quarta-feira, outubro 24, 2007

CARTA ABERTA AO SR. PRIMEIRO-MINISTRO

Em virtude de andar ocupado, deixo-vos um texto publicado em 6 de Maio de 2006, no extinto "Notícias do Seixal".
Como podem verificar, o nosso Primeiro-Ministro faz questão de manter completamente actualizadas, muitas das críticas apontadas nesta carta aberta.
Uma referência para a actualidade, para elogiar publicamente o nosso Primeiro-Ministro pelo sucesso da cimeira de Lisboa e pelo acordo obtido, assim como também ao Sr. Presidente da Comissão Europeu, Dr. Durão Barroso.
Parabéns aos dois. Vamos à carta:
«CARTA ABERTA AO SR. PRIMEIRO-MINISTRO»

Meu Caro José ,

Permite-me a informalidade do tratamento por tu. Acredita que até estou a ser simpático, mais do que mereces; Sempre te confundo com o outro José, sim, esse mesmo, o Mourinho. Mas acredita que tu representas tudo o que é contrário nele. Verdade que ambos são arrogantes. Verdade que ambos até têm boa apresentação, mas enquanto o outro é competente, profissional e apresenta resultados, tu és o maior “bluff” da política portuguesa. Numa coisa tu és muito bom: no Markting político. Mas não te iludas, pois conseguiste iludir o povo um ano, conseguirás mais alguns mas não os vais enganar sempre. O teu mestre (o grande Guterres) também era muito bom em vender ilusões. Vê como acabou!

Prometeste 150.000 postos de trabalho. Prometeste baixar o desemprego. Pois bem, a realidade é a contrária. Os teus próprios ministros já confirmaram que o desemprego ainda vai continuar a subir nos próximos anos. Todos os estudos internacionais dizem o mesmo. Sabes o que se passa com a Alcoa? Sabes que já foram despedidas mais de 1000 trabalhadores no último ano?

Prometeste baixar os impostos, mas o que fizeste? Aumentaste-os. E tudo o indica, voltarás a aumentá-los. Aumentaste impostos indirectos. Aumentaste o IVA afastando imensas empresas e muitos consumidores para Espanha.

Sabes o que custa mais? Aumentaste a carga fiscal sobre todos e todos até aceitaram ser mais uma vez sobrecarregados, a bem de Portugal, mas a dívida pública continuou a aumentar, as exportações a baixarem, as importações a aumentarem, a nossa competitividade a decrescer, Portugal a ser ultrapassado pelos novos países membros da União Europeia e a Grécia e a Irlanda a fugirem-nos em todos os “rankings”, enfim, para que nos pedes tantos sacrifícios? Se eu fosse a tua casa pedir uma comparticipação para arranjar o teu bairro e se tu colaborasses, o que pretenderias algum tempo depois? É isso mesmo que nós também queremos mas que tu não estás a conseguir: progresso.

Prometeste não repetir o infelizmente célebre “no jobs for the boys”, nunca cumprido, mas o que fizeste? Fizeste o que nenhum governo pós 25 de Abril jamais fez: em todos os sectores chave do aparelho do estado colocaste um Socialista. Do Banco de Portugal ao Tribunal de Contas. Afastaste tudo o que não tivesse o “cartãozinho rosa”. É esta a tua noção de justiça?

A uma coisa tiro-te o chapéu, de tudo fazes uma festa. Grandes apresentações são contigo, mesmo que esvaziadas de conteúdo. Atiras-te aos “Lobbys” como ninguém, mas é só fachada. Onde estão as reformas de fundo? Onde está a reforma da justiça? Decidiste reduzir as férias judiciais com base num estudo cheio de erros e incorrecções e todos te apoiaram, mas ainda ninguém percebeu que a reforma não a fizeste. Usaste o chavão das férias dos juízes, mas não alteraste as leis. Não dotaste os tribunais nem as conservatórias. Tudo em ti é SIMPLEX., porque entra nos ouvidos.

Dizes-te socialista, mas não olhas para a classe média, para os idosos, para o interior. Comportaste pior que uma administração de uma empresa, onde quando não há lucro, logo se deslocaliza para onde tiver mão-de-obra mais barata. Esqueces o papel do Estado: simplesmente retiras-te. Fechas escolas no interior, fechas maternidades, hospitais, tudo numa base rígida., sem coração e muitas vezes sem razão. Sabes, nós até compreenderíamos, mas és a mesma pessoa que todas as semanas nos falas do aeroporto da OTA (tanta vezes nos falas disso que até pensei que já estivesse inaugurado), do TGV, foste tu o grande impulsionador do Euro, com a criação de 10 Estádios ultramodernos, muitos dos quais nem são utilizados mais do que uma vez por ano. Para isso há dinheiro?

Quando ganhaste dei-te os parabéns, desejei-te boa sorte, porque quero o melhor para Portugal, mas tens de mudar. Tens condições impar, tens uma maioria parlamentar, três anos de mandato ainda, estabilidade política, um Presidente da Republica conhecedor, interessado em ajudar e colaborante. Queres um conselho? Olha para ele, pergunta-lhe como se faz! Nós fingimos que não ouvimos.



quinta-feira, outubro 18, 2007

Help my friend

Caros amigos e colegas, opositores, bloguers, no fundo, todos:

Advertência, este post nada tem a ver com a política, mas sim com a amizade.

Recebi este e-mail de uma amiga, a propósito de uma pessoa conhecida que, também amiga, muito gostaria de ajudar. Passo a trasncrever:

"É raro explorar as coisas boas do email e a dimensão que o mesmo pode ter...principalmente no que a um APELO diz respeito.
Mas agora (e talvez pela 1ª vez) vos peço por favor para perderem algum do vosso precioso tempo.

A XXX (omiti o nome naturalmente), que em baixo fala na 1ª pessoa, é uma amiga que precisa de nós. E precisa de tão pouco!!

A sua cura definitiva pode estar em alguns de vocês. Não está em mim, infelizmente, que apesar de ser dadora há vários anos, não sou compatível com a XXX.

O processo é muito simples e nesta fase será apenas retirar um pouco de sangue.

Esta é a VOSSA oportunidade de fazer a diferença!!

Amanhã poderá ser um de nós e eu tenho a certeza que a XXX será a 1ª a estar lá para nos ajudar.

Obrigada a todos."

O e-mail da pessoa em causa é este (que conheço, portanto não é um daqueles mails que circulam na net e nem sabemos se é verdade:

"Preciso de fazer um transplante de medula e ainda não encontrei ninguém compatível. Solicito a vossa ajuda.

Quantas vezes perguntámos a alguém – “Posso ajudar?”
Felizmente a maioria das respostas é – “Não obrigado”
A verdade é que podemos sempre ajudar alguém mesmo que nunca o tenhamos visto, que não saibamos o seu nome, idade, raça, ou religião. Desde que nascemos, que somos portadores de um código genético muito próprio, único.

Muitas pessoas associam o ser dador de medula a processos complicados e dolorosos de extracção de medula, o que não é verdade. Existe um processo de colheita semelhante à diálise, onde o sangue sai de um braço, circula através de um aparelho chamado de separador celular, que remove apenas as células necessárias para o transplante, as células progenitoras, e regressa ao outro braço.
Simples indolor;

A verdade é que podemos sempre ajudar alguém mesmo que nunca o tenhamos visto, que não saibamos o seu nome, idade, raça, ou religião. Desde que nascemos, que somos portadores de um código genético muito próprio, único.

O que podemos vir a descobrir, um dia, é que esse nosso código, é muito semelhante ao de alguém, que pode estar na porta ao lado, ou no outro lado do Mundo. Esse alguém pode estar a precisar de nós! A vida dele pode depender da nossa generosidade! De uma forma indolor e despendendo muito pouco tempo, dar vida a alguém que dela necessita!

Apenas 25% dos doentes têm um dador familiar compatível, portanto qualquer um de pode responder aos 75% de hipóteses de cura de um doente .... se alguma vez perguntou onde posso fazer a diferença neste mundo?esta é uma excelente forma!

Temos por hábito deixar todas as nossas grandes decisões para amanhã ..... o que peço é que não o façam, porque:
1) amanhã pode ser tarde demais para alguém ...
2º) amanhã fica sempre para amanhã, que por sua vez fica para amanhã ....Até que pode ser tarde demais para alguém ... ou mesmo para mim.

Como se desenrola o processo:


Vá ao CEDACE (Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão), situado no Hospital Pulido Valente, inscreva-se como dador e recolhem-lhe uma pequena amostra de sangue. Se for compatível com alguém que necessita de si, é como dar sangue .... indolor e salva vidas!

Existem outros locais de recolha, possivelmente mais próximos, com os quais o CEDACE tem protocolos. Escolha o que mais lhe convier.

Desde já agradeço toda a vossa generosidade, mesmo que não venha a ser a beneficiada.

ASS: XXX

Locais de recolha de sangue para estudo de compatibilidade de Medula Óssea


CENTRO DE HISTOCOMPATIBILIDADE DO SUL
Alameda das Linhas de Torres, 117
1769-001 LISBOA PORTUGAL
(dentro da cerca do Hospital Pulido Valente)
http://www.chsul.pt/
Email: lusotransplante@chsul.pt
Telf. +351 217 504 100
Fax. +351 217 504 101

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO CEDACE:
Segunda a quinta-feira das 8 ÀS 16 horas
Sexta-feira das 8 às 15 horas

_____________________________________________________________________________

- Hosp. Amadora Sintra
Serviço de Sangue (4ªs e 5ªs)
Estrada IC19 – Amadora
2720-276 Amadora
Telf. 214 348 200

- Hosp. Santa Luzia (Elvas)
Serviço de Sangue
Rua Mariana Martins
7350-404 Elvas
Telf. 268 637 600

- Hosp. Espírito Santo de Évora
Serviço de Sangue
Largo Senhor Pobreza
7000-811 Évora
Telf. 266 740 100

- Hosp. Distrital de Faro
Serviço de Sangue
Rua Leão Peneda
8000-386 Faro
Telf. 289 892 040

- Centro Hosp. Médio Tejo - Tomar
Serviço de Sangue
Avenida Maria L M Castro
2300-625 Tomar
Telf. 249 320 100

- Centro Hosp. Médio Tejo – Torres Novas
Serviço de Sangue

- Centro Hosp. Barlavento Algarvio
Serviço de Sangue
Portimão – Porto Seco
8500-338 Portimão
Telf. 282 450 300

- Hosp. Litoral Alentejano
Serviço de Sangue
Estrada Nacional, 261

Quinta Gilhardinho
7540-230 Santiago do Cacém
Telf. 269 818 100

- Centro Saúde de Mafra
Rua Doutor Domingos M Pereira
2640-475 Mafra
Telf. 261 818 100

