a criação de uma bolsa para os autocarros encostarem e de um passeio com cerca de dois metros para as pessoas aguardarem.

Contudo, o JN sabe que até agora a autarquia, que terá aprovado o modelo actual de funcionamento das paragens, ainda não nomeou um representante para integrar a comissão de investigação que foi constituída .

Frisando que a Metro Transportes do Sul apenas implementou no terreno o que estava previsto no projecto, o presidente José Luís Brandão recorda que a concessionária sempre se debateu pela diferenciação do espaço canal, uma proposta que não foi aceite pelas autarquias do Seixal e de Almada. "Era uma situação previsível. Felizmente, este foi o único caso de alguma gravidade, que é sempre de lamentar", afirma o responsável, acrescentando que "aquelas paragens não deviam lá estar".


Algumas respostas a perguntas colocadas no Post anterior

Dei esta resposta no post anterior.
Penso ser pertinente abrir um novo post para alargar a discussão, o que faço.
Para melhor a compreenderem, terão de ler o último post e os seus  comentários :


"Paula Dias, pelouro da Protecção Civil. Meio tempo.


Dias Costa, neste blogue sempre dei voz às legítimas preocupações das populações. Se tiver dúvidas, vá ao arquivo e faça uma pesquisa pelo seu histórico. Nunca perguntei se as causas que me pediam que promovesse serviam ao partido X ou Y. Foi o que fiz agora. Dei voz a este movimento, assim como dei voz a quem se opõe ao mesmo. Se quiser fazer um texto (desde que não ofensivo)contra esta marcha terei todo o gosto em o divulgar e deixar à discussão pública. Este é um blogue de discussão pública. É um blogue democrático.

Ao anónimo que questiona se eu estou a pagar um frete ao PCP:

Meu caro, bem sei que há uma tentaiva de me instrumentalizar, de dizer que estou comprado (gostaria de saber com o quê)mas verdade é que sou o único cidadão (dos que dão a cara) que vai afrontando o Patido Comunista.

Há para aí responsáveis políticos de outros partidos que parece que hibernaram. Faço-lhe um desafio: releia as intervênções dos partidos na tomada de posse. Há um partido mais à direita do PSD que só faltou fazer uma vénia ao PCP e estender uma passadeira vermelha.

Outros preparam surpresas bem agradáveis à CDU em Fernão Ferro.

Nunca parei de apontar o dedo às injustiças e incompetências detectadas na gestão comunista. A diferença é que recuso-me a fazê-lo gratuitamente, ou seja, não falo mal deles só por falar. Contesto o que tem de ser contestado.

Quem está na fila da frente contra a situação em Fernão Ferro?

Quem vai processar um destacado dirigente comunista?

Quem escreve todas as semanas algo incómodo para o poder instituído?

Portanto, quando me quiser vir criticar, certamente encontrará motivos mais válidos, não venha atirar areia para os olhos das pessoas.

Ao anónimo que me emendou a duração do pelouro, agradeço e já emendei. Embora tenha pedido para não publicar, não vi mal em fazê-lo, mas agradeço a preocupação"

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Ainda a Marcha pelo Pinhal do General (agora ilustrada)


Por gentileza do organizador da marcha (António Cardoso), a quem agradeço.
Costuma dizer-se que uma imagem vale mais do que mil palavras...
Deixo-vos com uma imagem, as palavras ficam a seu cargo.

Terça-feira, Novembro 10, 2009

A Marcha pelo Pinhal do General foi um sucesso? Comente para o "Comércio..."

Esta semana, abordarei um assunto que tenho acompanhado com bastante atenção e que está na minha agenda política.

Pretendo mesmo ouvir todos os interessados em breve, de forma a levar este assunto às mais altas instâncias concelhias.

De momento, o que se pretende é dar voz (para sair no próximo número do "Comércio do Seixal e Sesimbra") aos promotores da iniciativa,  aos seus opositores e a quem quiser simplesmente opinar sobre esta temática.

Para quem não sabe, este fim-de-semana decorreu uma marcha pela reposição da legalidade, principios e transparência na Associação e Comissão AUGI do Pinhal do General.

