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Vereador na Câmara Municipal do Seixal eleito na lista do
PSD «Confirmação» de não adesão à greve é discriminatória
“O facto de o
trabalhador ter que se sujeitar a esta forma de exercício de “confirmação” de
não adesão à greve é discriminatória, pois sujeita o trabalhador a uma exposição
indesejável e a pressões na medida em que se cria um ambiente de “intimidação”,
num “cenário” montado com piquetes de greve à porta do edifício, para que os
trabalhadores não se apresentem ao trabalho e sendo assim considerados
“grevistas”, contribuindo para as percentagens, que no Seixal rondam quase
sempre os 100%;, em dias de greve” – refere em nota de imprensa Paulo Edson
Cunha, Vereador na Câmara Municipal do Seixal eleito na lista do PSD.
NOTA DE IMPRENSA
Na qualidade de Vereador na Câmara Municipal do Seixal
eleito na lista do PSD e atendendo à greve geral marcada pelos vários
sindicatos, de diversos setores profissionais da nossa sociedade para o dia de
hoje, incluindo o Sindicato dos Trabalhadores das Autarquias Locais (STAL) que
representa um elevado número de trabalhadores da Câmara Municipal do Seixal, não
posso deixar de referir algumas matérias pertinentes, nomeadamente:
·
Não quero, de forma alguma, frise-se, questionar
o direito à greve ou às razões e motivações para o exercício da mesma, que
respeito e reconheço por inteiro como um direito inquestionável dos
trabalhadores e constitucionalmente consagrado;
·
A Câmara Municipal do Seixal tem tido ao longo
da sua história e nos momentos de greve algumas “formas de pressão”
inaceitáveis sobre os seus
trabalhadores, que se manifestavam:
·
Numa
primeira fase, através da “selagem” das portas, onde os funcionários tinham que
retirar o “selo” e consequentemente exporem-se perante os “piquetes” de greve,
que assim visitavam, em grupo, os locais de trabalho para “convencer” (pressionar)
os funcionários a não trabalhar;
·
Actualmente, com a construção das novas
instalações, o “método” passa a ser feito através do encerramento do edifício
(na sua totalidade) e segundo a administração, passo a citar “não existe condições de segurança para abrir
as instalações e não estão assegurados os serviços essenciais para o edifício
poder acolher os funcionários”;
·
Assim, obriga a que os funcionários, que
realmente desejem trabalhar e, assim, exercer o seu direito de optar por trabalhar,
se desloquem à portaria e sejam “identificados” no sentido de os Recursos Humanos
da Câmara Municipal do Seixal possam ter a informação de quem está disponível
para trabalhar e não aderiu à greve;
·
O facto de o trabalhador ter que se sujeitar a
esta forma de exercício de “confirmação” de não adesão à greve é
discriminatória, pois sujeita o trabalhador a uma exposição indesejável e a pressões na medida
em que se cria um ambiente de “intimidação”,
num “cenário” montado com piquetes de
greve à porta do edifício, para que os trabalhadores não se apresentem ao
trabalho e sendo assim considerados “grevistas”, contribuindo para as
percentagens, que no Seixal rondam quase sempre os 100%;, em dias de greve;
·
Não existindo, assim, alternativas para os
trabalhadores que não desejam fazer greve e que nos dias que correm, um dia de
desconto no seu ordenado, incluindo o seu subsídio de refeição, torna-se um
valor de extrema importância;
·
Resta aos trabalhadores “aceitar” estas formas
de pressão, pois está em causa o seu “bem-estar” e o seu futuro, enquanto
trabalhador de uma Câmara Municipal de maioria CDU (PCP e Partido os Verdes), que
nos seus discursos apresentam-se como os verdadeiros defensores dos direitos
dos trabalhadores.
·
Assim, apresento por esta via pública o meu
repúdio pela forma como a administração comunista consegue uma percentagem de
adesão falaciosa às Greves e manifestar
o respeito e solidariedade por todos os trabalhadores da Câmara Municipal do
Seixal que apenas estão de greve, porque a isso se sentiram…condicionados.
Não podemos assistir a estas práticas e nada fazer em prol
dos que realmente querem trabalhar.
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