- Clínica Prevenir e Cuidar
Largo Amoreira LRTAF R/C - D
Serra da Amoreira
2620-197 Ramada - Odivelas


Serviço de Sangue
Av. Pedro Alvares Cabral
6000-084 Castelo Branco
Telf. 272 000 200





CENTRO DE HISTOCOMPATIBILIDADE DO NORTE
Pavilhão “Maria Fernanda”
Rua Roberto Frias
4200-467 Porto
Telf. +351 225 573 470
Fax. +351 225 501 100

_____________________________________________________________________________

- Centro Hosp.Trás-os-montes e Alto Douro
Serviço de Sangue
Avenida Noruega
5000 – 222 Vila Real
Telf. 259 300 500

quinta-feira, outubro 11, 2007

Congresso dos "Laranjinhas"


Começa amanhã o XXX Congreso do meu partido.
O que espero?
Tanto e tão pouco!
Não, não vou entrar na história dos falsos unanimismos, de que devemos estar unidos, de que o nosso opositor está lá fora e é o PS e não as nossas diversas facções, etc e tal.
Simplesmente desejo que na nossa diversidade de ideias, de opiniões, encontremos as soluções adequadas para que este pequeno País (de tamanho), mas enorme (de alma, de história, de grandeza), consiga ultrapassar os seus desafios.
Que não nos ceguemos pelo poder, porque se formos esclarecidos o Povo há-de reconhecer, como sempre reconheceu, a nossa grandiosidade, abnegação e capacidade para gerir os destinos do País.
O Povo é sábio nas suas escolhas e, se se deixou levar atrás das falsas promessas do Partido Socialista, entretanto já percebeu que foi enganado. Não os enganemos também nós, com falsas promessas que nunca cumpriremos. Não embarquemos, como raramente o fizémos, em promessas de SCUTS a custo zero ou baixas de impostos e criação de X postos de trabalho, quando o resultado é o oposto. Não. Sejamos sérios. Sempre sérios que, estou certo, a nossa hora chegará. E muito mais cedo do que muitos julgam!
E você, amigo bloguer, o que espera do congreso do PSD?

segunda-feira, outubro 01, 2007

“Requiem por Marques Mendes”

Semana nova, vida nova no meu partido. Como sabem fui o mandatário concelhio do Dr. Marques Mendes, portanto, pese embora o candidato por mim apoiado tenha ganho no concelho do seixal, não menos verdade é que perdeu por larga margem no país.
Podemos aqui discutir as mil e uma razões que o levaram a perder umas eleições contra um adversário com o estatuto e o passado partidário do Dr. Luís Filipe Menezes, mas uma coisa é certa: os militantes do PSD “intuíram” aquilo que a população (e os militantes também são o “povo”) há muito tinha sentenciado: Com este (o Dr. Marques Mendes) não vamos lá.
Quem priva comigo sabe que eu também tinha essa opinião, embora tivesse a esperança que as pessoas fossem justas. Contradição? Então eu acho que o Dr. Marques Mendes a líder o PSD não ganharia ao PS do Eng.º Sócrates e apoiava-o? Sim, é verdade! E apoiava por duas ou três ordens de razões.
Em primeiro lugar estava a apoiá-lo nesta eleição, contra este candidato e, não contra um outro qualquer. Quer isto dizer que, nestas eleições, eu defendia, e continuo a defender, que entre os dois projectos políticos que ambos apresentavam para o país, o projecto do “Dr. Marques Mendes” apresentava-se mais sólido, mais coerente, mais sério do que o do seu adversário. E eu acredito que a seriedade, que o trabalho, que os valores, mais tarde ou mais cedo se sobrepõem à demagogia (e notem bem, a demagogia a que me refiro não é da do Dr. Menezes, mas sim à do Eng. Sócrates)
Em segundo lugar, por uma questão de justiça: O Dr. Mendes pegou no partido, com este completamente destroçado por uma derrota humilhante, numa situação ímpar e nunca vivida. Tinha tudo contra - o PSD acabara de perder umas eleições pela primeira vez para um PS maioritário, com um líder em estado de graça, com (na altura) as maiores câmaras do país e com o Presidente da Republica nas mãos do PS. Com o controlo de todas as instituições relevantes do país como sejam o Banco de Portugal, o Tribunal de Contas, todos os Institutos Públicos e, até o PGR eles quiseram mudar logo (embora o PM tenha desmentido, as escutas telefónicas ontem publicadas no semanário “SOL” revelam que, uma vez mais, o PM mentiu ao país).
Lembrem-se, façam a justiça de se lembrar, o PSD estava descredibilizado, o povo indicou-o expressamente ao votar como votou, maioritariamente no PS, e foi este “status quo” que o Dr. Mendes encontrou e inverteu. Foi ele que fez o partido ganhar as maiores Câmaras do país, naquela que foi (ainda hoje o Dr. Marcelo R. Sousa o disse) a maior vitória autárquica do partido, desde sempre. E conseguiu uma coisa inédita: eleger um Presidente de Direita, ainda que se desvalorize esse facto por se dar esse mérito, antes de mais ao próprio candidato (o Prof. Cavaco Silva). Esse facto ainda dificultou mais a sua gestão política, face ao “peso político” do novo PR, e à sua gestão séria e, contra-natura a que os portugueses não estão habituados, mas que condicionou grandemente a opinião pública: os portugueses interiorizaram que se o PR apoiava (mas na realidade não apoia politicamente, simplesmente o seu sentido de estado leva-o a querer estabilidade política acima de tudo) o governo, então é porque este estava a governar bem e, que a oposição poderia ser feita pelo próprio PR dispensando-se o PSD.
Mais uma vez, o seu sentido de Estado, não lhe permitiu politizar e explorar esta situação, colocando-se contra o PR como outros o fariam certamente, mas com prejuízos pessoais e políticos grandes para a sua imagem. Estava “encurralado”.
Em terceiro lugar, e eu já me referi a esse facto muitas vezes em crónicas anteriores”, a seriedade, coerência, anti-populismo, demonstrada vezes sem conta ao abdicar dos chamados “acusados” em processos criminais relacionados com a sua gestão camarária. Nesse aspecto o Dr. Marques Mendes deu um exemplo inestimável a Portugal, que eu temo que se perca. Que orgulho senti em ser social-democrata nessa hora! E fê-lo com a coragem própria dos homens com elevação moral: antes de saber se ganharia câmaras, se se afirmaria no partido, correu o risco de perder (como perdeu) Câmaras Municipais como Oeiras, Gondomar e mesmo Lisboa ( ainda com Carmona e não com Santana, embora aqui por outros motivos) arriscou-se a perder a Associação Nacional de Municípios para o PS. Imaginam a coragem que se precisa de ter para se tomar decisões como essa?
Mais tarde cometeu um erro político, que o levou a custar a eleição de sexta-feira, mas como também já disse anteriormente, foi um gesto ímpar na nossa democracia: permitiu-se perder a Câmara Municipal mais importante do País em nome dos valores que defendia. Sou dos que penso que se precipitou, mas respeito muito a sua decisão. E como social-democrata orgulho-me muito que um Presidente do meu partido a tome. Mesmo assim, deixo aqui uma pergunta que o futuro se encarregará de responder: “se se vierem a provar os graves crimes de que o Eng.º Carmona é acusado na sua gestão, como ficaria o líder do partido que o indicou, sabendo dessas acusações e continuando a suportá-lo politicamente? Não sejamos hipócritas: repararam que o processo estando ainda em fase de inquérito as notícias sobre o mesmo praticamente desapareceram dos jornais logo após a demissão do executivo PSD? Mas antes da demissão todos os dias surgiam desenvolvimentos. Acreditam que se o Dr. Mendes o tivesse mantido, que o processo não estaria diariamente nos jornais tornando o resto do mandato num autêntico inferno? Eu não!!!
Por fim, apenas para dizer ao Dr. Mendes o meu muito obrigado, por ter pegado no partido quando mais ninguém o quis fazer, de o ter credibilizado, de ter lutado praticamente sozinho, contra tudo e contra todos. Um bem-haja para si.
Nota Final:
Politicamente é um erro eu fazer a apologia de um derrotado, solidarizando-me com ele, e fazendo-o depois da derrota, período em que habitualmente os ratos fogem do navio, quando até sou o próprio a afirmar que nem sequer achava que com ele íamos lá, mas eu também me norteio por valores e gosto de os expressar publicamente.
Aposto com vocês que a partir de agora a Comunicação social vai começar a valorizar o papel do nosso ex-líder, atacando impiedosamente o novo líder eleito. Prepare-se Dr. Menezes, ainda hoje vi as célebres imagens em que saiu a chorar do congresso em Lisboa. E é só o inicio...
Ao Dr. Menezes desejo um grande mandato, recheado de grandes vitórias políticas. Sou um dos muitos portugueses expectantes com o seu mandato. Boa sorte!

quinta-feira, setembro 27, 2007

"Passou-se"

