quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Trágedia na Madeira - Comente para o "Comércio do Seixal"


A semana está indelevelmente marcada pela tragédia ocorrida no passado Fim-de-Semana na Madeira.
Estão certamente na mente de todos nós as imagens aterradoras de destruição, sofrimento e dor causadas pelas fortes chuvas (equivalentes a um mês na região) desse dia.
Politólogos, sociólogos, comentadores, mais ou menos encartados, engenheiros, arquitectos, etc, etc, todos se sentem no direito e com legitimidade de discutirem as causas, o que não foi feito para prevenir, a actuação das autoridades, a resposta dos políticos, o que fazer a seguir.

Do exposto ressaltam alguns pormenores, como sejam o facto do Presidente do Governo Regional da Região Autónoma da Madeira ter tentado minimizar os danos e ter pedido ao Governo da República para não decretar o estado de calamidade, de forma a não condicionar a imagem da ilha em termos turísticos.

Confesso que não sei se é legítimo ou não, mas compreendo que um responsável por uma região tente salvaguardar não só a recuperação em danos humanos e materiais das gentes da sua terra, como também tentar salvaguardar o futuro da sua gente. E o futuro da Madeira é o turismo. Há famílias inteiras que vivem dessa actividade e, portanto, nessa perspectiva compreende-se o seu discurso. Afinal de contas a que não juntar ao drama humano já vivido uma futura crise económica.


Aliás, não deixa de ser significativo o facto do maior embaixador de Portugal dos tempos presentes ( Cristiano Ronaldo) ter feito mais pelo apelo internacional à ajuda humanitária do que todos os apelos do Governo ou de outras instâncias. Cristinao Ronaldo com o seu golo de Domingo, comemorado da forma como a foto documenta, fazia capa em muitos jornais mundiais e em quase todos os jornais Madrilenos, uma simples imagem que através da TV e da Internet percorreu o mundo inteiro. Estou em crer que com este gesto, um jogador de futebol, tido por “bronco” por muitos “iluminados” tenha feito mais pela Madeira e por Portugal do que todas as instâncias Governamentais juntas.
Também compreendo que os responsáveis políticos tentem encontrar explicações para o “fenómeno natural” e, sobretudo, atribuir ao “fenómeno natural e anormal” ocorrido a explicação da tragédia.

Não sei, não sou especialista para o afirmar, se outro tipo de construção, outras medidas preventivas (algumas já está provado que, pelo menos, atenuariam), outra atenção à impermeabilizarão dos solos e a deflorestação (de facto, quanto menor for a capacidade dos solos em absorver a água das chuvas pior se torna uma situação deste tipo), outros cuidados, evitariam uma tragédia desta dimensão, mas não é preciso ser especialista para se perceber que face à configuração morfológica da ilha e à intensidade claramente anormal das chuvas, o resultado seria sempre catastrófico.

Não é menos verdade é que 1 (uma) única vida humana que se conseguisse salvar, justificaria o investimento que se vier a apurar que não foi feito, ou que foi mal executado, pelo que espero que ninguém caia na tentação de fazer análises superficiais e oportunistas relativamente a esta matéria.

É tempo de se cuidarem dos familiares das vítimas, de reconstruir, de ajudar a quem teve danos materiais (pelo que leio, não abrangidos pelas seguradoras), de preparar meios efectivos e mais seguros que levem á prevenção, dissuasão ou simples minimização de eventuais futuras tragédias.

É tempo de se estudarem estes fenómenos, de aprender com os erros cometidos, de outras zonas do País olharem muito atentamente para o que aconteceu na Madeira e adaptarem a análise às suas realidades.

Sim, porque de acordo com a Lei de Bases da Protecção Civil nas nossas competências, não nos cabe apenas agir reactivamente aos acidentes graves e catástrofes, cabe-nos um forte papel de prevenção, como demonstra o artigo quarto, número dois:

A actividade de protecção civil exerce-se nos
seguintes domínios:

a) Levantamento, previsão, avaliação e prevenção dos
riscos colectivos;

b) Análise permanente das vulnerabilidades perante
situações de risco
(...)

Nós no Seixal (Pelouro da Protecção Civil), assumimos o compromisso de estar atentos e interventivos, de humildemente aprendermos com erros alheios, mas que eventualmente também possam ter sido cometidos por nós, ou estejam a ser cometidos, de intervirmos onde ainda o conseguirmos fazer, de estudar alternativas que se mostrem adequadas. Em suma, tudo faremos para proteger os habitantes do Concelho do Seixal.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Homenagem ao Eusébio

O presidente da UEFA, Michel Platini, homenageia hoje a carreira de Eusébio, antes do jogo Benfica-Hertha, da Liga Europa em futebol, através da entrega do troféu "UEFA Presidents Award" ao "pantera negra".

Este troféu constitui um reconhecimento pela contribuição de Eusébio para o desenvolvimento e sucesso do futebol europeu e foi instituído em 1998, como forma de homenagear futebolistas que se tenham distinguido pelos feitos desportivos, mas também pelas qualidades humanas.

Foi justamente esta faceta do melhor jogador português de todos os tempos que Michel Platini enfatizou a propósito da homenagem: "Eusébio é um gigante no futebol e sempre defendeu valores como o respeito e o desportivismo".

 
 

domingo, fevereiro 21, 2010

Projecto Inovador na Margem Sul (Comércio do Seixal)


Aqui fica o recorte de imprensa sobre o estudo de avaliação de risco sísmico e de incêndios nos núcleos urbanos antigos publicado no Comércio do Seixal.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Obrigado Rui B. Pereira

É preciso uma enorme coragem para fazer o que o meu amigo Rui Belchior Pereira aqui faz. Ele não precisa. É um advogado bem sucedido, tem a sua vida pessoal e sentimental resolvida. Tem a sua carreira política encaminhada. Outro no lugar dele ficava sossegadinho e fazia-me o que outros fizeram - mandava-me um e-mail ou um telefonema a manifestarem o seu agradecimento pelo meu contributo. Ele achou que era pouco.

Devo dizer que o Rui é, da sua geração a mais promissora figura do universo social-democrata no Seixal.

É verdade que foi pela minha mão que entrou na Comissão Política há apenas dois anos, mas todo o trabalho que desenvolveu, valeu-lhe ser actualmente vice-presidente da Comissão Política da Secção do PSD/Seixal, sendo unanimemente considerado um activo actual para o nosso partido.

Antes que as mentes deturpadas, invejosas e mal-intencionadas congeminem explicações, devo acrescentar que o Rui não me deve nada, é meu colega de profissão mas não tem qualquer vínculo comigo, não tem qualquer ligação à Câmara Municipal e, inclusive, esperou que a questão do adjunto estivesse resolvida para poder apresentar este texto, para não ser mal interpretado.

Digo igualmente que na Secção nada tenho para lhe oferecer actualmente, já que ele é Vice-Presidente e eu apenas um militante de base e na Distrital ou Nacional também não o posso ajudar, portanto, se eu já estava certo de que não havia nenhuma segunda intenção, para além de uma prova de amizade e bonita demonstração de gratidão (exagerada) com estas pelavras pretendo afastar essa dúvida: O Rui nada quer pelo simples facto de que eu nada tenho para oferecer para além da amizade.

O Rui apenas me justificou esta homenagem com um facto : "vi a linda homenagem que fizeste ao teu malogrado  amigo Carlos e entendi que as homenagens fazem-se em vida".  É o que o Rui faz aqui.

Por fim, explicar que apenas publico este texto, porque seria uma profunda prova de ingratidão, não o fazer, mesmo antevendo as críticas e aproveitamentos que os meus "amigos do costume" vão fazer deste texto.

Aqui vai o texto:

Homenagem a Paulo Edson







Paulo Edson Cunha, deixará de ser no dia de hoje, o Presidente da Comissão Política do PSD Seixal.



