Esta semana o jornal "Comércio do Seixal e Sesimbra", meu parceiro nesta iniciativa, não saiu devido ao feriado, contudo, excepcionalmente vou publicar aqui um texto antes de o mesmo ser publicado na edição do jornal sair para a rua.
Faço-o porque simbolicamente queria publicar este texto no dia de hoje.
Hoje, 12 de Junho, é o DIA MUNDIAL CONTRA TRABALHO INFANTIL e a autora deste texto, embora não o escreva na qualidade de Presidente da Comissão da Juventude da U.G.T., não pode dissociar-se desse estatuto que actualmente ostenta.
Para mim é extremamente gratificante ter esta autora, este texto e esta iniciativa neste blogue, pois, para além da importância e do valor que revestem, dá-se o caso de se tratar da minha namorada, motivo que me enche de orgulho e satisfação, na medida em que o convite é feito, como todos os outros a individualidades que tenham algo a acrescentar a esta temática, e apenas por isso, mas a qualidade do seu trabalho à frente da Comissão da Juventude da UGT só me pode mesmo deixar orgulhoso.
Assim, à semelhança do que faço com todos as outras personalidades que já aceitaram o desafio, deixo um beijo muito especial (pelos motivos supra expostos) à Dra. Débora Vicente Alves e votos para que continue o seu frutuoso trabalho na comissão da juventude que lidera na UGT.
Aqui vai o texto:
“As crianças em fase de crescimento necessitam de brincar”
(Mariana – 8 anos)
Antes de mais, devo referir que não escrevo em nome da Comissão da Juventude da UGT, mas sim em nome individual.

Escrever sobre os Direitos das Crianças, e associa-lo a sua íntima relação com o mundo laboral é falar de algo que no mundo sindical me é muito caro, contudo, é um tema que estou de alguma forma familiarizada, pois é dos temas a que me dedico com mais acuidade e especial interesse, nas minhas funções sindicais, por ser responsável do pelouro, por ser jovem e principalmente por se tratarem de crianças e, nunca esquecendo, no meu papel de mãe.
Historicamente, como se sabe, não havia legislação que protegesse as crianças quanto ao trabalho infantil e estas, desde que tivessem meios físicos para trabalhar, passavam automaticamente a ser mais “um braço” a ajudar o resto da família.
A evolução deu-se no mundo ocidental e, se é verdade que ainda há crianças ainda a trabalhar em alguns sectores da actividade, também Portugal não é excepção, contudo, estes números não são comparáveis e tendem e ser ser cada vezes mais raros.
Refira-se, que também em nos meados dos anos 80 a surge em Portugal CNASTI (Confederação Nacional de Acção Sobre Trabalho Infantil), depois de constatar situações graves de exploração de mão-de-obra infantil, afim de combater todas as formas de trabalho infantil, esta associação tem obtido resultas extraordinários e louváveis. À posterior segue-se a PETI (Programa para Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil) criada pela Resolução de Conselho de Ministros em 2004 que sucede à PEETI (Plano para a Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil, que veio reforçar a prevenção, assim como naturalmente a UGT, na prevenção, fiscalização bem com acções de sensibilização.
Sabemos que em África, e sobretudo na Ásia, infelizmente ainda há muito trabalho e exploração infantil, contudo, a justo e firme condenação da opinião pública internacional vai permitir que também nesses Países a breve trecho esse fenómeno diminua ou deixe de existir.
Aproveitando esta oportunidade que me foi dada pelo Dr. Paulo Edson Cunha para sensibilizar, o que todos certamente concordamos, 12 de Junho DIA MUNDIAL CONTRA TRABALHO INFANTIL, que este deve pautar-se por um dia de reflexão.
Mas, seguindo a máxima que norteia este trabalho, de o “Dia Contra o Trabalho Infantil” devem ser os todos 365 dias por ano, sob a pena de nos perdermos em iniciativas bonitas, com algum significado, mas sem conteúdo e, sobretudo, inócuas.
“Todas as crianças têm o direito…”
A par da defesa intransigente dos direitos da criança, devemos continuar, assim como tem sido prática da UGT, empenharmo-nos na garantia do direito à educação para todos e do combate ao insucesso e ao abandono escolar precoce, na luta contra o trabalho infantil, quer através da prevenção, quer através da fiscalização assim como acções de sensibilização. O combate ao trabalho infantil, nomeadamente, as dificuldades que advêm das condições sócio-económicas, obriga a que se continue o esforço financeiro no âmbito das políticas sociais de combate à pobreza."
Débora Vicente Alves
1 comentário:
Paulo Edson, nunca é de mais realçar o seu sentido cívico, o seu trabalho a favor da comunidade. Esta iniciativa é excelente.
Olhe, não sou do seu partido, não votei em si, dificilmente votarei porque sou convictamente de esquerda, mas tenho pena que você não seja do meu partido porque é de certeza muito melhor que muitos Teixeirinhas, Silvas, Santos e quejandos em que me obrigam a votar.
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