Pedro Santana Lopes acaba de se “passar” na SIC Notícias, frente a uma incrédula jornalista que, atónita, nem teve reacção. Terá feito bem ou foi inconveniente? As duas coisas, pois, se por um lado, enquanto convidado da estação, devia o respeito próprio que todos devemos quando estamos na casa de alguém, para mais desconsiderando precisamente quem menos culpa tinha da opção tomada (a própria jornalista), por outro, estava na altura de alguém com responsabilidades neste País assumir uma atitude perante a cada vez maior degradação informativa. O que aconteceu afinal? Simples: estava o ex-presidente do PSD a comentar o momento “quente” que se vive no partido com as directas marcadas para a próxima sexta-feira, quando é interrompido por um directo onde supostamente o técnico Mourinho sairia do avião (ainda por cima não tinha saído, logo o directo frustrou-se). Bem sei que a gestão da informação faz-se através da oportunidade, mas sejamos francos: qual a importância para o País em captar a chegada em directo do técnico? Ele já saiu do clube a semana passada, deu mil e uma entrevistas entretanto, que se saiba ainda não tem qualquer novo clube para treinar, então o que nos poderá dizer ele, que não possa ser ouvido através de uma gravação? Porque se pára uma entrevista a um ex-Primeiro-Ministro sobre um acontecimento nacional (que até está a ser polémico como as televisões tanto gostam) para se ver uma pessoa a sair de um avião? Para quem cair na tentação de me incluir naquele grupo de pseudo-intelectuais que só criticam o que está relacionado com o futebol, logo vos digo que sou um autêntico fanático por futebol, um extremo apreciador das qualidades do Mourinho, que ouve, lê e vê avidamente tudo sobre essa autêntica “novela” que foi o seu despedimento e que está, enquanto Português orgulhosíssimo em saber que 88% dos Ingleses o querem como técnico da selecção Inglesa, e se possível já, por troca com o actual seleccionador, mas caramba, há limites. Bravo Santana!!!
Para os que podem pensar que aplaudo o gesto do Dr. Santana Lopes apenas por ser do PSD e por ser um Santanista ressabiado, bem vos desiludo pois, mesmo dentro do partido nunca apreciei o seu estilo de fazer política, mas sou suficientemente justo para reconhecer que estamos perante alguém a quem foi feita uma campanha nefasta terrível, mesmo dentro do partido e que até o seu curto consulado comparado, p. ex. com os resultados do actual governo, não são tão piores como a maioria de nós (de forma desatenta) julga.
Por exemplo, este governo que se auto-proclama arauto da estabilidade económica não tem conseguido melhores resultados do que os anteriores, pois a despesa corrente continua a evoluir a um ritmo muito superior ao desejável (3,2%) e as despesas com o pessoal mantêm as tendências altistas. Então como têm eles baixado o défice perguntam vocês? Resposta simples: vão-nos ao bolso! Assaltam-nos diariamente com impostos, taxas, novas taxas, novos impostos, directos e indirectos. Pouco importa se estamos estrangulados, se os juros sobem, se o euro está mais forte e torna a nossa indústria menos competitiva, se a crise financeira se instalou nos EUA e na Europa com repercussões graves no nosso País, se o Petróleo e os cereais batem todos os recordes e o desemprego aumenta A isso tudo este Governo está completamente insensível. Nem um governo de extrema direita seria tão insensível quanto este. Eles querem é receita, mais receita e mais receita! Comportam-se como aqueles administradores de um prédio que incumbido de equilibrar as contas deficitárias do condomínio, prometem-nos fazê-lo, mas limitam-se a aumentar a quota para um valor que pague inclusive os seus disparates.
Por falar em disparates, muito gostaria de agradecer ao Sr. Eng. Sócrates a amabilidade que teve em criar o gabinete “Perdi a Carteira”, pois depois de ter soltado centenas de cadastrados através de uma precipitação na entrada da nova lei, esteve bem em prever que muitos de nós havemos de perder a carteira (umas já V. Exa. nos assaltou ou assalta diariamente, outras certamente os tais cadastrados se encarregarão de nos tirar).
Publicado hoje, dia 27 de Setembro de 2007, no jornal digital "Setubal na Rede" na rubrica Assento Parlamentar, em nome do PSD Setúbal.

terça-feira, setembro 18, 2007

Cenas da nossa Justiça





Nunca como nos últimos tempos a nossa política jurídico-criminal esteve tão sob a mira dos Portugueses e até da comunidade Internacional.
De há uns anos para cá, um surto de processos mediáticos trouxe à colação as fragilidades do nosso sistema jurídico, no que à parte criminal diz respeito.
O processo conhecido como “Casa Pia” que ainda está em fase de julgamento, seguindo-se os previsíveis recursos, envolvendo políticos e figuras mediáticas do nosso País, foi claramente percursor nesta moda de acompanhar os processos judicias através do telejornal, tal como se acompanha uma telenovela ou uma série.
Todos nós, a grande maioria sem conhecimentos jurídicos, alvitrámos todos os cenários possíveis, condenando ou absolvendo os nossos “personagens” preferidos ou os vilões dessa telenovela. O ícone maior dessa mediatização aconteceu com um dos arguidos, de seu nome Carlos Cruz, que claramente dividiu o País entre os que entendem tratar-se de uma cabala, ardilosamente montada contra ele, ou os muitos que o acham culpado dos crimes atrozes de que vem acusado.
Foi com esse processo que os Portugueses se foram identificando com os meandros jurídicos de conceitos como “prisão preventiva”, “segredo de justiça”, “arguido”, “instrução”, acusação”,”Ministério público” e afins.
O processo “Apito Dourado” foi a telenovela que se seguiu, ainda que a anterior não tenha terminado, mas tal como as televisões nos servem telenovelas de empreitada, que eu cuidadosamente evito, tudo porque o filão dos “reality-shows” se esgotou, também os processos obedecem a uma determinada lógica de mediatização, com os seus rankings picos de audiência e saturação.
Não foi sem algum macabro agrado que televisões e espectadores consumiram casos como “O Caso Joana”, “O Caso do cabo Costa” ou um ou outro acidente que meta mais mortos e, sobretudo que sejam macabros. Garantidamente temos todas as televisões a fazerem directos até à exaustão, que normalmente atingem o seu ponto de ruptura quando se põem a entrevistar os mirones (pois já não há mais quaisquer motivos de reportagem), que se deslocam a recônditos locais apenas para verem (ou será para serem vistos???), segundo eles, "o local onde tudo aconteceu".
Pergunto-me sempre: o que faz alguém sair da sua casa, percorrer quilómetros para ir ver o cenário de um crime?
Mas o apogeu, o clímax mediático deu-se com o desaparecimento da pequena “Maddie”.
Esta é uma novela que à partida já tinha todos os condimentos para ser avidamente absorvida pelas televisões durante muitos dias. A saber, o desaparecimento de uma criança, muito linda por sinal, morte ou rapto, pedofilia eventualmente, pais negligentes mas muito unidos, sempre de mãos dadas e extremamente católicos, o que comoveu ainda mais o povo, num misto de mártires dos tempos modernos, corajosos, abnegados e crentes, mas um novo dado tornou aquela notícia, que seria apenas mais um filão das televisões durante, no máximo duas semanas, num acontecimento à escala planetária – O Markting. Já se tinha visto de tudo neste mundo, mas uns pais a recorrerem a uma estratégia de marketing, contratando mesmo assessores de um futuro (agora já é actual) Primeiro-Ministro do Reino Unido, elevou o caso a um acontecimento jamais visto e aparentemente inexplicável, pois a ele aderiram automaticamente todos os ícones da sociedade moderna (estrelas de futebol, do cinema, o Papa, Governantes e todo o Povo por arrasto). Veja-se que a UEFA sempre tão conservadora, que p. ex. não tinha permitido que os jogadores Portugueses tivessem usado slogans “pró-Timor”, aquando da sua luta pela autodeterminação, desta vez permitiu que as maiores estrelas do futebol mundial apelassem, em pleno estádio à descoberta de menina.
Mas este caso, teve mais, ou seja, contou com uma “guerra” através da comunicação social entre dois Países (Portugal e a Inglaterra), onde os Ingleses vieram questionar todo o nosso edifício legislativo, os nossos institutos de direito, como sejam o momento da constituição de arguido e o segredo profissional. Aproveitaram e questionaram-nos também como povo, apelidando-nos de bárbaros. Não foi sem surpresa que "a páginas tantas" estávamos quase esquecidos da pequenina Maddie, afinal de contas o que verdadeiramente importa e, discutíamos nos cafés, nos empregos, em casa, sobre se os pais são ou não culpados. Que volte-face. Os Pais passaram rápidamente de vítimas a acusados por toda a opinião pública (toda não, mas para grande parte). Aguardam-se novos desenvolvimentos deste caso, sempre com audiências garantidas.
Curiosamente, esta semana começa sob o signo de duas situações extremamente polémicas sobre a justiça, com a soltura de muitos condenados em primeira e mesmo em segunda instância, mas com o estatuto de presos preventivos e ainda com a nova condenação da Câmara Municipal do Seixal no caso do menino que infelizmente faleceu ao cair numa tampa de esgoto no nosso concelho.
Não querendo pronunciar-me sobre nenhuma das situações (por enquanto) deixo duas notas:
Como foi possível o legislador não prever situações como as que estão a ocorrer nestas libertações? A lei até não me parece desadequada, mas a sua aplicação foi tão precipitada que cria situações de uma injustiça atroz. De quem é a culpa se um dos condenados que agora foi libertado cometer um novo crime?
Sobre a situação do Seixal, recuso-me a fazer política com um caso em que uma criança morreu e, em que não conheço profundamente o processo, mas volto a perguntar, como já anteriormente o fiz: Esta aparente predisposição do executivo em “fugir para a frente” e recorrer desta decisão, credibiliza-o? Credibiliza as instituições? É justo? No mínimo devia vir explicar aos seus concidadãos porque está a agir assim. Era o Mínimo!
Desafio os leitores deste post:
- Comentem os novos diplomas que criaram os Códigos Processo Penal e Código penal?
- A justiça portuguesa está a actuar bem no caso Maddie?
- A Câmara deve recorrer ou encerrar o assunto assumindo as suas responsabilidades (no pressuposto de entenderem que as tem)?

quarta-feira, agosto 29, 2007

S.A.P. (Sem Atendimento permanente)


O texto que se segue, foi publicado no "Jornal do Seixal" do último sábado, dia 25 de Agosto:

«De repente e sem que nada o fizesse prever instalou-se o pânico naquela família suburbana de Miratejo, que fruto de um despedimento recente dos membros activos da família, da fábrica “Alcoa”, viviam dos escassos rendimentos provenientes do subsídio de desemprego, para pagarem todas as despesas, suas e dos seus dois filhos.
A febre do mais novo não baixava e depois de telefonarem para a linha “trim-trim”, foram encaminhados para o SAP. Até há 10 minutos atrás, na sua mente bastaria atravessarem a rua e em 5 minutos se punham nas instalações (muito boas, por sinal), do Centro de Saúdo do Moinho de Maré, mas de repente lembram-se quase simultaneamente que o Serviço de Atendimento Permanente que antes funcionava até à meia-noite, agora estava encerrado por decisão deste Governo que se diz socialista. O que fazer? Não tinham carro, nem dinheiro para o táxi, mesmo os transportes sairiam caríssimos, para além de não terem ligação entre si, de os horários não estarem compatibilizados e de não ser curial levar uma criança a arder em febre em transportes públicos. E outra decisão se impunha tomar: ir ao hospital “Garcia de Orta” ou ao Centro de Saúde da Amora, único Centro de Saúde com Serviço de Atendimento Permanente, sendo certo que se calhar até era melhor ir directamente ao Garcia de Orta, mas como na “Linha Trim-Trim” os tinham mandado primeiro ao centro de Saúde...o que fazer? Talvez ligar para os bombeiros ou para o Hospital, mas não se tratando de uma urgência, eles certamente não viriam, ou cobrariam pelo serviço(o custo das ambulâncias - 35€ das Paivas ao Garcia da Orta), o que ia dar ao mesmo do que ir de táxi.
Droga de vida pensaram com o suor a escorrer-lhes do rosto, face à impotência demonstrada. Ainda tiveram a clareza de espírito de pensarem que há pessoas em pior situação, desde idosos a viverem sozinhos, deficientes motores, etc, a quem esta decisão traria certamente mais e intransponíveis obstáculos para ultrapassar.
Para onde caminhamos, perguntaram em uníssono. Logo hoje que tinham acabado de ler que um doente diabético e cardíaco tinha estado uma hora à espera de uma ambulância em Faro e que as autoridades justificaram o atraso com o facto de Faro só ter duas ambulâncias. Em época de férias? Com os turistas (portugueses e estrangeiros)?
De que serve fazermos grandes promoções em investimentos megalómanos como o que se faz nas diversas áreas se depois não se cura de cuidar as condições mínimas e encerram-se escolas, hospitais e centros de saúde?
Esta é uma história ficcionada, mas pode muito bem ter ocorrido, ou vir a ocorrer, conforme farão justiça de reconhecer.
É sempre a mesma queixa? Pois é, mas os cidadãos têm o direito de se queixar sempre do mesmo, tanto mais que as queixas renovam-se a cada novo encerramento o que faz supor que nunca são ouvidas. Foi o que aconteceu com os recentes encerramentos dos S.A.P.´s do Moinho de Maré e do Seixal, mesmo sabendo que o pressuposto para o encerramento era a criação de todas as Unidades de Saúde Familiar previstas, o que ainda não está nem metade cumprido, logo a maioria dos nossos munícipes não tem ainda médico de família.Senhor Ministro, sei que num gesto, que espero não seja de pura propaganda política, se dignou ouvir o Sr. Presidente da Câmara Municipal do Seixal (como representante da população) e das Associações de Utentes da Saúde. Espero que tenha registado que está a tomar decisões para esta família, para a dos leitores, para todos nós, que somos cerca de 165.000 habitantes. Não se pode decidir contra as populações. Somos cidadãos activos, que pagamos impostos, que trabalhamos e que, muitos de nós (cruzes canhoto) até votaram no seu partido. Prove-nos que não partilha da imagem do deserto avançada pelo seu colega de governo e curiosamente nunca criticada por nenhum membro do Governo. Porque sou daqueles que acredita (cada vez menos) que este Governo até consegue fazer coisas positivas, emendar erros de palmatória, como parece que vai acontecer em relação à construção do aeroporto da OTA, estou certo que depois de ter recolhido os dados que lhe foram entregues na última reunião, vai analisá-los com toda a seriedade e vai revogar a sua decisão. Da minha parte apenas lhe prometo que se o fizer, na próxima crónica, cá estarei para lhe elogiar a decisão tomada.
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domingo, agosto 19, 2007

Fruta...muita frutinha

Publicado na revista "O praticante", a 15 de Agosto, deixo-vos um artigo de opinião que "opina" sob os "apitos dourado" ou "encarnados", de uma forma descomprometida e ligeira.
Espero que gostem (já fiquei a saber pelo comentário no post anterior que a Natércia, que não conheço, não gosta dos meus posts referentes ao futebol. Ou será sobre os posts referentes ao Benfica?)

Nós, os amantes do desporto em geral e do futebol em particular (mas apenas os verdadeiros, porque os outros são só os verdadeiros amantes do seu clube, que querem que este ganhe a qualquer custo), daqueles que não faltam a um jogo da sua equipa, quando esta joga em casa e, altera toda a sua vida (jantares, reuniões, etc) de forma a ver sempre a sua equipa em directo e a cores, numa televisão perto de si, nós, como dizia, ficámos com uma terrível indigestão quando confirmamos tudo aquilo que se falava há anos. Afinal havia mesmo um sistema, havia mesmo um “Canal Caveira” (lembram-se do que disse Pedro Santana Lopes quando assumiu a presidência do Sporting?), havia mesmo resultados viciados, meninas (lembram-se da Famosa Paula), etc, etc.
E como ficamos nós que roemos as unhas, que ficámos de mau humor, que até chorámos, que pagámos bilhetes, que viajámos. Como ficamos agora? Vamos formar uma liga dos amantes do futebol que se sente ultrajada e pedir uma monstruosa indemnização aos culpados, por danos morais!!! Vamos?
Em parte foi bom saber, ou seja, foi bom saber que aquela amarga sensação com que sempre ficava quando os clubes rivais marcavam o sacro-santo golo no último minuto em fora de jogo claro ou através de um penalty inexistente, afinal não era mau perder meu. Era mesmo batota!! Que cada vez que o árbitro não via um penalty claríssimo a favor da nossa equipa, não era eu que estava a inventar, era o árbitro que ainda estava sob o efeito de vitamina ou calcário a mais da fruta que comera na noite anterior ou do leite que bebera.
Afinal há mesmo 20 processos que vão a julgamento, sob acusações muito sérias de corrupção desportiva (ou que a defesa vai requerer a instrução, para validar judicialmente a acusação formal do M.P.).
Mas ao mesmo tempo foi bom saber que há árbitros que gostam de fruta.
Nos tempos que correm, com as novas gerações a adoptarem a alimentação fast-food, que tanto mal faz à saudade e, sobretudo se não for uma alimentação complementada (ou essencialmente predominante) através de frutas, legumes, lacticínios. Pelo que é reconfortante saber que parte substancial da nossa arbitragem se alimenta de “fruta”. E fá-lo à noite, o que ainda é mais de enaltecer. Estamos muitos de nós a dormir e eles a comerem “fruta”. Parece que também gostam de leite. Uns preferem-no simples (branquinho), mas ficámos a saber que há quem goste com café, ou mesmo com muito café. Percebem-se agora as “magníficas” actuações de alguma da nossa arbitragem! Estão como que “dopados” com tanta fruta. Pudera!!! A fruta era variada, à escolha e até se podia repetir. Penso que até é um justo sinal de agradecimento aos dirigentes que se preocupam com a sua “saúde”.
Ficámos também a saber que havia (parece que ainda os há) quem de facto mereça o reconhecimento desses árbitros, pois, como disse, nos tempos que correm, haver dirigentes que ainda querem incutir uma alimentação saudável no seio da arbitragem, é uma medida de aplaudir.
Ficámos todos a saber que o trio de arbitragem liderado por Jacinto Paixão, era de todos o que comia mais fruta, daí o rapaz apresentar aquele ar saudável, próprio de quem come muita...fruta.
Para completar o ramalhete e como os dirigentes investiam tanto em alguns dos seus árbitros preferidos, é perfeitamente natural que os quisessem promover, pelo que se necessário fosse subiam a sua classificação ou desciam a dos outros, que para o efeito vai dar ao mesmo, alteravam os seus observadores e asseguravam a sua continuidade no seio da arbitragem, não fossem aparecer outros que não gostassem de fruta...pelo menos a que lhes era dada fora de casa.

quinta-feira, julho 26, 2007

Um Filme muito bem “encenado”




A inauguração decorria sem problemas, crianças brincavam, soltas no seu desprendimento próprio da idade, e os idosos, conformados com o que o destino lhes proporcionara, sempre iam pensando que ao menos tinham ido a Fátima. Ou melhor, passado por Fátima. Porém, uma dúvida assaltava-lhes o espírito – teria sido a providência divina que os mandara de encontro ao Primeiro-Ministro? – mas logo, outros pensamentos impuros lhes ia ocorrendo – como nos deixámos enganar?
A poucos metros, via-se o “emplastro” do nosso primeiro, refiro-me como já perceberam ao Ministro Silva Pereira, sempre sorridente e solícito para o seu chefe, sussurrando ao ouvido de um, ainda assim desconfiado, José Sócrates
“Eu não te disse Zezinho, nada de assobios como já te andavas a habituar. Isto não é o estádio da Luz, ou a inauguração de uma ponte qualquer, onde até inaugurámos sem a presença da população para ninguém perceber sua a insatisfação. Essa história de estarem todos insatisfeitos é tudo orquestrado pelos partidos da oposição e pelas televisões. O Povo, como vês, gosta muito de ti. Claro que tu lhes estás a tirar os Hospitais, os Centros de Saúde, muitas escolas, alguns Tribunais, etc. Claro que tu estás a implementar bons costumes habituando os portugueses a pagarem os seus impostos, pena é que lhes peças sempre mais, e mais, e nunca te sintas satisfeito e, em contrapartida queiras gastar esse dinheiro todo em projectos megalómanos como a OTA ou o TGV para alimentares um capricho teu, mas isso é tudo conversa da oposição, Zezinho, deves continuar assim. Não vês (?), estão todos felizes e contentes. Desde que fizeste aquilo ao Charrua, e que demitiste aquela directora do Centro de Saúde e que processaste o Prof. António Baluino Caldeira, do blogue “Portugal Profundo” por ele ter descoberto e veiculado a terceiros que tu afinal nem engenheiro eras, agora o Povo está a ficar educadinho, conforme podes ver com os teus próprios olhos, estão todos felizes e contentes. Olha, só mais uma coisinha, não te zangues, mas por uma questão de precaução e para assegurar que também aqui não eras vaiado, paguei a estes miúdos para serem figurantes, apenas lhes pedindo que dissessem muitas vivas a todos nós e “desencaminhei” este simpático grupo de velhinhos a quem prometemos uma ida a Fátima com tudo pago, mas que na volta apenas tinham que passar por aqui. Coitados, eles não sabiam que o por aqui era serem nossos figurantes, mas até parece que eles estão a gostar, não achas?
Ao que o nosso “Primeiro” respondeu atónito pela surpresa, mas satisfeito por finalmente não estar a ser apupado num acto público: “Ò Silva Pereira, que tal contratares já todo este grupo para as próximas eleições? É que pelo andar da carruagem, se continuarmos a fazer a asneira que temos andado a fazer, só mesmo se os contratarmos agora, e com contrato e tudo assinado, porque nessa altura acho que nem nós próprios lá estaremos.”
Publicado dia 25 de Julho no jornal digital "Setubal na Rede", que pode ser visto no link do lado direito do ecrã

sexta-feira, julho 20, 2007

Querem dar-nos cabo da "saúde"


Comissão Política de Secção do Seixal
Rua do M.F.A. 11. Paivas.
2845 – 380 Amora
Email: mailto:psd.setubal@mail.telepac.pt




Comunicado de Imprensa



Sr. Ministro, porque nos retira dois SAP´s (o do Seixal e do Moinho de Maré - Corroios)? Para levar a bom porto a tarefa de reduzir a margem sul a um deserto? Ainda terá muitas escolas, centros de saúde, hospitais, tribunais e outras instituições para encerrar.