Ao contrário do que alguns se apressaram a afirmar, sai por sua vontade e pela mesma porta onde entrou.



É pois, a hora certa para balanços, retrospectivas, e novas estratégias para futuras acções políticas, exercícios que certamente não deixarão de ser feitos, pelos “politólogos” locais.



Mas, é também a hora de homenagear o meu companheiro e querido amigo Paulo Edson.



Foi pela mão dele, que me tornei dirigente do Partido, na altura, aceitei honrado, mas só hoje sei e há distância deste tempo, que estava perante uma pessoa com uma extraordinária firmeza e nobreza de carácter, entre outras qualidades raras nas pessoas, nos dias que hoje vivemos.



Com Paulo Edson, aprendi que afinal há pessoas, capazes de ter a elevação, honestidade e frontalidade, de falar sempre na cara e na presença das pessoas, sem nunca levar ou mandar levar recados, de ninguém e para ninguém.



Nunca conheci ninguém mais correcto, probo, e sério, sempre com o cuidado de contar tudo, de passar toda a informação a quem a devesse receber, por mail, por sms, e por todos os meios possíveis e só com uma preocupação, uma cautela impressionante, para não cair em “argoladas”, cuidados ainda maiores, para não entrar em esquemas, expedientes ou “cambalachos”, sempre correcto.



Paulo Edson é indiscutivelmente um grande ser humano, com uma dimensão moral rara e com um leque de princípios e valores inigualáveis.



Paulo Edson, é além de tudo um trabalhador incansável, e dotado de um optimismo inabalável, é alguém, para quem as pessoas estão acima de tudo, e faz de tudo para prestar auxílio seja a quem for, do mais importante ao mais humilde, a sua vida é um autêntico e alucinante corrupio, pensei muitas vezes em reflexão, como é possível, trabalhar tanto??.



Fiquei e fico muitas vezes triste com os comentários de que é alvo, quando injustamente é acusado de querer protagonismo, de querer fama, de querer aparecer, admito até, que possa passar essa ilusão em face da avalanche de aparições nos mais variados órgãos de comunicação social.



Mas em boa verdade, eu que, muitas vezes o acompanhei, depressa reparei e aprendi, que é uma questão de carisma, de um comportamento com dinâmicas positivas que ele próprio cria em seu redor, sim, é verdade, que conhece muita gente famosa, mas também é verdade, que presta a mesma atenção ao Eusébio, ao Luisão, ao Nuno Gomes e à senhora que vende cautelas, ou ao Sr. que vende melões na rua do seu escritório, quantas vezes trata de assuntos de forma completamente gratuita, só com a satisfação de ajudar e a alegria das pessoas como forma de pagamento.



Muitas vezes, estupefacto, questionei-o porque razão reagia sempre com tanta benevolência e compreensão aos ataques, traições, boicotes e ofensas cruéis de que foi, e é vitima quase diariamente,.. incrível, a forma como ele próprio explica as alegadas razões dos ataques, procurando entender e perdoar as razões dos agressores. A certa altura cheguei mesmo a dizer-lhe que, deveria ficar conhecido no futuro como, Paulo Edson “o Benevolente”, pela capacidade de desculpar quem o atinge das formas mais ardilosas e incompreensíveis.



Eu testemunhei na primeira pessoa, e de muito perto as tormentas que foi obrigado a ultrapassar na altura das eleições autárquicas, firme e corajoso, enfrentou e aguentou de tudo. Acho pois, por isso desnecessários, infelizes e injustos os comentários que referem a questão da vereação e do salário que aufere, embora não veja, nem tenha visto, preocupações idênticas com outros, que são e já foram vereadores, até parece que, foi o primeiro a aceitar o cargo e o primeiro a ganhar para o desempenhar.



Quanto a mim que sou seu amigo, fico orgulhoso, porque sei que trabalhará ainda mais para cumprir com zelo e diligência todos os seus compromissos, sei que está no cargo pelas pessoas que o elegeram e nele confiaram.



Sei também, que se levantará muitos dias às 06.30h e deitará muitas vezes às 04.00h durante estes quatro anos, mas estou certo que, não defraudará os seus eleitores e os munícipes em geral, e estou ainda mais certo, que os seus filhos levarão todos os dias a merenda e o almoço, que o próprio Paulo Edson preparará, com o mesmo cuidado, que tomará as decisões no âmbito do seu pelouro, ou no exercício da sua profissão.



Por fim, e em jeito de despedida, afirmar a minha grandíssima honra e imenso orgulho em ter trabalhado com Paulo Edson, que é hoje para mim uma referência nos valores e na capacidade de trabalho.



È enfim um momento paradoxal da minha vida, estou triste pelo fim da sua liderança, e deste período em que trabalhámos juntos, mas feliz, por ter no Paulo Edson um amigo para toda a vida, BOA SORTE COMPANHEIRO, andaremos por aí.







Rui Belchior Pereira



CPS - PSD Seixal



Advogado

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Ética na política. Isso existe? - comente para o "Comércio..."

Começo esta crónica em claro flash-back, dando desde logo a resposta final. Sim. Claro que existe.

Devemos é ter em consideração que em política as regras são outras.

Um amigo no outro dia dizia-me que não poderia apoiar o Dr. Paulo Rangel por duas ordens de ideias: uma porque ele se candidatou ao Parlamento Europeu e prometeu cumprir o mandato até ao fim e, outra porque alegadamente o mesmo traíu o seu amigo Dr. Aguiar Branco com quem tinha assumido a sua palavra de que lhe dava apoio e não se candidatava.

Se em relação à primeira questão me parece pacifico que o Dr. Paulo Rangel queria efectivamente cumprir o seu mandato até ao final, mas alterações supervenientes das circuntâncias (e não é por acaso que estas alterações estão previstas incluindo na lei civil) o levaram a reconsiderar.

 E que condições são essas?

Ora, o País não vive o mesmo estado em que vivia em Setembro de 2009. Entretanto a crise económica quase atirou Portugal para a bancarota internacional, associado com o clima de crescente instabilidade política derivada dos problemas criados pelas trapalhadas do Sr. Primeiro-Ministro,  obrigam a que quem tem responsabilidade e peso político assuma o seu dever cívico de se assumir como alternativa, com um projecto para o País.

Imaginemos que a coberto do seu compromisso em Bruxelas, Paulo Rangel não se assumisse como candidato, como efectivamente sucedeu. Nesse caso caíria o "carmo e a trindade" porque ele denunciava a situação, tinha, como poucos no País, meios e credibilidade para se assumir como alternativa e não tinha tido coragem de o fazer.

Fê-lo e fez muito bem!

Já no que concerne à segunda questão, a verdade é que apenas dos  seus protagonistas é que a verdade é conhecida. Eles lá saberão o que prometeram um ao outro e a verdade é que o Dr. Aguiar Branco apesar de se mostrar agastado com a decisão do seu companheiro Paulo Rangel, nunca disse que foi traído. Claro que para ele era mais confortável que o Dr. Paulo Rangel não se candidatasse, pois assim aquela parte do eleitorado dentro do PSD que supostamente ele representa, não seria teoricamente dividida com aquele e poderia competir com o Dr. Pedro Passos Coelho (favorito) em circuntâncias mais equilibradas.

Quanto à política local, na passada reunião da Câmara Municipal o tema forte do Período de Antes da Ordem do Dia foi o da criança de 4 anos que  morreu ao cair numa tampa de esgoto indevidamenteOra, como se sabe a Câmara recusa-se a assumir qualquer responsabilidade levando o assunto até às últimas consequências judiciais.