Os seus promotores apelam à reposição da Lei, Estatutos e através da vontade da Esmagadora População do Pinhal do General conseguir marcar as respectivas Assembleias o mais brevemente possível.  Referem que "Não aceitamos o agendamento da Assembleia da AUGI para JUNHO 2010 e da Associação para Fevereiro 2010."

Dê-nos a sua opinião  sobre esta problemática, podendo a mesma ser seleccionada na próxima edição do "Comércio do Seixal e Sesimbra".

Pode ainda comentar, nesta mesma rubrica no Blogue do meu amigo Samuel Cruz , o Vereador do Partido Socialista, "Rumo a Bombordo".

Bons comentários

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

E no Seixal, também?

Hoje, por todo o mundo, comemora-se a queda do Muro de Berlim.



Desde que foi construído até 1989 o muro de Berlim, como ficou conhecido, foi o símbolo da separação dos blocos capitalista e comunista e da «Guerra Fria». Era o ponto máximo da rivalidade das duas potências.


Mas nos fins da década de 80, começou o redespertar das nacionalidades, com a desagregação de alguns países como a Checoslováquia e a Jugoslávia, e também o desejo de reunificação das duas Alemanhas. Os enormes fluxos migratórios da Alemanha de Leste para a Alemanha de Oeste, durante o verão de 1989, tornaram-se impossíveis de controlar. Por isso, a 9 de Novembro de 1989, teve que ser autorizada a livre circulação entre as duas partes de Berlim, e como consequência a destruição do muro. Nessa noite os alemães de um e de outro lado da cidade subiram e dançaram em cima dele. Reinava a alegria, todos festejavam, enquanto vários faixas do muro iam sendo cortadas e deitadas abaixo. Nesse momento histórico não se estava apenas a deitar abaixo uma parede: a sua queda do muro de Berlim significava a queda dos regimes comunistas, o fim da Guerra Fria e de toda a tensão mundial e a abertura ao mundo. Na euforia, muita gente não previu as futuras dificuldades por que a Alemanha iria atravessar: fecho de muitas empresas, desemprego, instabilidade, o que viria a despertar movimentos político-sociais, como o neonazi.

E no Seixal, também se comemora?

Domingo, Novembro 08, 2009

Porque hoje é Domingo

Façam o favor de serem felizes...

Passeiem..
Descansem..
Brinquem com os vossos filhos, sobrinhos, primos..
Almocem com a  família..
Vão ao cinema, ao jardim, ao teatro..
Namorem..
Visitem os Blogues..
Leiam livros, revistas  e jornais...
Façam o que vos apetecer...

Mas sejam felizes...

Um bom domingo para todos

Sábado, Novembro 07, 2009

Carlos Pereira Responde

Afinal as respostas ao outro post era mesmo do Sr. Presidente da Junta de Fernão Ferro.

Deixo-as aqui:

"NÃO BRINQUEM COM COISAS SÉRIAS
CARLOS PEREIRA NÃO TEM MEDO DE NADA.

Ninguém pode ignorar a Lei.

Lei nº 5-A/2002, é inequívoco que só ao Presidente da Junta de Freguesia cabe propor os vogais para eleição, apresentando os seus nomes, de entre os membros da Assembleia de Freguesia, a votação.(Parecer da CCDR)
Ao contrário do que dispunha a anterior Lei das Autarquias Locais, em que a proposta dos vogais era feita pelos membros da Assembleia de Freguesia, não prevê a actual Lei qualquer outra forma de eleição dos vogais da Junta, cominando o seu incumprimento com a legalidade do acto.
Na verdade, tendo no caso concreto terem sido eleitos vogais da Junta por indicação expressa dos mermbros da Assembleia de Freguesia e não do Presidente da Junta, ou seja, do cidadão que encabeça a lista mais votada à Assembleia, teria sido praticado um acto ferido de ilegalidade para o qual a Lei sanciona com anulabilidade.
Nos termos do artº 135º do CPA actos anuláveis são todos os actos administrativos praticados com ofensa dos princípios ou normas jurídicas aplicáveis e para cuja violação a Lei não preveja outra sanção. (Parecer da CCDR)
Dr. Paulo Cunha
Como Advogado devia conhecer a Lei e não é de bom tom aproveitar-se do desconhecimento da generalidade das pessoas, lançando a confusão e prejudicando a população da Freguesia de Fernão Ferro. Por esta e outras é que o PSD perdeu um membro nesta Freguesia.
Espero que tenha a hombridade e democraticidade de publicar esta mensagem.
Carlos Pereira"