Sejamos sérios:

A decisão do Ministério da Saúde de encerrar os Serviços de Atendimento Permanente (SAP) dos Centros de Saúde do Seixal e de Corroios é uma decisão economicista.

Num concelho de 165 mil pessoas onde quase metade da população não tem médico de família, e onde não há um Hospital a decisão de encerrar os SAP’s de Seixal e Corroios assume-se como absolutamente incompreensível do ponto de vista da qualidade da prestação dos cuidados de saúde.

A táctica de um governo que opta por tomar esta decisão altamente lesiva dos interesses da população revela, sem margem para dúvidas, a sua pouca seriedade e cobardia: a decisão foi parcamente publicitada além de que o timing escolhido coincide com o período de férias altura em que muitas pessoas se encontram ausentes da sua morada habitual.

O PSD não pode deixar de expressar a sua solidariedade para com a população afectada por mais uma decisão irreflectida, injusta, arrogante e economicista do Ministério da Saúde e do seu Ministro.


Pergunta-se:
1) As cerca de 8o.ooo consultas/ano que estes dois SAP's faziam estão asseguradas?
2)- Sempre foram abertas as 10 vagas médicas para Amora-corroios, conforme tinha sido prometido?
3)- A partir das 20h para onde vão as pessoas do SAP do seixal e de Corroios? são todos encaminhados para o sap da Amora? e o SAP tem condições para dar resposta?
4) Como pensa o governo assegurar a mobilidade da população, sobretudo das mais desfavorecidas, sabendo-se que o concelho é extenso e que nem todas as pessoas têm meios próprios para o fazer?

No dia 10 de Abril passado a comissão de saude da Assembleia Municipal esteve reunida, com a directora dos Centro de Saúde de Seixal e Sesimbra, onde nos foi assegurado que nenhum SAP encerraria sem que a perda das respectivas consultas ( 120.000 consultas/ano nos 3 sap's) fosse compensada pela reestruturação que o governo se propõe fazer.

Quando e, apenas quando, estas perguntas forem respondidas afirmativamente pelo governo, o PSD reavaliará a sua forte oposição contra esta medida.

Seixal, 19 de Julho, 2007

Comissão Política do PSD

terça-feira, julho 10, 2007

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO


Foi esta semana publicada na revista "O praticante", o seguinte artigo:

"Quero, desde já, manifestar o meu mais profundo descontentamento para com a organização das sete novas maravilhas do mundo, pois é absolutamente incompreensível como:
1. Se deram ao trabalho de nomear sete, pois, jamais seria necessário escolher sete, quando uma delas vale pelas sete;
2. Vá lá que emendou a tempo e, num gesto de rara magnanimidade, a organização, quiçá forçada por um apelo à escala global, resolveu “emendar a mão” e escolher como palco do certame, precisamente o monumento de que vos falava – O Estádio do Sport Lisboa e Benfica, mundialmente (eu diria mesmo universalmente, pois parece que em Marte, Júpiter e Neptuno também o conhecem) conhecido por Estádio da Luz;
Face a esta gritante injustiça, que só poderemos atribuir ao facto de Portugal ser um País demasiado pequeno e, à semelhança do festival Eurovisão da canção, dos campeonatos da Europa e do mundo de futebol, e do FMI, da União Europeia e de todas as organizações e competições em que somos sempre prejudicados, ao Estádio da Luz não valeu, portanto, o facto de ser unanimeme e universalmente considerado o maior monumento de sempre.
Fosse o Estádio da Luz e aquele clube cujo nome arrepia só de pronunciar (Benfica, também conhecido por Glorioso), Espanhol, Francês ou Inglês e, não tenhamos dúvidas que estaríamos na eleição mais monótona de que há memória, com um vencedor préviamente anunciado, mas infelizmente estamos mesmo em Portugal.
Parece incrível como se pode colocar monumentos como a Acrópole de Atenas (Grécia), a Pirâmide de Chichen Itza (México), o Coliseu (Itália), a Torre Eiffel (França), a Grande Muralha (China), Machu Picchu (Peru), o templo de Petra (Jordânia), as estátuas da Ilha de Páscoa (Chile), Stonehenge (Reino Unido) e o Taj Mahal (Índia) ao nível desta obra singular.
Ou mesmo comparar o Templo de Angkor (Camboja), Alhambra (Espanha), a Igreja de Santa Sófia (Turquia), o Templo de Kiyomizu (Japão), o Kremlin (Rússia), o Castelo de Neuschwanstein (Alemanha), a Estátua da Liberdade (Estados Unidos), o Cristo Redentor (Brasil), a Ópera House de Sydney (Austrália) e o Timbuktu (Mali) ao nosso lindo estádio é absolutamente insultuoso.
Tivéssemos nós um governo e um presidente a sério e cortaríamos relações diplomáticas com a Suíça e com as nações Unidas e se eles não “vissem a luz” a tempo, penso que deveríamos declarar guerra, pois a organização do concurso que terminará em 7 de julho, em cerimónia no Estádio da Luz, em Lisboa, .pertence a uma fundação, com sede em Zurique.
Parece incrível como uma fundação, a "New 7 Wonders", que foi criada em 2001 pelo filantropo suíço Bernard Weber, com o objectivo de proteger o património da humanidade entre em jogadas baixas deste género. Resta saber se o Pinto da Costa não estará por detrás deste boicote
Sabe-se que mais de 45 milhões de pessoas de diversos países já votaram em seu monumento favorito para se transformar em uma das sete novas maravilhas do mundo, o que para a porta-voz da fundação New 7 Wonders ("As Sete Novas Maravillas"), Tia Viering, representa: "O facto de que gente de praticamente todos os países já tenha participado do concurso é um sinal de que a iniciativa está unindo o mundo inteiro"; Devia ter vergonha, não acham?
O estranho disto tudo é que apesar da iniciativa receber o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação e a Cultura (Unesco) e contar, entre seus especialistas, com o ex-diretor-geral da organização internacional Federico Mayor Zaragoza, conhecidos especialistas em verdadeiras obras de arte à escala planetária, não tenham aproveitado as mais belas, entre as quais, a estátua do Eusébio, incomparavelmente mais bela do que as estátuas da Ilha de Páscoa (Chile),ou as desengonçadas correrias do Mantorras em comparação com o Cristo Redentor, sempre inerte e de braços abertos. Então se formos comparar as muitas obras de arte proporcionadas pelo Simãozinho, ao lado de um velho decrépito e abandonado Coliseu (Itália), estaremos a falar de realidades estratoféricas absolutamente diferentes.
Pensando bem, Sr. Presidente da República, aproveite o facto de comemorar o dia de Camões, de Portugal e das comunidades Portuguesas em pleno deserto de Setúbal e, uma vez que sempre tem a desculpa de estar desidratado sob um sol intenso, declare guerra às Nações Unidas e afirme de vez a voz de Portugal no mundo.

Observação: para quem não me conhece e me tomar por um individuo completamente louco pelo Benfica, quero apenas esclarecer que acertou.., contudo, este artigo é apenas uma brincadeira que visa, antes de mais, chamar a atenção de todos para a cerimónia de transcendental importância que se vai realizar em Portugal (e no estádio da Luz em 07/07/07), facto que deverá honrar todos os Portugueses."

Conforme podem verificar, o tema é consentâneo com o acordado editorialmente com os responsáveis da revista. Espero que gostem!

domingo, julho 08, 2007

AMBRÓSIO VOLTOU A SORRIR

Porque sorri Ambrósio? O que mudou para que Ambrósio já não ande Macambúzio? Ambrósio percebeu que o fim está a aproximar-se. Ambrósio sabe, pressente, intui, percebe, ouve, vê e não duvida que os tempos estão a começar a ser outros. Ambrósio libertou-se da visão passadista que tinha. Já não lê o Boletim Municipal, porque já acabou a colecção de fotografias dos autarcas comunistas. Tal como aquelas crianças que coleccionaram os cromos da bola e depois crescem, Ambrósio percebeu (tarde de mais, mas ainda a tempo) que de pouco lhe valia aquela colecção. Era um logro. Semana após semana de publicidade enganosa!!! Mal por mal sempre via a dos supermercados, que aliciava a comprar o que não precisava, mas pelo menos não o enganava.
Agora vivia com aquele sentimento de esperança, muito próprio de quem sabe que algo vai acontecer, porque se ele, homem humilde mas honrado, tinha percebido o logro, outros ex-camaradas se lhe seguiriam. Afinal até nem eram assim tantos porque as vitórias tinham sido sempre de maiorias de uma pequena minoria que votava. Apenas e só isso. Como inverter as coisas? Perguntava-se Ambrósio. Não lhe parecia uma jornada difícil, pois para isso basta que os seus concidadãos se vão apercebendo da má qualidade de vida que têm, dos sucessivos maus negócios que a Câmara faz, endividando e continuando a endividar os já muito depauperados cofres da edilidade, deixando uma pesada herança para o Ambrosino, seu filho, que coitado, vai herdar toda esta dívida, mas já não vai ter espaços verdes e continuará a não ter ciclo vias, não terá sequer uma praia como a ponta dos corvos recuperada, como era obrigação de quem manda. E a Baía? A tão bela e sempre apregoada Baía, tão maltratada que ela é pelos seus ex-camaradas. Ele no seu íntimo sempre se interrogou: Eles gostam mesmo da Baía? Se gostam, fará se não gostassem!!! Pronto, cada um tem as suas formas de gostar!! Não podemos ser muito exigentes com quem não pode, sabe ou quer dar mais, pensou. E como seria bom ter uma ciclo via ou um passeio de Miratejo até à “Seca do bacalhau”, para ir passear até à ponta dos corvos! Oh, se seria! Ou ir à praia, sem ter de ir para a Costa. Como seria bom que Pinhal dos Frades tivesse um espaço lúdico aproveitando os seus recursos próprios em vez de estar a ser completamente desbastado para se construir mais uma selva de...betão! Estaria Ambrósio a sonhar? Ele sabia que sim. A única dúvida era se no tempo que resta de mandato os seus ex-camaradas conseguiriam destruir tudo. E os transportes? Mesmo não sendo uma responsabilidade da câmara, também ninguém via a Câmara a contestar nada. Nem a falta de articulação, nem os preços, nem a falta de estacionamentos, nada!! Temos uma Câmara, perguntava-se o bom do Ambrósio. Esta semana tinha jogado na mais recente aposta dos munícipes? Ele tinha apostado que uma das viagens do Metro Sul do Tejo tinha 4 passageiros (claro que nesses ele já incluía a tripulação – condutor e fiscais). Neste momento a maior aposta ia para 6 passageiros, de um crente, claro. Parece que quem acabou por ganhar a aposta foi o nosso Ambrósio. A propósito, alguém já viu mais do que um passageiro por viagem dentro do MST?
Ambrósio andava com uma dúvida existencial: se o comunismo tradicional tem uma forte matriz social, como pode a CDU do Seixal estar tão arredada dos interesses das populações? Seriam eles uns infiltrados? Ou seriam tão modernos, tão modernos que resolveram ultrapassar todos os outros partidos pela direita? Porque estavam eles mais empenhados em construir condomínios de luxo do que no PER (Plano Especial de Realojamento). Essa não deveria ser a sua prioridade? Realojar as pessoas desfavorecidas? E as acessibilidades? O que têm eles feito nessa área? E quais as medidas que tomou para facilitar a vida aos deficientes motores? Ambrósio dá um rebuçado se alguém se lembrar de uma. Assim como o ambiente e qualidade de vida, não devia ser a prioridade dos “verdes”, parceiros do PCP na CDU? Mas o estranho é que o único partido que se preocupa com essas coisas todas era o PSD.
Por fim, Ambrósio que acompanhava as Assembleias Municipais, não compreendia como era possível essa mesma CDU votar contra todas as propostas que verdadeiramente defendiam a população, apenas e só porque eram apresentadas pelo PSD. Que argumento mais retrógrado! Não votam porque estão lá para cumprir o mandato que o povo lhes deu. Ambrósio nesse momento percebeu: Deu, mas vai tirar!
Nota : Começou a semana passada a repetição do julgamento no Tribunal do seixal relativamente à criança morta após queda numa tampa de esgoto da autarquia. Não vou fazer política com isso. Abomino essa ideia, mas pessoalmente tenho o direito de expressar o meu profundo lamento por toda esta situação. Era mesmo obrigatório expor aquela mãe a um novo sofrimento com a repetição do julgamento? Não teria a autarquia conquistado muito mais o nosso respeito (não falo de votos, falo de respeito) se encontrasse uma plataforma de acordo com a família enlutada? Pois é, depois admirem-se que o povo volte as costas aos políticos!