Segundo consta, e foi invocado pelo Sr. Vereador do PS, Dr. Samuel Cruz, que "No anterior mandato todos os Vereadores se manifestaram pelo pagamento da indemnização decidida pelo Tribunal do Seixal (250.000€) mas os Advogados da Autarquia mantiveram o recurso"
Ele vai mais longe e, nos seu blogue deixa estas duas  questões:


1. Somos ou não pessoas de bem que honramos a nossa palavra?

2. Quem manda na Câmara, o executivo ou os advogados?
 
Da minha parte, pugno pelo que sempre pugnei, quer enquanto cidadão, quer enquanto advogado (mas com conhecimento do processo apenas do que sai nos jornais), quer enquanto Presidente da Comissão Política da Secção do PSD (na altura), quer agora como Vereador, ou seja, nunca instrumentalizar este caso para fins políticos, embora pessoalmente sempre tenha entendido que se mandasse teria assumido as responsabilidades perante a família e colocaria termo ao processo judicial.
 
A opinião é pessoal e não institucional e, muito menos vincula actualmente o PSD, mas entendo que há um instituto jurídico, protegido pela lei, mas também pela moral e bons costumes que é o "Bom nome".
 
Ora o nosso "Bom Nome" é previsto e salvaguardado na lei, mas mais do que isso, é salvaguardado na mente de cada um e no imaginário colectivo e, mesmo ganhando-se uma sentença em tribunal (trânsitada em julgado), provando a nossa razão jurídica, se o nosso "Bom Nome" estiver afectado os custos a pagar serão concerteza superiores aos de qualquer sentença.
 
E uma Pessoa Colectiva, como uma Câmara Municipal, também é abrangida por este conceito e, ou tem, ou não tem. Não o consegue nem por sentença, nem por decreto. É tudo uma questão de opção...

sábado, fevereiro 13, 2010

PSD - RUMO À VITÓRIA



O futuro do PSD, e do próximo governo de  Portugal, começa a ganhar forma.

Ontem em Conselho Nacional, órgão máximo do partido, foram agendados os próximos congressos e a data das próximas eleições directas.

Veja aqui (http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=PSD-marca-Congresso-para-13-e-14-Marco-e-eleicoes-a-26.rtp&article=318902&visual=3&layout=10&tm=9)  a notícia.

Entretanto, para a liderança do partido, até ver (falta programa e, sobretudo a equipa) mas conforme disse numa rede social logo que tomei conhecimento da candidatura do Dr. Paulo Rangel, serei seu apoiante, pois, não gosto de passar cheques em branco, muito menos na política, contudo acredito em si e espero que se faça acompanhar de uma equipa nova, com ideias arejadas e se afaste de "barões e Baronetes" e que devolva ao PSD a verdadeira essencia da social-democracia. Espero, a equipa que o acompanhe, assim como o seu programa, mas vejo com muitíssima simpatia a sua candidatura. Palavras deixadas ao meu candidato.      

Relembro que o Dr. Paulo Rangel esteve presente no lançamento da minha candidatura à Presidência da Câmara Municipal do Seixal, no "cacilheiro do Tejo" e que esta fotografia foi tirada em Almada, por coincidência feliz, no dia em que ficou conhecida a sua candidatura ao Parlamento Europeu.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Estudo de risco sísmico e de incêndio nos núcleos urbanos antigos - Comente para o "Comércio..."

O que aconteceria se houvesse um sismo de grande magnitude no Seixal? 

Quais os edificios que seriam mais afectados?



Existiria perigo de derrocada? 



Quais as medidas que podem ser tomadas de modo a prevenir e minorar os efeitos dum sismo?

Estas e muitas outras questões irão ser alvo dum estudo de uma equipa de investigadores do departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra e da Universidade de Aveiro, a pedido do Pelouro da Protecção Civil da CMS.

Este estudo tem duas vertentes: A avaliação de vulnerabilidade e risco sísmico do edificados dos centros urbanos antigos do Município do Seixal e a avaliação de vulnerabilidade à deflagração e propagação de incêndios nesses mesmos centros urbanos.

Assim os 4 núcleos urbanos antigos (Seixal, Arrental, Amora e Paio Pires)  serão alvo de inspecções por parte dos investigadores. Seixal será o primeiro núcleo urbano a ser estudado, já a partir de dia 15 de Fevereiro. Desde já apelo a colaboração dos proprietários dos edifícios que irão ser inspeccionados. 

Eu acredito que estas iniciativas são fundamentais de modo a diminuir e evitar danos patrimoniais e não patrimoniais em caso de uma catástrofe ou acidente grave. As verbas despendidas com este projecto terão como resultado uma resposta mais célere e adequada por parte dos nossos meios de socorro.

Neste aspecto queremos marcar uma diferença em relação ao resto do país onde não existe uma cultura de gestão do risco, nem programas de mitigação dos mesmos. No final deste estudo iremos poder contar com um documento estratégico com a apresentação de resultados e na definição de linhas orientadoras na salvaguarda do nosso património.  

E não só! Há que não esquecer que esta iniciativa é igualmente determinante na sensibilização e informação dos munícipes.

Assim o Pelouro da Protecção Civil irá usar todos os meios ao seu alcance de modo a divulgar este projecto ao longo dos próximos meses. e solicita, desde já a colaboração de todos vós na sua execução, iniciando essa ajuda colaborando na facilitação a proporcionar aos técnicos que visitem as vossas casas.

Não esqueça: Já na próxima semana o estudo inicia-se no núcleo histórico do Seixal. Colabore

Comente para o "Comércio do Seixal e Sesimbra"


Por um Seixal mais Seguro         

domingo, fevereiro 07, 2010

Insónias II - "Por uma comentadora"

Quando há uma semana deixei aqui um conto "Insónias", nas diversas respostas, retive esta que vos deixo, por ter achado engraçado a réplica e por ter encontrado valor no seu poema.
É de uma comentadora (pelo menos fala no feminino) anónima, a quem agradeço.

"Insónias"



1 da manhã


Deito-me, viro-me


Reviro-me, tapo-me


Descubro, penso


Repenso, tenso




Na madrugada fria em insónia profunda




Preciso dormir, pois amanhã é 2ª


Procuro, sem exito, abster-me do mundo




O pensamento parece cada vez mais profundo




2 da manhã


fumo um cigarro, observo


enervo-me, idealizo


Realizo, discordo


Recordo, acordo




Não há momento melhor do que a noite para analisar a vida, um turbilhão de ideias perpetua-se




Já cansada, a cabeça sem descanso




Resolvo levantar-me, pegar num lápis e numa borracha




3 da manhã


Desenho, escrevo


Descrevo, rabisco


Risco, misturo


Procuro, escuro




Não aguento, paro


Reparo, deito-me


Sem jeito, tapo-me


Viro-me




Reviro-me, aqueço-me


Tento, não desisto


Insisto, respiro


Expiro, trago



E por fim apago
 
Desejo-vos, um bom domingo

sábado, fevereiro 06, 2010

Vergonha na cara

Sou, desde sempre, um critico do nosso Primeiro-Ministro, Eng (?) José Socrates.

Não. Não é por ele ser do PS, nem por qualquer outro motivo que reputo de menor, mas sim porque não aprecio pessoas de carácter duvidoso. E o carácter dele hoje em dia, pelo menos para mim, não é duvidoso.
Tenho certezas bem definidas. E não são boas.  E isso é que é preocupante.

As histórias que sempre vieram a lume sobre a sua conduta, com muitas provas, que mesmo não podendo ser aproveitadas judicialmente (e o aproveitamento da prova material para fins jurisdicionais tem cambiantes que a razão desconhece) têm sido amplamente comprovadas, através de provas irrefutáveis apresentados pelo chamado "4.º poder", ou seja, pela comunicação social e que o Sr. Engenheiro tão sabiamente tem tentado anular.

Falo por exemplo das escutas. As escutas, com todas as cambiantes que o direito permite discutir, são indiscutíveis num ponto: tornam conhecido de todos nós a "matáeria" do que esta malta que nos governa é feita.