"CARLOS PEREIRA NÃO TEM MEDO DE NADA
Dr. Paulo Edson
A mensagem que enviei é da minha total autoria.
O Senhor não conhece as minhas capacidades, não necessitando de ser licenciado em direito para escrever aquele comentário.
Agradeço que proceda à sua publicação, assumindo toda a responsabilidade e consequências que daí possam advir.
Se tiver dúvidas agradeço que me contacte.
Carlos Pereira"

A análise naturalmente é vossa. A disponibilidade para o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Fernão Ferro voltar a honrar o meu Blogue com a sua visita e participação é total.

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

De que tem Medo Carlos Pereira?


 



Joãozinho era um vivaço. A sua sagacidade levara-o longe nas brincadeiras entre os seus pares. Frequentemente cabia-lhe a função de liderar o seu grupo de amigos.



Joãozinho dominava a arte de seduzir quem se lhe opunha, dominar quem lhe prestava vassalagem, vergar quem lhe era submisso, ou não ou simplesmente controlar quem calhava.



Era frequente ver o Joãozinho, quão mestre circence na arte do malabarismo sórdido, equilibrar-se no fio da navalha, quando e onde qualquer outro teria caído.



Por isso Joaãozinho também era admirado. Sim, porque nem apenas os belos e esguios são admirados, não apenas os atletas, competidores e actores são reconhecidos.



Joãozinho era de facto admirado. E era admirado na proporção inversa da falta daquelas qualidades. Todos pensavam – se ele é assim, sendo assim, imagine-se que não se fosse assim, todos lhe diriam sim.



O que mais admirava e exultava em Joãozinho era essa arte, tão só dele, de ganhar onde outros não ganhavam nada.



Agora imeginemos esse mesmo Joãozinho habituado a não ser contrariado, habituado a manipular, habituado a dialogar apenas e só para ganhar, mesmo em minoria, mostrando uma generosidade despropositada e necessária, tornando-o benemérito de quando em vez, verdadeiramente matulão e anafado, a distribuir o seu poder a seu beel prazer. Imaginemo-lo a não conseguir. Imaginemo-lo a perder essa capacidade.



Imaginemo-lo pois, num supremo esforço imaginativo, a controlar o seu grupo, de apoiantes, mais ou menos convictos, mais ou menos pressionados pelas circunstãnciaas, mais ou menos vassalos da sua vontade.

E assim, não nos custa percebê-lo  a tentar a distribuir generosamente as migalhas do seu poder, a repentinamente tentar controlar e a não conseguir. A tentar fingir que ainda mandava.



A não querer distribuir algo que já não depende da sua generosidade, mas que antes é vital para conservar o seu poder.

Calculamos que seja doloroso, que provoque medo na sua ama, no seu querer, mas é a vida.



Outros podem avançar. Outros seguirão outras caminhos, mas o anafado do Joãozinho promete resistir, diifamar, vitimizar-se, tudo desde que não faça o acordo com a oposição, para manter tudo como até aí: mal!


Joãozinho tem os seus dias contados. Só que ainda não sabe. Joãozinho é passado. As suas tácticas já não resultam O seu charme já não convence. Alguém que diga a joãozinho que acabou.

De que tem medo Joãozinho?





Nota: na cerimónia da tomada de posse avisei um colega de profissão, colega de política, embora adversário, que ia intentar um processo crime contra ele. Perguntei-lhe a brincar se já tinha advogado. E ele respoondeu-me que estava à vontade, não tinha medo de processos e tinha muitos advogados no seu próprio escritório, se precisasse de um.