Publicado no "Jornal do Seixal", ontem, sábado, dia 7 de Julho de 2007

quarta-feira, julho 04, 2007

PERFIL IDEAL DE UM CANDIDATO: ACUSADO!!!


«A discussão seguia acalorada. O poder de argumentação era usado até ao limite. Não era de estranhar. Trava-se de uma discussão entre políticos. Tornava-se difícil escolherem o perfil do seu candidadto às próximas eleições. Havia opiniões para todos os gostos. Uns preferiam o chamado candidato institucional. Não acrescenta nada ao partido, não dá um único voto a mais, mas o risco é quase nulo. Também não se perde nenhum. Outros ainda optavam por argumentar que dever-se-ia apostar num líder jovem, o que era olhado com desconfiança por uma grande maioria que alertava para a sua inexperiência. Mas a maioria clara já tinha o seu perfil encontrado: tinha de ser um indivíduo que tivesse uma acusação criminal contra si. Havia um pequeno problema para aquele partido, naquela localidade: não havia ninguém que reunisse esse requisito. Estava tudo perdido. Não havia mesmo ninguém? Um só crimezinho? Então como podiam ganhar essas eleições? Para os mais intervenientes era um assunto que nem se discutia: o Paulo Pedroso não tinha sido levado em ombros quando saiu da prisão? E o Major? Que interessava o apito dourado. Qual apito dourado, qual carapuça. Aquilo até lhe tinha valido uns votitos. O homem apresentou-se como vítima e o povo vai logo atrás. E a Fátima Felgueiras então? A mulher até se tinha dado ao luxo de fugir para o Brasil, ficar lá todo aquele tempo a receber o ordenado e tinha tido a coragem de voltar para a sua terra a tempo da reeleição, ora, aquilo é que é uma mulher corajosa, dizia um outro. “não vás mais longe, disse um terceiro, então o Isaltino, coitado, confundiram a conta dele com a do sobrinho e queriam dar cabo da carreira do homem. Isso faz-se agora? Toda a gente sabe que um taxista na Suiça ganha muito mais do que um presidente de uma Câmara em Portugal”mania de se perseguir os políticos, concluiu.
A discussão não terminou sem que acabassem no Prof. Carmona Rodrigues. “Esse também é um homem de coragem”, dizia ainda um outro, “pena foi que tivesse permitido que os seus vereadores acusados pelo Ministério Público tivessem abdicado e ele próprio não tivesse feito o mesmo” “coitado do homem, vítima de uma cabala, é injusto que perca a Câmara de Lisboa, mesmo que se prove que ele é culpado”. Para finalizar a discussão, um outro militante dizia:”então se eles estavam a roubar, mas faziam bem ao povo, qual o mal? os outros não fazem o mesmo?”, questão felizmente respondida por um defensor de outro perfil e claramente mais esclarecido que disse: em primeiro lugar eles estão só acusados e não condenados, pelo que se deve aplicar o princípio “in dúbio pró reo”, em segundo lugar não se pode confundir todas as acusações, pois podemos ser acusados de crimes ocorridos no e devido ao exercício do nosso mandato e outros que nada tenham a ver com o nosso mandato, mas que necessariamente, no entender desse militante, os enfraqueciam em termos de legitimidade democrática, conforme teve oportunidade de explicar. A discussão não terminou, sem que alguém lembrasse o caso de Setúbal, onde alegadamente o anterior presidente foi convidado a renunciar antes da acusação contra si deduzida e a nova presidente não o foi. Dois pesos e duas medidas. Pelo menos o Marques Mendes sempre foi coerente, dignificando a classe política, concluiu. Era preciso decidir e, tendo ganho a corrente que defendia que um acusado era o ideal, lá escolheram um entre eles, combinando qual o crime que ele cometeria. Depois estaria pronto para ganhar essa Câmara».

Nota: esta história ficcionada visa alertar para uma situação que me preocupa e que, penso, está na origem de um recrudescimento da perda de popularidade dos políticos. Urge os partidos entenderem-se e tomarem medidas corajosas como a que o Dr. Marques Mendes tomou. Gostem ou não dele, não discuto isso, mas pelo menos tem o mérito de arriscar perder a maior, mais importante e simbólica Câmara do país – Lisboa, para não perder os seus valores, aquilo em que acredita, defende e pugna perante terceiros. Tiro-lhe o meu chapéu, e entendo que o PSD vai ganhar muito a longo-prazo, ainda que reconheça que politicamente é um erro incrível a curto-prazo, mas admiro aqueles que colocam os valores morais acima dos seus interesses particulares,.

Publicada hoje, dia 4 de Julho, no Jornal Digital "Setubal na Rede", cujo link está neste blogue, do lado direito.

terça-feira, julho 03, 2007

As estranhas posições assumidas pela CDU na assembleia Municipal

MOÇÃO


Considerando que:

Pese embora, no decorrer da última campanha eleitoral para as autarquias, o então candidato da CDU e actual presidente da Junta de Freguesia de Fernão Ferro, tenha, entre outras promessas incumpridas, obtido votos por, alegadamente face à sua determinação, ter conseguido dotar a freguesia de um posto de Correios, verifica-se que essa melhoria, não tardou muito e ao fim de ano e meio o Posto fechou!

Actualmente, os moradores de Fernão Ferro deixaram de ter direito ao imprescindível serviço postal regular, como qualquer das outras freguesias!

Situação que acarreta incalculáveis prejuízos a todos os seus habitantes e é inqualificável em pleno século XXI;



A Assembleia Municipal do Seixal reunida em sessão ordinária, aos 27 dias do mês de Junho de 2007, delibera:
- Enviar uma missiva ao responsável dos Correios de Portugal, manifestando a sua preocupação perante esta situação e apelando a uma resolução urgente para a abertura de uma delegação postal em Fernão Ferro;



O Grupo Municipal do PSD:


Sabem como votou a CDU?
Adivinharam:CONTRA!!!
Dizem que por causa dos considerandos....

sexta-feira, junho 29, 2007

As respostas da nossa Câmara !!!

Decorreu, na passada quarta-feira, mais uma Assembleia Municipal do Seixal.
É um direito dos nossos munícipes terem acesso ao que é discutido nesse fórum, embora também possam participar/assistir à própria Assembleia Municipal, se assim o entenderem.
Como o Boletim Municipal apenas nos/vos transmite tudo a uma só cor (vermelho) e, como sabem dessa cor apenas gosto se estivermos a falar do glorioso, trago-vos nos próximos dias as moções e pedidos de esclarecimento que apresentámos e as respectivas respostas, ou ausências delas, quer da parte do executivo, quer da maioria que o suporta.
Comecemos pelo pedido de esclarecimento seguinte, apresentado por mim, em nome da bancada do PSD.


PEDIDO DE ESCLARECIMENTO

O grupo municipal do PSD, tem vindo a acompanhar com bastante preocupação, as últimas notícias relativamente ao alerta lançado pela população de Pinhal dos Frades numa zona de pinhal e sobreiros (misto de Pinheiros bravos de porte, sobreiros e outra vegetação mediterrânica, giestas, rosmaninho, alecrim, medronheiros - habitat natural de inúmeras espécies que, para agravar a situação, neste momento estão no seu período reprodutivo)junto da A2, considerada como Mata e Maciço Arbóreo no Plano Director Municipal, que, alegadamente, está a ser ilegalmente arrasada, desde a semana passada


Face ao exposto, vem, de acordo com a alínea j), do n.º 2, do Regimento da Assembleia Municipal do Seixal, PEDIR EXPLICAÇÕES OU ESCLARECIMENTOS ao Senhor Presidente da Câmara Municipal do Seixal sobre esta situação


Pergunta-se:


1. Está a ser efectivamente amputada, em Pinhal dos Frades uma zona verde e protegida no próprio Plano Director Municipal do Seixal?