Usei conscientemente a expressão "esta malta" pois depois de ter ouvido, ou lido, o que foi dito pelos interveninentes no caso "casa pia" (ainda se lembram da linguagem, dos protagonistas e dos factos?), do apito dourado (ainda há dias coloquei no blogue as escutas que estão na net) e agora do caso "face oculta", leva-me a pensar que o melhor tratamento que os nossos governantes nos merecem é "aquela malta", estando a "anos luz" da linguagem deles, inclusiva a referirem-se ao Chefe do Estado ou à líder da oposição.

Bem, mas a linguagem que o nosso primeiro, o Sr. Pinto da Costa, O Sr. Major Valentim Loureiro, O Sr. Pinto de Sousa (o da arbritagem, não confundir com o nosso Primeiro), o Sr (será Dr.?) Armando Vara e quejandos usam é menorizada pelo que fazem.

E quem o diz não sou eu, mas sim Agentes da Polícia Judiciária, Magistrados do Ministério Público e Juízes de Instrução. Em qualquer um dos casos de que falei.

Bem, mas no "Face Oculta" então, as provas são irrefutáveis e se juridicamente o Sr. Procurador-Geral e o Sr. Presidente do Supremo Tribunal de Justiça tomaram decisões de que os deviam envergonhar e fazer tomar agora as devidas consequências, já no que tange á situação política, estou certo que se estivéssemos perante um homem de carácter, depois destas escutas terem vindo a público, o nosso Primeiro-Ministro só tinha uma saída - sair com dignidadade, demitindo-se.

A vida de facto não está fácil para José Sócrates. Esteve quatro anos a pedir sacríficios aos Portugueses em nome do Pacto Estabilidade e agora temos um défice (9,3%)  ao nível da Grécia que está na bancarrota. Portugal nesta semana perdeu o crédito que ainda lhe restava perante os investidores estrangeiros e, estamos á beira do precipicio.

Na mesma semana, somos confrontados com a tentativa de silenciamento de Mário Crespo, depois de já ter conseguido silenciar José manuel Fernandes do "Público", tentar silenciar "Marcelo Rebelo de Sousa" da RTP, tê-lo feito com Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz na "TVI" e de todos os casos menores que nem conhecemos.

Tudo misturado com o tal "plano que se concretizaria através de uma rede instalada nas grandes empresas e no sistema bancário" e que "recorria até a prestação de informações falsas às autoridades de supervisão"

Quem o diz? eu? não os titulares do processo.

Estamos bem entregues!

Perante isto, demita-se Senhor Engenheiro!


segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Insónias

Na sequência de um desafio promovido pelo jornal "Comércio do Seixal e Sesimbra", onde deveremos escrever uma frase sobre insónias, para ganhar um livro, respondi ao desafio, mas fui mais longe.
Adaptei um texto (conto) que escrevi que agora vos apresento.

Não façam exercícios especulativos. É pura ficção.

Boa leitura e boa semana

CONTOS DE FIM-DE-SEMANA : Anatomia de um ”quase golpe” 



Eram cerca das 2 da manhã. O ambiente é o normal. Um porteiro pede € 5,00. Dá para duas cervejas ou uma bebida espirituosa. Provavelmente marada, digo eu, que sou o autor desta história.

O ambiente estava murcho. Faixa etária elevada para os padrões do nosso Anastácio. Comenta isso com o amigo. Este sossega-o. Ainda é cedo. “carne mais fresca” não tardará. Assegura.

Uma imperial. Acompanha-se a música. Estuda-se o ambiente. Alguns solteiros, almas solitárias, com olhar matador. Escolhem locais estratégicos, onde focar as suas presas.

O nosso Anastácio, está out de tudo isso. Pensa na sua vida. Curte a música. Dança compassada e lentamente pensando em tudo. Não está ali para caçar. Quer divertir-se. Cansa-o esse jogo do “gato e do rato”. Mas o jogo é mais forte do que ele. Ele é um sedutor. Tem de seduzir, mesmo quando não o quer fazer.

Com a abnegação própria de quem vai cumprir a sua obrigação, qual polícia que inicia o “giro”, Anastácio procura-a. Há-de encontrar. Não sabe o que quer. Quem quer, nem sequer para que quer, mas sabe que quer.

A pista vai enchendo. O seu amigo não falha. A “carne fresca” chega. Misturam-se odores. Hálito carregado a álcool, perfume intenso e sedutor. Tabaco, naquela tamanha mistura de fragâncias tão característica dos espaços de diversão.

De repente repara melhor. Há um casal jovem, que o observa desde que ele chegou. Ainda a pista estava vazia. De facto são os mais novos e mais bem parecidos. Talvez por serem um casal, Anastácio nem havia fixado bem. Um olhar furtivo. Outro olhar. Observador. De facto ela tem sex-appeal. Calças de ganga. Camisa branca. Dança com uma cerveja na mão. Olhar correspondido. Coincidência pensou. A distância entre eles era considerável. O fumo e os corpos das outras pessoas, quais figurantes, obrigam-nos a um zigzaguear constante na procurava desse olhar. Já não furtivo..

Anastácio comentou com o amigo sobre a presença do casal e, sobre o facto de estranhamente lhe ter escapado aquela “miragem”. O amigo referiu que estava a observá-los e não lhe parecia que fossem namorados. Talvez irmãos. Estava lançado o desafio.

Anastácio decide certificar-se se ela o observava a ele, ou era apenas coincidência de ambos estarem virados um para o outro embora em lados opostos da pista. Um olhar “preso” um no outro. Um sorriso. O parceiro dela a observar. Atrapalhação total. Há que evitar problemas, mas a dúvida instala-se. Novo olhar de relance, quase simultâneo com o dela. Ligeiro sorriso.

Ela dá um forte indicador, mexe nos cabelos, alisa-os. Olham-se. Observam-se. Será? E ele? Namorado? Comentam algo um para o outro. Riem-se os dois. Estarão a gozar com ele?

O acompanhante vai buscar mais duas cervejas. Cruza-se com o Anastácio, que comprometido desvia o olhar. Ele sorri. Está “por cima”. O que se está a passar?

As trocas de olhar entre a jovem e Anastácio intensificam-se. A atracção é mútua. Já nada se interpõe entre os seus olhos. Nada não é bem assim, uma rapaiga lembra-se de dançar quase em cima do Anastácio. É engraçada, porém Anastácio nem repara. Ela dança com um gordo que tenta desesperadamente chamar-lhe a atenção. Ela cola o seu corpo a Anastácio. Meneia o cabelo e as ancas. Ele cheira-lhe o champô e até o perfume, tal a proximidade quando ela se deixa descair. Anastácio, não é que não esteja a gostar, mas naquele momento as suas prioridades são outras. Afasta-a. Afasta-se dela. Ela em cima dele, mais o raio do gordo tapam-lhe a visão. Escolhe outro angulo. Tenta escapar ao ângulo de observação do acompanhante. Não consegue. O acompanhante faz questão de continuar a observá-los. Estranho. Ela, porém, continua a olhá-lo. Agora dança com um sorriso aberto que permite ver à distância uns lindos e brancos dentes.

Anastácio decide afastar-se. Procura outro lado da pista. Não quer confusões e há um acompanhante pelo meio. Muda de local e dança de costas. Tenta esquecer a sua imagem. Fica assim um pouco. Bebe também ele outra cerveja. Geladinha. Para arrefecer os ânimos. Tenta concentrar-se na música. Recordar-se de outras situações.