A verdade é que para quem está à vontade, apresentou uma resposta nem meia-hora depois, num misto de ataque e defesa. Coitado, saíu a correr da cerimónia, foi logo escrever no seu Blogue a sua defesa a pensar que contra-atacava. Ninguém o aconselhou a ter calma. A não desesperar. Assim ainda piorou a sua situação. Agiu com o desepero típico de quem foi apanhado, e não como o bom advogado que é.

Resta-me agradecer-lhe ter-me dado os argumentos jurícos que me faltavam. Como sabem em crime (e nos restantes ramos de direito) alimentamo-nos da prova que conseguirmos produzir.

Por esse motivo agradeço ao meu colega a generosidade de me ter dado os elementos de prova que eventualmente me faltassem para terminar a queixa-crime. Se eu lhe pedisse, estou em crer que não faria melhor. Obrigado pela gentileza Paulo Silva.



Comente para o "Comércio do Seixal e Sesimbra" ou no blogue do  vereador Samuel Cruz "Rumo a Bombordo"

O seu comentário, publicado até ao almoço de quinta-feira, poderá ser inserido na edição do jornaal de Sexta-feira.



-------------------------------------------------------------------------------------------------------------À Margem (recebi este pedido de divulgação que tenho todo o prazer de o fazer):

Joana Mestre Rodrigues



Após vários castings, ficou seleccionada para participar no programa uma Canção para ti da TVI


Estejam atentos - Domingo, dia 8 de Novembro


Joana Mestre Rodrigues de 11 anos, é residente no Seixal e vai participar no próximo Domingo dia 8, no programa UMA CANÇÃO PARA TI, da TVI.

Uma criança que iniciou a sua "carreira artística" (se é que se pode chamar assim) nos festivais da canção infantil de norte a sul do país, há cerca de dois anos e logo a ser galardoada com prémios de classificação, sendo em simultâneo atribuídos prémios de melhor letra e música, aos temas interpretados que são sempre originais.
Quem conhece a Joana, sabe que ela merece estar num programa com esta qualidade.

VAMOS APOIAR A “ESTRELA” DO SEIXAL

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Novo Ciclo ou apenas mais uma Etapa?




Hoje, dia 2 de Novembro, pelas 21h., no Fórum Municipal do Seixal, tomam posse os novos Vereadores e os Membros da Assembleia Municipal.

Eu também lá estarei, dando início a um novo ciclo da minha vida.

Devo confessar-vos que gostei muito de ter sido membro da Assembleia Municipal, embora as minhas expectativas iniciais não fossem as melhores. Tudo e unicamente por uma questão de vocação.

Ao invés dessa expectativa, foi uma experiência riquíssima, onde sempre tentei dignificar o cargo, o concelho e o partido. Modéstia à parte, penso que consegui.

Agora, novo desafio me aparece, que eu encaro com o optimismo próprio de que é mais uma etapa da minha vida que deve ser vivida com intensidade, empenho, profissionalismo e vontade. E a ser superada.

A todo os eleitos, especialmente aos Presidentes da Assembleia Municipal, Dr. Joaquim Judas e ao  Presidente da Câmara Municipal, Dr. Alfredo Monteiro, os meus votos de um excelente mandato.

O Seixal agradece.

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Tomadas de Posse das Assembleias de Freguesia

ÚLTIMA HORA:
Ontem, na Assembleia de freguesia de Fernão Ferro, após 3 votações, a CDU não conseguiu fazer passar a sua equipa, pois, numa atitude típica de "Quero, Posso e mando" nunca aceitou uma proposta, bastante razoável por sinal, de governar com um membro de cada um dos outros partidos.
A verdade é que foi a CDU a lista mais votada, mas não menos verdade é que a oposição tinha maioria.
Naquele acto, respeitou-se unicamente a vontade da população. Teria a Presidência e mais um membro do executivo a CDU, porque foi a mais votada, mas a oposição estaria reprresentada.

Penso que era uma forma inédita de se mostrar à população que quando se quer, esquecemo-nos de diferenças ideológicas e trabalhamos em prol do bem comum.