2. Caso a resposta seja afirmativa, que medidas tomou a Câmara Municipal para combater esta ilegalidade?

3. A serem verdadeiras estas notícias, vai a Câmara reflorestar a zona? E quando?

O que respondeu o executivo? bem, que de facto tinham conhecimento do abate e comunicaram às entidades competentes e que o abate dos pinheiros estava perfeitamente licenciado pelo período de um mês, pela Direcção Regional dos Serviços Florestais.
Solicito a quem tiver mais informações (as que a Câmara não nos prestou) que as deixassem em comentário ou, se preferirem, apenas via e-mail.
Podem e devem também comentarem o que se vos aprouver em relação a esta questão.

segunda-feira, junho 25, 2007

NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: ASAE INVESTIGA MANDU´S BAR

Fontes bem informadas, mas anónimas como convém, garantem ao subscritor deste documento que a ASAE (quem não a teme??) tem andado a investigar a actividade exercida nesse local de culto. Com o processo de informatização entre os diversos sectores do Estado cada vez mais aperfeiçoado parece que o Ministério Público está atento ao que se passa, pois, dizem-nos (e nós acreditamos) que o seu proprietário e grande impulsionador terá de se refugiar num qualquer Pais onde o crime que dizem que cometeu não seja ainda punido. Mais grave, toda a família, amigos e até alguns conhecidos que frequentam esse espaço também serão alvos de grandes represálias por parte dessas entidades supra referidas.
Ao que se sabe, já há muito tempo que a ASAE tem acompanhado a situação, ficando confusa com o facto de as pessoas (muitas) acompanhadas de crianças, todas elas bonitas, saudáveis, felizes, aparentando estarem numa situação de vida aceitável, se dirijam a esse local, por vontade própria, munidas de excelente disposição, coisa rara nos dias de hoje e saiam do mesmo local muitas (mas muitas mesmo) horas mais tarde e, pasme-se, ainda mais satisfeitas e felizes.
Para as autoridades, num País que vem atravessando uma profunda crise económica, conjugada com os naturais efeitos provocados por essa crise económica, como sejam a “cara feia”, má educação característica de quem está de mal com a vida, pouca vontade de se divertirem, etc, é extremamente estranho e, sobretudo bastante revelador para essas mesmas autoridades que no “Mandu´s Bar” ocorra o inverso.
Mais, mesmo após aturadas investigações não se vislumbram entre os seus membros quaisquer outras características do nosso bom povo, como sejam serem “comezinhos”, invejosos, indisciplinados, abusadores. Nada. As autoridades, revelou-nos igualmente a nossa fonte, procuraram, inclusive através do recurso a escutas telefónicas e gravações de vídeo.
Para agravar esses indícios, sabe-se que no passado Sábado, dia 23, ocorreu mais um encontro desse grupo de amigos, com evidentes e preocupantes sinais (para as autoridades).

Antes de mais, torna-se evidente que, com total impunidade e tranquilidade por parte dos membros mais antigos, o grupo de suspeitos está a crescer, sem que haja o mínimo de indícios sequer de esconderem esse facto. Mais grave se torna a situação, quando se sabe que devia haver, no mínimo, um certo decoro dos seus membros, pois se grande parte da população vive infeliz, fazendo gala de não conviver muito com os amigos, ou de nem sequer os ter, de não dançar, conversar, ou qualquer outra actividade lúdica, como podem estes indivíduos terem esta distinta “lata”, perguntam as autoridades(?).
Por fim, sabe-se que o casal Prata, aparentemente no caminho da salvação, pois faltou ao encontro, ainda assim, será também ele incriminado pelas autoridades, na medida em que foram apanhadas comprometedoras escutas telefónicas onde estes anunciavam ter chegado bem ao seu destino de férias e que queriam mandar um abraço a todos os presentes. Coitados, com esse telefonema, as autoridades terão um importante meio de prova.
Outro casal, os Faria, mesmo tendo em conta que chegaram mais tarde e saíram mais cedo e que contam no seu seio com um excelente advogado, ainda assim, nunca conseguirão uma absolvição, na medida em que a acusação que incidirá sobre todos é demolidora: O bocado de tempo em que eles lá estiveram, foi muito bom para todos e, nestas coisas conta mais a qualidade do que a quantidade.
Apurámos igualmente, e para finalizar, que o casal Leo, Maria Helena e filhos, mesmo alegando que apenas foi levar o presente dos aniversariantes, não terá como negar às autoridades que só com grande amizade e cumplicidade é que produziriam um presente tão bonito (feito pelo Leo), muito menos conseguirão explicar o motivo pelo qual dançaram, conversaram, comeram e beberam, perfeitamente integrados no grupo. Para a próxima ao menos finjam que não estão a gostar, mas segundo as nossas fontes, já não conseguirão safar-se da acusação.
Aos novos membros do “Mandu´s Bar” (casal Cohen, casal Ferreira, mas rebaptizado de faria II e casal Centeno), esses também não conseguirão provar que não gostaram, que não se divertiram, que não dançaram, conversaram, nadaram, comeram ou beberam, pois as provas do contrário são irreversíveis e extremamente comprometedoras.
A acusação de que todos seremos alvo, diz-nos a fonte, é que não cumprimos o estipulado numa regulamentação aprovada há pouco tempo pelo governo, mas mantida em segredo: NÃO PAGÁMOS O IMPOSTO DA FELICIDADE.
O Dr. Serra Coelho e a família terão seguramente uma pena agravada, pois para além de tudo ainda fomentam o crime de que seremos todos acusados ao nos receberem da forma excessivamente amiga que os caracteriza que, aliás, já é internacionalmente conhecida.

sexta-feira, junho 22, 2007

Rally dos Pontos Negros no Seixal

O PSD-Seixal organizou no passado dia 27 de Maio um Rally-Paper pelas ruas do Seixal. A iniciativa de cariz recreativo e político pretendeu mostrar a militantes e simpatizantes do partido alguns dos que consideram ser pontos negativos do Concelho. A actividade culminou com um churrasco e entrega de prémios na quinta de Duarte Rodrigues, pai do deputado do PSD Luís Rodrigues.

O Rally-Paper organizado pelo PSD teve como finalidade central conduzir os participantes pelo percurso dos “pontos negros” no Concelho do Seixal, nomeadamente nos aspectos ambientais e urbanísticos. Contudo, não apenas com o sentido de ser uma acção critica à governação da CDU, mas também de mobilizar e unir os militantes, segundo revelou ao JS, Paulo Edson, presidente do Núcleo laranja do Seixal.
Há cerca de 12 anos que não se realizava uma actividade do género na estrutura local do PSD, tendo participado neste Rally, 65/70 pessoas em doze viaturas. Marques Mendes, o líder social-democrata, havia também confirmado a presença, mas devido às eleições na Câmara de Lisboa, acabou por desmarcar.
O Jornal do Seixal foi convidado para acompanhar a prova e tomou lugar na viatura do presidente da concelhia laranja, Paulo Edson Cunha. A aventura começou junto à Moviplus e seguiu para o Amora Futebol Clube. Alguns quilómetros à frente somos alertados: “não aceleres! Estás na Estrada do Talaminho”, lê-se no percurso. Curva contra curva, seguimos com cautela. A estrada é estreita, não se vê bem o que vem no sentido oposto e as raízes das árvores já rebentaram à muito o piso. Passada a Quinta da Princesa, “na rotunda, segue em direcção às quintas até à outra rotunda. Para onde vais se passares o viaduto no sentido Norte-Sul?”. Pergunta difícil. Observando com atenção reparamos que o viaduto não leva a lado nenhum. Ele existe, é um facto, mas não está concluído. Obra que ficou interrompida pelo processo do abate de sobreiros na Quinta da Princesa.
O regulamento guia-nos pelas 7 rotundas de Corroios em direcção ao Bairro da Quinta das Lagoas. Para trás fica um viaduto, frequentemente entupido por camiões que ali ficam encravados. “Antes da bandeira do Benfica, quantas caixas do correio existem?” Duzentas e sessenta e uma. Ou seja, na Quinta das Lagoas moram cerca de duzentas e sessenta e uma famílias. Não parecem muitas, mas há que ter em conta que é apenas um amontoado de barracas, aparentando não oferecer condições mínimas de habitabilidade. Restará saber quantos
membros tem cada família e quantas aqui há ainda que não têm caixa de correio.
“Sempre em frente, até à louça. Vira à esquerda e contorna o ferreiro. Não sonhes em ir em frente! Com a A2 à tua esquerda vais no bom caminho”. Estamos na estrada que leva ao HK, «aquela que, segundo Paulo Silva, da CDU, não tem buracos, tem altos», disse Paulo Edson.

Somos então encaminhados para a Travessa de Vale de Chícharos, vulgo Bairro da Jamaica, deixando para trás mais um “comboio” de rotundas. A Torre de Babel recebe os visitantes. A degradação salta à vista. Paulo Cunha fala na necessidade de realojar rapidamente estas famílias, no seu ponto de vista outro dos Pontos Negros locais.
As indicações levam-nos a outra freguesia. Passamos a Flor da Mata, a Quinta das Laranjeiras e vai-se descobrir um trilho a que alguém achou por bem chamar Avenida do Seixal. «Devia ter trazido o jipe», diz o nosso cicerone ao olhar para o estado da estrada. «Afinal o Paulo Silva tinha razão porque a estrada do HK em comparação com esta parece uma auto-estrada do século XXII», afirma ironicamente. “Tenta tirar uma foto do piso, mas sem buracos!” pedia o “rod book”. Eles tentaram mas a tarefa era quase impossível.
“Sempre na mesma Avenida, mas já no alcatrão, vira para o mercado. Pergunta onde fica o cemitério de Fernão Ferro”. Assim fizemos, mas apesar de o presidente desta Junta de Freguesia ter escolhido um em muitos modelos de toda a Península Ibérica, uma moradora disse que não existe cemitério em Fernão Ferro, embora muita gente neste dia lhe tivesse feito esta pergunta.
Somos então encaminhados para a LUSOCIDER. Ir até lá seria fácil, não fosse o percurso predefinido pela organização: “passa ao lado da entrada Norte A do mercado e vira à esquerda. No primeiro STOP segue para a direita, segue até à rotunda onde viras à direita e passa pelos arquitectos”. Passámos pelo mercado uma, duas, três, tantas vezes que perdemos a conta. No STOP virámos à direita, à esquerda, voltámos a virar à direita e nada de rotunda. Ao contrário de Corroios e da Cruz de Pau, as rotundas não abundam em Fernão Ferro. Com excepção das “rotundas galgáveis dos Redondos”.
A última parte do Rally começa um bocado à toa, junto à Siderurgia Nacional. Deparamo-nos com inúmeras hortas nas imediações deste complexo. Paulo Cunha mostra-se preocupado com o facto de os alimentos cultivados nestes terrenos serem comercializados no mercado. «São terrenos completamente contaminados. Está prevista a construção de um complexo habitacional de luxo com 3000 fogos. Pedimos à Câmara que nos apresentasse estudos de impacto populacional, mas não houve resposta», afirma. O regulamento pede uma foto da “lagoa azul”. Nome curioso, uma vez que se trata de uma poça de detritos industriais, abrir a janela do carro para a fotografar já foi desagradável por o cheiro a carvão ser tão intenso. Daqui seguimos em direcção ao almoço. Estava prevista uma passagem pela marginal, com observação de alguns aspectos da Baía do Seixal, mas que teve que ser cortada devido ao Agita Seixal, que decorria no mesmo dia.
Um almoço campestre na quinta de Duarte Rodrigues, onde alguém ironizou de “sardinhas com laranjas”. Em ambiente pautado pela boa disposição, discutiu-se política, futebol, assuntos familiares e de tudo um pouco até, até ao difícil apuramento dos resultados para a entrega de prémios, cujos primeiros lugares couberam ás equipas de: Vasco e Olga (1º) e Luís Rodrigues (2º).
Foram ainda homenageados três militantes locais do PSD, pelo seu contributo à aquisição da sede local. Terminando esta jornada laranja com lembranças para todos e um dia bem passado.