De repente, tem-na à frente. Foi ele que a procurou? Foi ela? Foi o destino? O que importa isso agora? Eis que ela está sozinha. Anastácio não avança. Falta saber do acompanhante. Dançam assim, um para o outro. Tudo o resto deixa de existir. Olhos nos olhos, á distância de um click. Conseguem cheirar o odor um do outro. Os corpos tocam-se, primeiro ao de leve, depois despudoradamente. Ele não a beija. Não a quer beijar. O beijo é apenas um beijo. Assim a magia dura a noite toda. O acompanhante reaparece, quando Anastácio está quase a entregar os pontos. O desejo estava ao rubro. Anastácio afasta-se. O acompanhante imbuído por um novo alento começa a tentar algo. Percebe-se que não namoram. Ela, com o acompanhante no meio dos dois, desafia a gravidade e mantém os olhos fixos em Anastácio. Como um íman. Riem-se um para o outro. Anastácio desfruta do momento. Sem uma palavra, sem um beijo, ele consumiu-a. Consumiu a sua alma.

De repente a música pára. Hora de encerrar. Cada um para o seu lado. Dever cumprido. Uma dúvida persiste na cabeça Anastácio : Que raio era o acompanhante: Amigo (pretendente), namorado ou irmão?
O que perdura na mente de Anastácio? A garantia de uma insónia...

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Fim de um ciclo - Início de outro

Hoje, sexta-feira, convido os militantes do PSD a deslocarem-se à nossa sede, para exercerem o direito a voto.
Para a Comissão política de Secção, concorre apenas a lista A, encabeçada pela nossa companheira Catarina Tavares, tendo como candidata a  vice-presidentes a Dulce Nunes e o Rui Belchior Pereira. Na mesa estará a Cristina Melo.

Pelo que conhecem de mim, escuso de dizer que esta lista tem o meu voto, a minha confiança política e pessoal e que vai guindar o PSD do Seixal a um nível superior.

Para a Comissão Política Distrital, gostaria de dizer que sou, com muito orgulho, mandatário da Lista A, ancabeçada pelo Luís Rodrigues.

A sua capacidade de trabalho, inteligência, capacidade política, honradez e amizade, fazem-me apoiá-lo, indicar a intenção de voto na sua lista e desejar a sua vitória, não obstante a minha amizade e reconhecimento pela capacidade do cabeça-de-lista da lista B - Pedro do Ó Ramos. Mas temos de escolher um e, a minha escolha está feita. E a sua?




Esta sexta-feira, dia 29 de Janeiro, quando estiver a ler o jornal “Comércio do Seixal e Sesimbra” , com os comentários selecionados de todos aqueles que tiverem a amabilidade de os colocar no blogue, será o dia em que se encerrará um ciclo para mim, para a equipa que liderei ao longo dos últimos 2 anos (quase a mesma dos 2 primeiros anos, portanto quase que posso dizer a equipa dos últimos 4 anos) e para o próprio PSD/Seixal

Fala-se muito em que os partidos não se devem fechar sobre si mesmos, não devem discutir assuntos internos na “praça pública” e eu tenho cumprido esse desiderato, no entanto, hoje escrevo especialmente para os militantes e simpatizantes do PSD, assumindo conscientemente o facto de estar a ser lido por simpatizantes, militantes ou votantes noutros partidos.

Sei os riscos que corro. Até consigo antever os comentários dos críticos que, post após post, iniciativa após iniciativa, nunca deixaram de colocar a sua crítica, repetida pela enésima vez, na vã esperança de que se transformasse na mais absoluta e inquestionável verdade.

Antes de mais quero expressar o enorme orgulho em ter liderado os destinos do PSD no concelho do Seixal ao longo dos últimos 4 anos. Orgulho, pelo orgulho de ser social-democrata, assumido, sem ambiguidades, incondicional.

Orgulho por ter trabalhado, admito que nem sempre bem, mas sempre MUITO.

Orgulho por ter obra para deixar. Desde logo a nossa sede. Finalmente nossa e ainda para mais, melhorada.

Orgulho por ter exposto o trabalho autárquico, dos nossos autarcas, como nunca o havia sido até aqui. Admito a subjectividade do julgamente, mas objectivamente ele existiu e foi dado a conhecer a todo o concelho.

Orgulho por ter participado em 3 (três) campanhas eloeitorais, embora com os resultados que se conhecem, ainda assim sendo uma das 3 secções do distrito que apresentou melhores resultados relativos.

Orgulhoso por o PSD/Seixal ter acompanhado todos os dossiers políticos importantes do nosso Concelho nos últimos 4 anos, desde a questão do Hospital, do Plano Pormenor da Torre da Marinha, do Plano Pormenor de Vale dos Chícharos, passando pelo Sapal de Corroios, encerramento dos SAP´s, intervênção nas escolas do concelho, MST, acabamento da alternativa à EN10, questão dos cheiros do aterro sanitário, os buracos, a Quinta dos Lírios, as AUGI´S em Fernão Ferro, Pinhal dos Frades,etc, etc, para além de termos sido eleitos como uma voz respeitada e solicitada pelas populações para fazer chegar junto ao executivo as suas reivindicações, ambições, frustações e reclamações.

Orgulho pela equipa. Desde o Deputado Eng.º Luís Rodrigues, que sempre me/nos apoiou, passando pela actual deputada Dra. Clara Carneiro, inestimável no seu apego às nossas gentes, passando pela Dulce Nunes, candidata pelo PSD na Freguesia de Corroios, pela Dra. Cristina Melo, ex-Presidente da Assembleia de Freguesia de Corroios e minha 1.ª Vice-Presidente, pela ascenção do meu amigo e valoroso advogado, Rui Belchior Pereira, ou pelo promissor Dr. Miguel Martins, ex-Presidente da JSD do Seixal e actual Presidente da JSD do Distrito de Setúbal, ou pelo actual Presidente da JSD da Secção do seixal, jovem advogado, Nuno Gonçalo Poças, ou ainda pelo meu grande amigo Camilo Catanho, ou pela Dra. Catarina Tavares, actual candidata a minha sucessora, pelo defensor das gentes de Fernão Ferro António Ferreira, ou ainda pelos Trabalhadores Social-Democratas Galrinho e José Sena, do Comandante F. Sousa ou ainda pelo Presidente da Mesa da Assembleia da Secção e ex-vereador do PSD, Prof. Manuel Pires, e por tantos outros que o espaço não me permite nomear, a todos o meu obrigado por me terem acompanhado.

Fico igualmente orgulhoso por sair pelo meu pé. Tomei esta decisão em Agosto de 2008, antes das eleições autárquicas e comuniquei-a a toda a equipa. Não é uma decisão que tenha a ver com qualquer facto político. Saio por motivos pessoais (de certa forma conhecidos da generalidade das pessoas) e, sobretudo por me querer dedicar em exclusivo ao Pelouro que me compete. Quero continuar a assumir a bandeira social-democrata, a respeitar quem em nós votou, mas o combate agora é outro, noutro fórum, com outras gentes. Sei que há quem continue o trabalho realizado e tenha capacidade para fazer, até melhor. Acredito nisso!

Aos militantes, simpatizantes e votantes no nosso projecto, quero agradecer todo o apoio recebido. Quero, nesta hora dizer que assim como muitas vezes um político se sente injustiçado com algumas críticas, também sabe estar orgulhoso e lisonjeado com os elogios. E eu não esquecerei jamais, nem umas (críticas), nem outros (elogios), porque ambas me fizeram crescer como homem.

Por fim, orgulhoso porque, apesar de ao longo deste percurso ter integrado vários cargos públicos e  políticos, continuo a não me considerar um político. Pelo menos um político tradicional.

Continuo a ostentar uma saudável ingenuidade de que tanto me acusam, opositores e apoiantes, quando elogio adversários, me intitulo amigo de uns, saúdo outros, mantenho um blogue pessoal, que embora extremamente politizado, nunca abdiquei de o assumir como pessoal, com alguns danos colaterais de todos conhecidos.