Não deu. Paciência. Não venham agora é com acusações. O PS,PSD e Bloco de Esquerda, cada um por si, não votaram as propostas da CDU. A CDU não aceitou alterar as suas posições. Foi a democracia a funcionar.

Aproveite e comente:




Esta sexta-feira, dia 30 de Novembro, tomam posse os diversos eleitos às Assembleias de Freguesia do Concelho do Seixal, órgão que elegerá os futuros executivos das nossas 6 (seis) Freguesias.

A todos eles, vencedores e vencidos, mas todos eleitos pelo voto da população, os meus parabéns e sincero voto de um mandato feliz, ponderado e sempre, mas sempre mesmo, orientado para a defesa das populações que representam.

Nota: Uma Nota final para referir que a questão da difamação efectuada pelo Dr. Paulo Silva, no seu Blogue e no "Jornal do Seixal" merecerá dos responsáveis do PSD o devido e adequado tratamento, que será divulgado na próxima semana, após a reunião da Comissão Política da Secção do Seixal do PSD.

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Novo anúncio da "ZON"



Meus amigos, recebi isto por e-mail e não resisti a compartilhar convosco.
Dizem que é o novo anúncio da ZON... lol




Entretanto, um leitor deste blogue (pelos vistos um Sportinguista com "fair.Play") enviou outro  anúncio da ZON. Ora vejam:




Domingo, Outubro 25, 2009

Deve ou Não a Oposição integrar o executivo de Fernão Ferro? Comente para o "Comércio.."

Durante o presente fim-de-semana, um leitor assíduo deste blogue (e identificado) lançou-me o seguinte desafio, por e-mail, que eu aceito e replico aqui, não sem antes referir que o PSD, internamente já discutiu este assunto e agirá em conformidade com o resultado dessa decisão.
Era este o e-mail:

Caro Paulo Edson




Considerando que:



- Fernão Ferro foi a única freguesia onde a CDU não teve a maioria;

- Carlos Pereira vai realizar o seu último mandato como Presidente de Junta;
- O Comércio do Seixal e de Sesimbra é distribuído no próprio dia em que vai ser realizada a Assembleia de Freguesia;
- Que este assunto é do maior interesse para o futuro da freguesia e da sua população;





Tomo a liberdade de lhe sugerir este tema para uma eventual discussão

no bogue A Revolta das Laranjas:



DEVE OU NÃO A OPOSIÇÃO INTEGRAR

O EXECUTIVO DA JUNTA EM FERNÃO FERRO

Se considerar positiva esta sugestão, agradeço-lhe porém que não faça qualquer referência à minha pessoa.

Resta-me desejar-lhe a continuação de um bom fim-de-semana e enviar-lhe um abraço.

Nota: Esta semana, por lapso, não acrescentei a habitual remissão para o Blogue "Rumo a Bombordo" ( http://www.rumoabombordo.blogspot.com/ ).
Ora, houve logo quem fizesse autênticos "filmes" e me enviasse e-mails a conjecturar sobre os motivos desse esquecimento.
Depois juntaram os comentários sobre o PS (que sempre houve, assim como muitos de sociais-democratas contra mim ou a direcção que eu represento) e acabaram a "longa-metragem", com direito a argumento especial e tudo.
Meus caros, poupem o vosso tempo. Continuo amigo do Vereador Samuel Cruz, assim como do Nuno Tavares, não me meto nas guerras internas do PS e respeito-os enquanto dirigentes locais, assim como respeitei o Fonseca Gil, o Alfredo Monteiro, o Américo Costa, o Vítor Cavalinhos, o Noronha ou qualquer outro dirigente, ou líder de bancada, com quem tenha de relacionar-me. Custe a quem custar, até a algumas pessoas do meu partido. Podem chamar-me "sonsinho", ingénuo, hipócrita, demagogo ou até ardiloso, que seguramente não vão conseguir mudar-me.

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

Laconicamente...

Temos Governo..

Temos Ministros...

Os homens (e mulheres) ainda nem começaram a exercer funções e a mostrarem trabalho e já vejo muita gente a falar mal deles.

É o País que temos!