Publicado por Cátia Fazenda in "Jornal do Seixal" em 09-06-2007

segunda-feira, junho 18, 2007

DHARMÁ DHARMÁ - Ou a viagem a Smir descrita de A a Z


Meus amigos,
porque a vida não é só trabalho, muito menos política, este post é exclusivamente dedicado ao grupo de amigos que me acompanhou, assim como à minha mulher e filhos, a uma viagem a Smir, em Marrocos. Foi inesquecível!


DHARMÁ DHARMÁ

Ou a viagem a Smir descrita de A a Z


Amizade: conceito sempre presente no grupo. Companheirismo, entreajuda, lealdade. Parece que nos conhecíamos há largos anos.

Bélgica: foram os nossos maiores adversários. No Vólei de Praia. Às 11h e às 16h lá estávamos todos. Eram leais simpáticos e até jogavam bem. Mas nós jogávamos mais!

Centenos: O meu maior parceiro no vólei, futebol, ténis e atletismo foi o João Centeno, mas dessa simpática e bonita família também constam a Inês, uma Carolina com uma linda cara de malandra e cujo olhar desafia o mundo e o João, certamente digno sucessor do Centeno Pai, autêntica força da natureza. Vai um joguinho João?

Dorinhos: Vale de T(Ansos) esteve superiormente representado por este casal magnífico. O filhote fabricado (rumores que se ouviam) vai-se chamar Dharma se for homem ou Josephine (nome da outra grande música) se for menina. O Diogo terá um maninho para ir ver o Benfica?

Eu: estou a escrever este blogue que dedico a todo o grupo.

Festa: uma constante.

G.O.´s: o conceito é engraçado, eles e elas são simpáticos, mas surgiu um problema como dizer, técnico, elas sucumbiram ao charme natural dos Portugueses.

Hilário. O nosso mentor. A ele devemos a ideia deste passeio. Foi o nosso “negociador” com os Marroquinos quando chegámos à fronteira. Grande Tinoco!! Ele, a Sofia a Francisca, o Manel e o António vão ser propostos para receberam a Grande Ordem de Cristo (ou outra qualquer) das mãos do nosso Presidente no próximo dia 10 de Junho.

Irra que não me lembro de nada para esta letra. Pronto, já está. Ainda se Smir ou Marrocos começassem por I…agora assim, está mal!

Jorge, M.ª João, Marta e Joana são o simpático casal, com duas lindas filhas que compõem os Faria. E a Joana ainda trouxe um primeiro lugar num concurso de dança.
Já temos combinado o(s) itinerário(s) das férias até 2010, não é assim Jorge?

Lisboa: Saímos às 6h da manhã de sábado. Voltámos uma semana depois já próximos da meia-noite. Saudades? Algumas, mas a semana foi muito boa. Entretanto perdemos as marchas populares.

Mandu´s Bar: porque o Carnaval é quando o homem quiser, o Mandu´s Bar é onde este grupo estiver. O espírito do Mandu´s Bar esteve sempre presente e o Armando a família apenas não estiveram connosco fisicamente porque para todos foi como se lá tivessem estado.


Negas: O Negas (Fábio) foi a revelação. Filho do casal Prata (o Rui e a Cristina), irmão mais novo do Tiago (o Sportinguista com mais fair-play que conheço - mas isso passa-lhe com a idade). Numa coisa estamos todos de acordo: O Negas tem uma personalidade muito vincada!

OPA: Nós em Marrocos e o Berardo a fazer OPAS ao Glorioso.

Padre Eterno: legítimo representante de Borba foi um dos nossos tradutores e negociadores de serviço. Colocou ao serviço do grupo toda a generosidade característica dos Alentejanos. Com a sua Rosinha estavam todos orgulhosos quando a Inês, sua filha, quase ganhava o concurso de dança.

Questionários: não percebemos nada, mas mal chegámos a Marrocos preenchemos inúmeros questionários. A maior parte deles repetidos. Ainda falam da burocracia em Portugal. Será que o Sócrates não podia exportar o simplex para Marrocos?

RUI, Cristina e Marta Cohen: meus mais antigos parceiros de viagem. Se alguém se conseguir zangar com o Rui, ofereço-lhe uma prenda. Garanto-vos que é impossível! Ah, esqueci-me, se forem Lagartos, já não vale. Se forem tripeiros então... Pronto, esqueçam lá a prenda.

Sra. Loira: assim imortalizada pelo Armando. É loira, é senhora, mas é minha!! Como seu marido, fui contactado para, enquanto seu empresário, negociar o seu cachet, pois ao que me disseram as suas aulas de aeróbica foram muito apreciadas. Está tudo negociado. Para o ano vamos todos de borla e a Sra. Loira apenas tem de dar uma aula de aeróbica. Se o Sr. Primeiro-Ministro transformar oficialmente a margem sul num deserto, troco-a por 1.000.0000.000.000…………………… de camelos.

Tomás: Para ele e para a irmã (Maria) foi tudo calmo. 21h já estava ele de chuchinha na boca a dormir. Os seus Pais, Nuno e M.ª João agradeceram. Conforme combinado, temos de marcar uma sessão de autógrafos com o Dr. Nuno Faria, nosso grande campeão de TT, na próxima prova.

Únicos: para todos fomos um grupo fantástico. Único mesmo. Foi bom de ouvir. Claro que eles agora dizem o mesmo aos outros!!!


Voleibol de Praia: Allez, Allez, Voleibol. Grito dos G.O. para chamar os G.M. (todos os turistas). Desde que nos instalámos que esse grito foi efectuado por nós mesmos, pois as equipas já estavam feitas. Nós, Franceses e belgas. Lembram-se daquele velhote insuportável? Pena não ter levado com uma bolada num sítio que eu cá sei.


Xadrez: quem tinha paciência para algo que queimasse mais do que dois neurónios seguidos? Só se fosse mesmo o sol.


Zé Maria: filho mais velho dos Maldonados: O Pedro (sem a sua bina de BTT) e a Rita e irmão mais velho da madalena, habituados a este tipo de serviço deixaram-nos com uma dúvida existencial: gostaram mais do serviço do “Clube Med” ou do serviço prestado na mansão dos Dorinhos?

sábado, junho 09, 2007

Meus caros,
em virtude de estar ausente uma semana (até ao próximo dia 16 de Junho) todos os comentários que fizerem o favor de deixar, provavelmente só serão publicados nessa data, contudo, se o local para onde vou tiver acesso à net, e eu tiver tempo, procederei à sua publicação mais cedo.
Apenas faço este aviso, para não pensarem que por qualquer motivo, ou eu não quis publicar o vosso comentário, ou não foi publicado por motivos técnicos, por isso peço-vos que continuem a comentar tranquilamente que logo que posível os mesmos serão publicados.
Bom fim-de-semana.

terça-feira, junho 05, 2007

Moção

De seguida deixo-vos com uma moção que apresentei, em nome do Grupo do PSD na última Assembleia Municipal, realizada ontem (dia 4 de Junho) à noite.
O curioso é que o Sr. Presidente da Junta foi desmentir-me, acusando-me de não conhecer a Avenida em causa. Um destacado deputado municipal da CDU, acusou-me mesmo, faltando-lhe melhores argumentos, de eu nem sequer viver no deserto (desculpem..na margem sul, mais precisamente no concelho do Seixal).


Efectivamente não vivo neste concelho, mas faço cá praticamente toda a minha vida, pois tenho o escritório na Torre da Marinha e, face às inúmeras funções que exerço, tenho quase diariamente reuniões à noite, no deserto. Bem, mas isto apenas para ilustrar o nível dos argumentos da CDU. Reconheço que, à falta de melhor...

Aqui vos deixo a,


Moção

Considerando que do conceito de Avenida pesquisada no dicionário, surgiram entre outros o de “via mais larga do que uma rua e cuja faixa de rodagem tem geralmente diversas pistas para circulação automóvel”;

Considerando que automóvel é entendido como um veículo de quatro rodas, com motor próprio (accionado geralmente a gasolina ou a gasóleo), usado no transporte de passageiros e de mercadorias;

Considerando que os Autarcas do concelho do Seixal e da Freguesia de Fernão Ferro não comungam da opinião de Sua Excelência o Ministro das Obras Públicas, Eng.º (inscrito na Ordem, como ele próprio faz questão de se apresentar) Mário Lino, logo, entendem não estarmos num deserto, o que, por maioria de razão, lhes permite pensar que a circulação mais apropriada para uma avenida não seja o já por estes dias muito famoso camelo, mas sim o supra referido automóvel;

Considerando que do conceito de esburacado não consta a denominação de um destacado membro desta Assembleia eleito pela CDU que refere que determinada estrada “não tem buracos, mas sim altos”;

Considerando que quando uma autarquia dá o seu próprio nome a uma avenida, quer conferir à mesma, toda a dignidade possível;

Finalmente, considerando que em Fernão Ferro existe uma AVENIDA, denominada SEIXAL cujo percurso está totalmente ESBURACADO (ou com altos, para os que assim o entenderem), tornando-a absolutamente intransitável através de automóvel, quiçá tendo sido construída a pensar na utilização pelos camelos, animais mais identificados por circularem no Deserto;

Pelo exposto, a Assembleia Municipal do Seixal, na sua reunião extraordinária de 04 de Junho de 2007, delibera:

1 – Manifestar junto de todas as entidades competentes a necessidade urgente de reparação e repavimentação daquele troço;

Os eleitos pelo PSD:


Naturalmente que a Moção foi chumbada pela maioria CDU, e isso é bom que se saiba!

Agora deixo-vos umas fotografias tiradas no passado sábado, que desmentem o sr. Presidente da Junta de Freguesia, Sr. Carlos Pereira e, demonstram ao Sr. deputado Municipal que para se estar a par das situações e defender a população, até podemos morar no Polo Norte:
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