Os custos a pagar têm sido elevados. Chegam ao desplante de me contarem pormenores da minha vida pessoal (mentiras, claro) que eu desconheço, como se eu fosse um mero actor da mesma. Que estive no lugar X, que aliás,  nem conheço, que já vivo com a pessoa y, que isto e aquilo. Até cansa!
Costumo dizer a brincar que um dia destes convidam-me para o meu próprio  casamento, com uma noiva inventada à medida de certas mentes. Ao menos escolham-na bem, num local bonito e, não se esqueçam -convidem-me...


segunda-feira, janeiro 25, 2010

O Praticante

A crónica que segue, ainda foi escrita em Outubro de 2009 para a revista "O Praticante", que entretanto só saíu a sua edição em Dezembro de 2009.

Atrasada, mas aqui a publico no blogue. A foto foi tirada com o "King" a seguir a uma vitória do Benfica já desta época e está também na revista.




Muitos dos leitores decerto têm conhecimento que venho de um acto eleitoral do qual fui cabeça de lista por um partido.
Sabem igualmente que nunca usei este espaço para fazer política. Refero-o para melhor enfatizar o meu orgulho de fazer parte desta equipa.

Escrevo para alguns jornais locais. Dei entrevistas. Saí em muitas reportagens no âmbito das eleições e da minha actividade profissional, mas quando vou à Costa de Caparica,, a Sesimbra, a Setúbal ou aqui no Seixal e em muitas outras localidades lá me aparece uma edição do “Praticante” numa repartição publica, num café, numa associação, etc.

E é com profundo orgulho que ao ver essas revistas, constato a excelencia do papel, a diversidade dos assuntos tratados, o cuidado nas reportagens. Constato igualmente o cada vez maior interesse das próprias organizações das provas , que ao invés de outros tempos, são elas que querem promovê-las nesta revista e não a revista a querer promover esses eventos, antes limita-se a querer informar o seu vasto público.

E também percebo que a revista é uma aposta ganhadora. Inovadora. Associada a um clube de carolas, mas coom atletas vencedores. Orgulho-me de pertencer a esta equipa.

Sei que esta publicação já passou o que de pior tinha para passar. 2008 e 2009 foram anos difíceiss para todos. Não se investe em publicidade em períodos de recessão. Mas sei que 2010 augura a retoma e, com ela, o investimento.

E estamos num bom período. Estamos na retoma económica, que paulatinamente vai tomando conta das nossas vidas. Como disse, 2010 será um ano de retoma económica mais firme. E, há mais..

Há uma boa notícia para os agentes económicos...o Benfica.

Há uns anos um Ministro, que sinceramente não me lembro qual, disse que quando o benfica ganhava a economia Portuguesa crescia. É real. Não estou a inventar. Nem sequer estou a exacerbar o meu benfiquismo. Ele disse-o e, pior, estava mesmo convicto do que dizia. Teria estudos que suportassem essa ideia? Não sei, mas percebe-se. As pessoas ficam felizes, logo produzem mais e melhor. Todos sabemos que os Portugueses são uim povo lamechas e sorumbático. Todos sabemos que o nosso nível de vida é mau, os níveis de iletracia são elevados, a produtividade diminuta, o dinheiro no bolso escasso, os êxitos internacionais no âmbito profissional, artísticos ou mesmo desportivos são raros e, por isso, preferimos o fado ao samba, a nostalgia à alegria, a vitória moral e o mal-dizer à vitória suada e estudada.

Por isso criticamos a soberba do Cristiano Ronaldo e do Mourinho, por se acharem os melhores do mundo. Que direito têm eles, simples portuguesinhos, de se acharem os melhores? Os Portugueses nem percebem que eles são mesmo os melhores. Estão entre os melhores e são assim considerados por todo o mundo. Preferimos a doce ilusão e a triste resignação. Não estamos habituados a ganhar, a ser bons, a ser confiantes.

Ah, e vivemos de clubite. Não nos interessa se a nossa equipa ganha por “meio a zero” com um auto-golo que não passou a linha do golo e foi apontado em período de desconto que era injusto. Queremos é ganhar.

Voltando ao Benfica, este Benfica versão Sec. XXI a fazer lembrar o benfica dos tempos do Eusébio (na foto ao lado a seguir a uma das goleadas que temos dado) está a pôr o País em delírio. As pessoas só podem estar felizes. Todos esquecemos as arguras da vida. Já não temos (nós Benfiquistas, claro) vergonha de ir ao café, de ir para o trabalho. Já podemos receber as sms´s a seguir aos jogos. Já não nos gozam. Agora somos nós. Agora vamos levar este País para a frente. Agora vamos comemorar cada goleada com mais meia-hora no trabalho, porque vamos querer olhar para a cara do chefe e dizer-lhe que estamos felizes, que a vida afinal é bela, que queremos dançar merengue ou samba.

Agora vamos querer ir ao café, discutir futebol e ajudar esse ramo de actividade. Agora vamos comprar jornais, porque queremos ler o que dizem do nosso clube e vamos ver televisão, ajudando na publicidade.

2010 vai ser o ano da águia. Da Vitória. Da vitória águia e da vitória deste projecto. Da vitória deste País no mundial do nosso contentamento. Da vitória da nossa economia. Da vitória da esperança...eu acredito. E você?
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Nota: Hoje "parada de estrelas" no jogo contra a pobreza no Estádio da Luz.
Excelente iniciativa benemérita do Benfica. E a favor do Haiti...
Participe.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

E nós, estamos preparados? Comente para o "Comercio..."



Segunda.feira, apercebi-me tarde de mais que estava a perder um programa importante para as minhas funções, mas também enquanto cidadão, para me manter informado sobre uma realidade que infelizmente pode acontecer a qualquer um.

Refiro-me concretamente ao “Prós e Contras” que genericamente versava sobre o que aconteceria em portugal no caso de termos um sismo tão violento como aquele que ocorreu no Haiti.

Como disse, já só apanhei a parte final do debate, mas é uma reflexão que todos nós certamente já fizemos, e que, conforme facilmente compreenderão, eu tenho feito bastante desde que assumi este pelouro.

Ainda estou na fase de reconhecimento das situações, como se costuma dizer “a conhecer os cantos à casa”, contudo já deu para perceber que “a casa está bem arrumada” e que o Seixal oferece, neste âmbito, condições e garantias aos seus munícipes e que é bom que os mesmos tenham conhecimento que efectivemente assim é.

Antes de mais, e para evitar cenários mais alarmistas, proferidos até por ex-responsáveis do executivo, incluindo no supra referido programa, começo por destacar que foi recentemente enviado para a Autoridade Nacional da Protecção Civil o nosso Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil, que foi recentemente aprovado em sede de Serviço Municipal de Protecção Civil e, já com as alterações que essa entidade havia proposto (já no meu mandato, mas com trabalho efectuado pelos meus antecessores).

Devo acrescentar que o Plano Municipal de Protecção Civil é aprovado sob a égide do Sr. Presidente da Câmara Municipal (Director do plano), a quem a lei confere o estatuto de responsável máximo, mas conta com a presença do Vereador do Pelouro e  com a colaboração e intervênção activa de todas as forças vivas da sociedade nesta área, incluindo bombeiros, responsáveis pela saúde, forças de segurança, Polícia Marítima, etc, etc.

Penso que, quando o mundo assiste horrorizado e atónito para a descoordenação de meios no Haiti (um dos Países mais pobres do mundo), quando se questiona sobre a capacidade das suas autoridades responderem e, se têm alguma coisa prevista nessa matéria, que é importante que os responsáveis nacionais, distritais e concelhios venham dizer presente.

Devo acrescentar que há menos de um ano ( e ainda no mandato anterior) ocorreu um largo exercício de simulacro no nosso concelho, onde as autoridades puderam recolher elementos importante que, caso seja necessário (esperemos que nunca isso ocorra) as ajudarão a responder.