Boa sorte José Socrates e restante equipa governativa.. Não votei nele. Não aprecio o estilo, o conteúdo, e em bom rigor nada, mas se ele for bem sucedido, Portugal caminhará em frente. Por isso, boa sorte Portugal..

Ahh, e garanto-vos que não estou a ser hipócrita.

Terça-feira, Outubro 20, 2009

"Hipocrisia" - Comente para o "Comércio do Seixal e Sesimbra"

Reinício de uma nova “temporada” da Blogosfera no “Comércio…”. Desafio lançado. Hesitações. Novos ciclos, implicam, novos desafios. “nunca deves voltar a uma casa onde já foste feliz” já me dizia a minha avó na sua infinita sabedoria. Como também todos sabem, o ser humano busca a felicidade e, por isso, ou por qualquer outra arte mágica, volta sempre a cair no mesmo.






E assim foi. Ok, aceito o desafio. Nova temporada de blogosfera. Vamos voltar a fazer em água os poderes instituidos. Vamos voltar a dar voz à população contra os mesmos.





Faltava uma pequena coisa: um tema. Mas havia vários problemas a contornar. A preguiça intelectual do ora escriba, que vindo dum acto eleitoral desgastante, acrescido do muito trabalho que se acumulou no escritório, durante a campanha, faz dele uma espécie de “bom malandro”.





Bem, o escriba sou eu próprio e, esta letargia que se apoderou de mim, há-de ser vencida. Pior, já está a ser vencida, mas à custa de muito esforço.





Segundo obstáculo – inspiração. Isso não se arranja. Ou se tem, ou não se tem. Pronto, inventa-se. Esforço-me por isso. Tema: Não sei, mas sugerem-me a hipocrisia.





Sou avesso a temas tão subjectivos, mas caramba, não sou homem de não aceitar um desafio. Sinto-me tramado. Encurralado. Como falar de hipocrisia? Acusar alguém de ser hipócrita? Não, não é o meu estilo. Pelo menos não através de jornais. Isso é daquelas coisas que gosto de fazer pessoalmente. Olhos nos olhos. Aqui há os vossos olhos no texto.





Podia também acusar a hipócrisia de alguns partidos, de alguns políticos, mas caramba, o povo votou, bem ou mal, pronunciou-se, e quem sou eu para agora não respitar pelo menos um curto período de nojo?





A coisa começa a ficar difícil, desinspirado, cansado, sem chama e com um tema destes como vou safar-me disto? Afinal de contas prometi, pelo que, tenho de cumprir.





Pronto, há sempre uma hipótese de salvar a honra do convento: “encher” as linhas a que tenho direito com algo que até vos permita manter o interesse na leitura, falar vagamente de hipocrisia, logo, cumprindo a minha promessa e no final nem sequer concluir que, bem vistas as coisas, nem sequer falei de hipocrisia.





Sinto o meu trabalho concluído, mas fiquei com uma pequena dúvida: safei-me?













Boa semana, aproveitem a leitura deste excelente jornal, divirtam-se, sejam felizes e tentem, também vocês, não serem hipocritas…lol.





Ok, reconheço, eu fui um bocadinho. Mas foi so hoje e com este texto.













Nota: Parabéns a todos os eleitos autárquicos, desejando que todos façam um grande mandato autárquico, sempre com o propósito de servir a população.







Após as eleições autárquicas, retomo a minha participação neste espaço, verdadeiramente inovador na imprensa local. Em breve conto lançar novidades sobre esta rubrica.


Como habitualmente é lançado um tema, que  raramente é respeitado pelos utlizadores do espaço, esta semana dou-vos livre arbrítio para falarem do que querem.


Tema livre, portanto.


Na próxima edição, juntarei o meu texto.






Como sabem, podem também comentar no "Rumo a Bombordo" do Vereador (agora reeleito)  Samuel Cruz, a quem felicito através deste espaço, pela reeleição.


Bons comentários.

