Meu Caro José ,
Permite-me a informalidade do tratamento por tu. Acredita que até estou a ser simpático, mais do que mereces; Sempre te confundo com o outro José, sim, esse mesmo, o Mourinho. Mas acredita que tu representas tudo o que é contrário nele. Verdade que ambos são arrogantes. Verdade que ambos até têm boa apresentação, mas enquanto o outro é competente, profissional e apresenta resultados, tu és o maior “bluff” da política portuguesa. Numa coisa tu és muito bom: no Markting político. Mas não te iludas, pois conseguiste iludir o povo um ano, conseguirás mais alguns mas não os vais enganar sempre. O teu mestre (o grande Guterres) também era muito bom em vender ilusões. Vê como acabou!
Prometeste 150.000 postos de trabalho. Prometeste baixar o desemprego. Pois bem, a realidade é a contrária. Os teus próprios ministros já confirmaram que o desemprego ainda vai continuar a subir nos próximos anos. Todos os estudos internacionais dizem o mesmo. Sabes o que se passa com a Alcoa? Sabes que já foram despedidas mais de 1000 trabalhadores no último ano?
Prometeste baixar os impostos, mas o que fizeste? Aumentaste-os. E tudo o indica, voltarás a aumentá-los. Aumentaste impostos indirectos. Aumentaste o IVA afastando imensas empresas e muitos consumidores para Espanha.
Sabes o que custa mais? Aumentaste a carga fiscal sobre todos e todos até aceitaram ser mais uma vez sobrecarregados, a bem de Portugal, mas a dívida pública continuou a aumentar, as exportações a baixarem, as importações a aumentarem, a nossa competitividade a decrescer, Portugal a ser ultrapassado pelos novos países membros da União Europeia e a Grécia e a Irlanda a fugirem-nos em todos os “rankings”, enfim, para que nos pedes tantos sacrifícios? Se eu fosse a tua casa pedir uma comparticipação para arranjar o teu bairro e se tu colaborasses, o que pretenderias algum tempo depois? É isso mesmo que nós também queremos mas que tu não estás a conseguir: progresso.
Prometeste não repetir o infelizmente célebre “no jobs for the boys”, nunca cumprido, mas o que fizeste? Fizeste o que nenhum governo pós 25 de Abril jamais fez: em todos os sectores chave do aparelho do estado colocaste um Socialista. Do Banco de Portugal ao Tribunal de Contas. Afastaste tudo o que não tivesse o “cartãozinho rosa”. É esta a tua noção de justiça?
A uma coisa tiro-te o chapéu, de tudo fazes uma festa. Grandes apresentações são contigo, mesmo que esvaziadas de conteúdo. Atiras-te aos “Lobbys” como ninguém, mas é só fachada. Onde estão as reformas de fundo? Onde está a reforma da justiça? Decidiste reduzir as férias judiciais com base num estudo cheio de erros e incorrecções e todos te apoiaram, mas ainda ninguém percebeu que a reforma não a fizeste. Usaste o chavão das férias dos juízes, mas não alteraste as leis. Não dotaste os tribunais nem as conservatórias. Tudo em ti é SIMPLEX., porque entra nos ouvidos.
Dizes-te socialista, mas não olhas para a classe média, para os idosos, para o interior. Comportaste pior que uma administração de uma empresa, onde quando não há lucro, logo se deslocaliza para onde tiver mão-de-obra mais barata. Esqueces o papel do Estado: simplesmente retiras-te. Fechas escolas no interior, fechas maternidades, hospitais, tudo numa base rígida., sem coração e muitas vezes sem razão. Sabes, nós até compreenderíamos, mas és a mesma pessoa que todas as semanas nos falas do aeroporto da OTA (tanta vezes nos falas disso que até pensei que já estivesse inaugurado), do TGV, foste tu o grande impulsionador do Euro, com a criação de 10 Estádios ultramodernos, muitos dos quais nem são utilizados mais do que uma vez por ano. Para isso há dinheiro?
Quando ganhaste dei-te os parabéns, desejei-te boa sorte, porque quero o melhor para Portugal, mas tens de mudar. Tens condições impar, tens uma maioria parlamentar, três anos de mandato ainda, estabilidade política, um Presidente da Republica conhecedor, interessado em ajudar e colaborante. Queres um conselho? Olha para ele, pergunta-lhe como se faz! Nós fingimos que não ouvimos.





Antes de mais, torna-se evidente que, com total impunidade e tranquilidade por parte dos membros mais antigos, o grupo de suspeitos está a crescer, sem que haja o mínimo de indícios sequer de esconderem esse facto. Mais grave se torna a situação, quando se sabe que devia haver, no mínimo, um certo decoro dos seus membros, pois se grande parte da população vive infeliz, fazendo gala de não conviver muito com os amigos, ou de nem sequer os ter, de não dançar, conversar, ou qualquer outra actividade lúdica, como podem estes indivíduos terem esta distinta “lata”, perguntam as autoridades(?).