Por fim, gostaria de dizer que existe, e tem existido nos últimos anos, uma estratégia de sensibilização e informação pública, sobretudo nos estabelecimentos escolares, estratégia que tem tido enorme adesão por parte do público-alvo, sobretudo crianças e jovens.

Se estamos efectivamente preparados, infelizmente só saberemos se ocorrer, por isso, resta-nos rezar pelas vítimas do Haiti, pelos sobreviventes e, para que tenhamos a sorte de a natureza não nos surpreender com uma catástrofe dessa dimensão e, se tal ocorrer, que todos nós estejamos à altura de responder à medida das nossas responsabilidades.

Comente para o "Comercio do seixal e Sesimbra" e veja os seus comentários publicados na próxima edição.

domingo, janeiro 17, 2010

Geração Muito à Frente



Recebi esta "deliciosa" carta  por e-mail,  (daqueles mails de brincadeira que todos mandamos e recebemos)   que queria compartilhar convosco neste espaço.

Se se riram tanto a lê-lo quanto eu, então começam o vosso domingo mais bem dispostos..

Bom fim-de-semana

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Reunião, obrigação ou massacre?

Reunião de Câmara marcada para as 15h. Pouco tempo depois já lá estávamos, para uma reunião que havia de começar minutos depois.

Período aberto à população. Um munícipe, á saída afirmou "entrei com um problema, saio com dois ou três".

As horas passaram-se. Os argumentos esgrimiram-se. O cansaçõ, por vezes venceu o descernimento. Algumas boas notícias que em breve darei conta. Outras, preocupantes.

16h, 17h, 18h, 19h, 20h ... um café, mas sem intervalo, sentadinhos à mesma e sem interrupção dos trabalhos, 21h, 22h, 23h, ufa,, acabou.

Reunião de Câmara? Sim, claro.

Obrigação de eleito? Obviamente e com muito prazer.

Massacre? um pouco. Somos seres humanos e não máquinas. Estar sentados das 15h às 23h, ininterruptamente, desligados do mundo exterior é dose..

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Amor, loucura ou crime? Comente para o "Comércio..."

Estamos ainda na aurora do ano 2010, da segunda década do milénio, ainda com a cabeça nos balanços do ano transacto e da década 2000-10.

As publicações escritas, radiofónicas, televisivas, blogues, sites, agências, etc, acotovelaram-se a ordenar por grau de importãncia sobre o acontecimento do ano, da década, nacional, internacional, das várias áreas da nossa vida.

Como sabem, sou um ávido consumidor da imprensa, sobretudo escrita, que devoro no meu tempo livre e diversos analistas que falaram e escreveram nesses imensos jornais ou revistas que li, ou programas que vi ou ouvi, referiram o 11 de Setembro como o acontecimento mais marcante da década.

Não podia estar mais de acordo. Alterou-nos a forma como vemos muitas questões. Diria que o mundo perdeu parte da sua inocência nesse fatídico dia.

Na semana passada, um casal, supostamente apaixonado, depois de se despedir num qualquer aeroporto internacional (salvo erro de Londres) resolveu manifestar de uma forma mais intensa as saudades que concerteza sentiriam com a separação e, o homem, num impulso, chamou a sua amada, já depois do check-in, e ambos correram um para o outro, ultrapassaram as barreiras, deram um beijo apaixonado e despediram-se.

Certamente devem estar a pensar o que tem esta história de extraordinária para eu me dar ao trabalho de a contar e vocês tempo a lê-la? Ora, seria uma linda, mas insignificante história de amor, de um casal que tem tanto de impulsivo, quanto de inofensivo, não fosse o facto de esse acto ter alertado as autoridades e ter colocado durante horas o aeroprto em alerta máximo, suspendendo todos os vôos, enquanto não se apurasse que esse beijo não era um indicador de uma despedida de um casal suicida.

Permitam-me que pergunte: para onde caminhamos? já desconfiamos da nossa própria sombra? já não podemos exteriorizar sentimentos? ora bolas, já nem num acto impulsivo, podemos beijar a nossa apaixonada, uma última vez?

Impulsivo, impulsivo, não se pode dizer que tenha sido o comportamnto da Câmara Municipal do Seixal na famosa história do quadro eléctrico da Escola EB n.º 1 da Arrentela, que após desesperante 13 anos, lá conseguiu a proeza de ver instalado o quadro elécrtico que, afinal era possível instalar.

Pelos vistos uma notícia num jornal opera milagres na Câmara Municipal do Seixal e, depois do desespero e alertas de Pais, Professores e Alunos terem literalmente caído em "saco roto", eis que finalmente a solução parece encontrada. Há uma semana abordei a questão, esta mesma semana tencionava deslocar-me à escola juntamente com representantes da Comissão Política do PSD do Seixal, o que se torna desnecessário com a solução do problema, mas como diz o Povo na sua infinita sabedoria popular - Mais vale Tarde do que Nunca!

Mas Sra. Vereadora da Educação, os problemas do Parque Escolar do Seixal não se esgotam no fatídico e famoso Quadro eléctrico. Outras escolas têm graves problemas, destacando esta semana a Escola E.B. n.º 1 dos Morgados que tem problemas idênticos. vamos agir ou reagir? Espero que leia estas palavras e que para a semana em vez de estar aqui a criticá-la, venha elogiar a sua acção ( a bem de todos, principalmente dos alunos, professores e funcionários) neste mesmo espaço.

Por fim, voltemos ao Metro Sul do Tejo. "O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita". A semana passada referia que no dia em que o jornal saísse à rua fazia precisamente 6 meses sobre o fatídico acidente que vitimou um senhor. Perguntava se era preciso mais uma morte no mesmo local (Corroios) para as autoridades actuarem. Não houve uma morte (felizmente), mas um acidente grave, com mais um atropelamento. As autoridades ainda não actuaram...

Continuem a enfiar a cabeça na areia...

Pode comentar, sendo os vossos comentários publicados no "Comércio do Seixal e Sesimbra" entre os comentários escolhidos pela direcção do jornal.

sábado, janeiro 09, 2010

Serviço Publico: Pergunta ao Governos feita pelos Deputados do PSD do Círculo de Setúbal

Expeça-se


Publique-se

/ /

O Secretário da Mesa







☐ REQUERIMENTO Número      /XI (     .ª)

☒ PERGUNTA Número      /XI (     .ª)







Assunto: AUMENTO DE PORTAGENS NA A2 E A12 (Distrito de Setúbal)



Destinatário: Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações





Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia da República





No final de 2009 vieram a público notícias que informavam que as portagens nas autoestradas em Portugal não iriam aumentar, excepto na A2 e na A12, em lances localizados no Distrito de Setúbal.

Este aumento concretizou-se sem que na prática o serviço prestado tenha sofrido qualquer melhoria.



Os utilizadores destas autoestradas, cidadãos e empresas, não se aperceberam de qualquer melhoria, não percebendo porque é que foram os únicos em Portugal a serem discriminados negativamente.



Na resposta o que se verificou foi uma tentativa do Governo em atribuir a responsabilidade desse aumento ao concessionário, enquanto que este atribuiu a responsabilidade ao Governo, aparentemente, por uma renegociação ocorrida entre as partes no final de 2008.



Os utilizadores, apesar de serem a única parte que não teve voz activa na renegociação do contrato, são a parte que via pagar os custos desse negócio.





Esta discriminação negativa parece demonstrar que os cidadãos do Distrito de Setúbal para o Governo são cidadãos de segunda.



Considerando inadmissível esta situação, exige-se a reposição do valor das portagens na A2(Palmela/Setúbal) e A12(Montijo/Pinhal Novo) nos valores anteriores.



Assim, por ser do interesse público, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais em vigor, requere-se ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, as seguintes informações e esclarecimentos:



1- Que diploma legal levou ao aumento das portagens na A2 e na A12 no Distrito de Setúbal?



2- Que responsável governamental assinou esse diploma? Foi publicado em que Diário da República? Qual?