Domingo, Outubro 18, 2009

Revista "O Praticante"

A política tem destas coisas.
Nos últimos tempos, este blogue tem-se  alimentado quase exclusivamente da componente política.
Em virtude disso, alguns dos artigos de opinião que escrevo para revistas relativamente a outros temas são praticamente menorizados na "Revolta".
Ora, o artigo que hoje publico saíu no último número da revista "O Praticante" e foi feito a propósito dos 20 anos da conquista da primeira medalha de ouro olímpica que Portugal conquistou.
Devo referir que esta revista (está a ser ultimada a proxima edição) é um dos projectos onde me dá mais prazer participar. É uma revista amadora, que vive de publicidade, de distribuição gratuita, mas que divulga muito bem a prática desportiva, que tem uma excelente distribuição, que tem bastante quantidade e qualidade informativa e que se está aimplementar na sua áera com projectos bastante ambiciosos.
Recordo aqui o seu Blogue http://opraticante.bloguedesporto.com/ que vos convido a visitar.


Deixo-vos então o artigo, para vossa leitura e comentários, se o desejarem:




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Já não me lembro o que estava a ver. A escolha era muito mais fácil do que agora. RTP1 ou RTP2. E pronto. Não havia cá "Discovery Channel", "SportTv" ou "Travel Channel" ou canais 18. Um dia tivemos o filme "Pato com Laranja" e a direcção da RTP ia caindo, tais as reclamações.



Lembro-me de uma televisão pirata aqui para as bandas do Seixal. Nunca a vi. Também não sei se foi antes ou depois. Computador, era uma miragem. Vídeo, ou tinha aparecido há pouco em Portugal, ou estava para aparecer, mas seguramente eu não tinha ainda. Ainda se discutia se era a versão Beta ou VHS. O tempo impôs que prevalecesse o VHS, o que também não lhe valeu muito quando apareceu o DVD. É assim a evolução!


Dizia que lutei arduamente. Lutei com o sono. Lutei com o cansaço. Lutei com a ansiedade. O sono acabou por vencer. O sono vence sempre. De pouco me valeram os cafés tomados para me manter desperto. também convenhamos que estar às tantas da manhã a olhar para dezenas de homens a correr, não é a melhor forma de nos manter despertos. Ainda me lembro de estar cansado. De estar a suster a respiração cada vez que o nosso Lopes não aparecia na imagem. Houve um momento que houve uma avaria técnica, muito comum na altura. Depois adormeci. Não me lembro, claro. Apenas me lembro que acordei eufórico. Portugal que sempre era o vencedor moral e o vencido oficial, que nos tinha iludido nesse mesmo ano no Europeu de Futebol, em França, com "Os Patrícios" mas que “morrera na praia” acabando em terceiro lugar, que tinha o Mamede, aquele que era o melhor do mundo, menos quando tinha de o provar na pista, em plenos campeonatos, que tinha o maior ciclista do mundo, um inigualável Joaquim Agostinho, mas que algo fez com que nunca ganhasse o tour, que estava às portas da CEE, epopeia glosada numa música dos “Portugal do comércio”, com o tema “Portugal na CEE, algo que só aconteceria 2 anos mais tarde, Portugal que nunca tinha ganho uma medalha de ouro Olímpica, mas que estava cheio de quase medalhados, que tinha sempre um favorito no Euro festival e depois era INJUSTAMENTE classificado na metade final da tabela, em noite de angustia colectiva nacional, e eu tive a ousadia de adormecer precisamente quando algo me dizia que era esse o dia.


Não, não sou nenhum predestinado. No fundo acreditava tanto naquela medalha, como tinha acreditado na da Rosa Mota (que foi Prata), da do António leitão (que foi bronze) ou de qualquer um que me fizesse sonhar. No fundo acreditava eu e um País inteiro. No fundo, no fundo, nós queríamos tanto que acreditávamos sempre que era possível, embora soubéssemos que nunca seria. No fundo nessa noite ninguém dormiu. Fomos dormitando.


Mas algo nos dizia que esse era o dia. O homem não era um Homem normal. O homem tinha sido atropelado aos 38 minutos do seu treino apenas 15 dias antes da epopeia. O homem, queria tanto perseguir o seu sonho que foi atropelado, levantou-se e continuou o seu treino. Hospital? Tratamentos? Isso é para os humanos, decerto pensou o nosso herói.


E, provavelmente 38 minutos (número fatal, já que ele tinha 38 anos, foi atropelado aos 38 minutos do treino e isolou-se aos 38 kms da corrida) depois de ter adormecido, acordei sobressaltado com o hino, mas não.Não era ainda nesse momento que ouvia o hino Português. Estava a sonhar. Mais uma desilusão. Abro os olhos ensonado. Vejo uma imagem do pelotão, não vejo o Lopes. Decerto já havia desistido. Estava habituado. O povo estava habituado. Sofria, ansiava, e desiludia-se com o destino. Já estava prestes a voltar a adormecer, resignado com o nosso fado quando eis senão quando percebo que a imagem era do pelotão. Mostram-me o nosso Lopes. Esse mesmo.


Esfrego os olhos. Melhor, arregalo os olhos e vejo que não estava a fazer confusão. Suspiro. Reconfirmo. Não aguentaria nova desilusão depois de já estar conformado.


Não, era mesmo o Carlos Lopes. Olho melhor. Km 38. O nosso herói fugia ao pelotão. Estilo felino. Corpo magro. Determinação. Começo a suar. Penso que arfava cansado. Sinto o coração a sobressaltar, literalmente aos pulos. Foram 4 km que eu e um País inteiro corremos juntos. A chegada foi heróica. Ouviam-se buzinas na rua. Gritos. Pessoas nas janelas, com panelas a fazer barulho. O País rejubila. Sorrisos. Arrepios. Já vivi muitas coisas boas na vida. Uma delas foi essa. Durante momentos (muitos) este Homem resgatou o orgulho de um Povo. Nunca me tinha sentido tão orgulhoso de ser Português. Como todos os Portugueses, chorei no hastear da bandeira, no pódium. Também eu tinha ganho aquela medalha. Está guardada no meu coração. Obrigado.

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

Você sabia que...

O PSD e o Bloco de Esquerda empataram na atribuição do 11.º e último vereador para a Cãmara Municipal do Seixal e, face às regras do Método de Hondt, o partido com menos Vereadores, no caso o Bloco de Esquerda, ficou com o Vereador atribuído a si.

Parece quase "coisa de moeda ao ar"...

Segunda-feira, Outubro 12, 2009

Crónica de uma Derrota (Não) Anunciada - Comente para o "Comércio"

Nada o fazia prever.
Tivémos a melhor e mais dinâmica dos últimos anos.
Apostámos em causas do interesse das pessoas (Hospital, descida do IRS, Polícia Municipal, etc).
Demos a conhecer (se calhar de mais) o cabeça-de-lista.
Tínhamos outdoors apelativos, informativos e que as pessoas elogiaram.
O que falhou? a nós e a toda a oposição?
É o desafio que lhe deixo para comentar. O comentário será publicado no "Comércio do Seixal"

Anteriormente havia escrito isto:
Em democracia, como na vida, felicita-se quem vence.
Parabéns Alfredo Monteiro, parabéns CDU.
Reforçaram com o voto popular a vossa gestão.

O PSD teve um mau resultado. Internamente tentaremos encontrar explicações :
Havia um rosto, havia equipa, havia um projecto, havia ideias. A população não sufragou.
É a democracia a funcionar. Tiraremos as devidas ilações.

Pessoalmente, resta-me agradecer desta forma as dezenas e dezenas  de mensagens, sms´s, e-mails, telefonemas, que amigos, clientes, conhecidos, simpatizantes e/ou militantes me têm endereçado, sobretudo desde sexta-feira à noite.

Acreditem que não tenho outra  forma de o fazer (se o fizesse pessoalmente, não faria outra coisa),  por isso acredito que desta forma consiga fazer chegar a todos o meu mais profundo agradecimento.

Muito obrigado pelo apoio. Muito obrigado por quem votou PSD e acreditou.

Perdemos, mas com dignidade. Toda a equipa honrará esses votos da única forma que  deve:

 Trabalhando em prol da população do Seixal, respeitando o programa que apresentou ao eleitorado, mas tendo presente a vontade global da população.