3- De 2009 para 2010 qual o serviço que teve melhorias para o utilizador que sustentam o aumento das portagens?





Palácio de São Bento, 7 de Janeiro de 2010.



Deputado(a)s:

Luis Rodrigues

Fernando Negrão

Mercês Borges

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Mais uma estrela no céu

Se é leitor habitual deste espaço e vem à procura da próxima trica política, da moção, da posição do vereador ou do presidente do PSD/Seixal então peço-lhe o favor de não perder tempo com este post.
Amanhã, com a "cabeça limpa" prometo voltar aos temas que procura.

Hoje estou a escrever para o Carlos, sei que ele me está a ver a fazer este texto. Sei que ele vai ler. Sei que ele vai sentir cada lágrima que derramo por ele. Na vida deixamos poucos amigos. Às vezes, como é o caso, nem somos amigos desde pequenos. Nem sequer nos falávamos frequentemente. mas somos amigos...

Carlos, recebi um e-mail teu este natal, respondi  também por e-mail. Não tivémos, nem tu nem eu a decência de nos despedirmos e eu agradeço-te e aos Deuses por isso. Não saberia o que te dizer...

Carlos, domingo após domingo, ano após ano, lá estávamos no "Barracão" do Alfeite, tu, eu o Xinês, o Crespo, o Avançado, o Augusto, o Melo, o teu irmão, o teu primo e outros, a corrermos... a jogarmos, a vivermos...

Carlos, lembras-te?, quase sempre jogavas na minha equipa, porque éramos amigos, porque nos compreendíamos. Tu, mais do que os outros tinhas paciência para  a minha impaciência, tu rias-te de quando eu te perguntava se tinhas tido uma paragem cerebral a meio da jogada e, tu, Carlos, ainda justificavas. Justificavas sempre e depois eras sempre o meu companheiro da imperial ao fim das mais de 3 horas que os nossos intermináveis jogos duravam. Ríamos com isso. Os profissionais bebem água. Nós não éramos profissionais, não era o que respondias?

Aí Carlos, falávamos da vida, das mulheres, do nosso Benfica, das jogadas, jogadas entre amigos, Carlos, falávamos da vida...

Carlos, não te perdoo não compareceres nunca mais  ao nosso jogo.

Carlos, desde que foste para Leiria quase só nos víamos quando nos encontrávamos no final dos jogos do Benfica e aí tu "desancavas" na nossa equipa e eu, mais tolerante, explicava-te que mesmo que tivésses razão, um benfiquiasta nunca fala mal da sua equipa. E este ano, com este super-Benfica, quis o destino que não falássemos dele. Que não nos tivéssemos visto. Que não brindássemos aos golos do Saviola, do Cardoso, da "Maria Amélia" (Nuno Gomes)...

Carlos, pagava-te uma imperial e uma bifana, lembrava-te os nossos desafios dos tempos do Alfeite e perdíamo-nos a falar sobre a vida...

Carlos,  vais faltar ao próximo jogo do Estádio da Luz. Não te perdoo.

Estava a atender um cliente, o visor do monitor piscou a indicar uma mensagem, olhei despreocupadamente, pensando até ser um comentário para o blogue. Haveria tempo de o colocar, mas a mensagem fez-me estremecer...

Carlos, não tinhas o direito de nos deixar... és muito novo para morrer.

Carlos, eu não deixo. Viverás para sempre no meu coração. Continuaremos a falar das mulheres, continuaremos a beber aquela imperial geladinha e a lembrar os nossos domingos no Alfeite, onde éramos irmãos.

Continuaremos a ir ao benfica, continuarei a contar-te as minhas desventuras políticas. Continuarás a falar-me de Chaves, do trabalho, de política, da vida... mas não permitirei que deixes este mundo...

O mundo sem ti ficará mais pobre...

Uma coisa é certo... esta noite nasceu mais uma estrela no céu!

Desculpa, Carlos, mas tal como no campo, onde nem sempre o passe saía perfeito, não sei fazer melhor. Não consigo fazer melhor, mas tu mereces muito mais. Esta foi a homengaem que te consegui fazer..





Nota: Neste post não aceitarei qualquer comentário de índole política. O Carlos  será enterrado amanhã em Chaves, sua terra natal.

À sua família, em especial ao irmão Luís e ao primo Zeca, também meus amigos do futebol, as minhas sinceras condolências

quarta-feira, janeiro 06, 2010

2010 - O Ano do Contacto - Comente para o "Comércio..."



Há uma coisa que me deixa preocupado. É quando eu penso, "sou do tempo de...". Ora, se sou do tempo do escudo, das k-7´s, dos head-phones, da "Gabriela", do Benfica quase sempre campeão, dos discos a vinil, então, já cá ando ha muito. Ando há tanto que me recordo que foi feito um filme que se chamava 2010 - o ano do contacto, cuja sinopse rezava assim: "Um novo tempo, uma nova odisseia, uma nova oportunidade de enfrentar as questões que se colocaram na destemida missão a Júpiter do ano 2002. Os tripulantes a bordo da Leonov estão a caminho de um encontro com a Discovery, estacionada em órbita fixa. Aquilo que eles não sabem é que estão a caminho, também, de um futuro desconhecido para os humanos, e que o seu destino poderá ficar nas mãos do computador da Discovery que vão reparar, o HAL-9000.

Neste filme intrigante baseado no livro de Arthur C. Clarke que se seguiu a 2001: Odisseia no Espaço, o realizador Peter Hyams (Outland - Atmosfera Zero) consegue manter-nos numa inquietação permanente aproveitando as bases do filme anterior, mas, sem dúvida afirmando-se como um capítulo completamente novo. O ano é 2010. Tempo de descobrirmos que não estamos sós."

Ora, qualquer pessoa da minha geração encarava este livro e filme como verdadeira ficção científica num longínquo ano de 2010, no qual certamente  a vida seria muito diferente.

A verdade é que estamos nesse ano, que parecia inacessível, a vida é diferente de facto, mas nem sempre para melhor. Há outros costumes (até os homossexuais já vão poder casar), outra moeda (Euro em vez do escudo), a democracia está definitivamente implantada, o Porto agora é mais vezes campeão, há CD´s Blu-Ray, o micro-processador, o PC, o Notebook, os telemóveis já não são aqueles monstros que se encaixavam nos carros, mas já cabem na palma da mão, mas ... o comunismo continua no Concelho do Seixal...

É verdade que o Seixal evoluíu nestes anos, conforme foi muito discutido na campanha, mas também, pudera !, quem não evoluíu? a questão que se impõe é se o Seixal evoluíu mais ou menos do que os restantes concelhos?

Hoje, por exemplo já temos o ambicionado Metro Sul do tejo, que há duas ou três décadas era apenas um sonho quase tão distante, quanto o enredo do filme "2010", no entanto, pergunto: como é possível hoje (na próxima sexta-feira, dia 8 de Janeiro, data em que o jornal vai para as bancas) fazerem 6 (seis) meses sobre o acidente que vitimou uma pessoa em Corroios e a situação se manter inalterável, apesar de todos os alertas? As avestruzes é que enfiam a cabeça na areia. Do que estão os senhores responsáveis á espera? Ali, naquele local já se sabe que se morre, já se sabe que é extremamente perigoso, mas... continua tudo igual.

Como é possível ainda não termos uma cobertura de saneamento básico concelhio a 100%?

Como é possível, em pleno ano da graça de 2010, termos professores a deslocarem-se a uma reunião de Câmara para reclamarem com urgência um novo quadro eléctrico e aquecimentos alegando que não há condições para os alunos estudarem com temperaturas baixas?

Estou a falar dos Professores da escola básica N. 1 de Arrentela, Seixal, que disseram que há 13 anos que pedem um quadro eléctrico com capacidade para suportar aquecimentos, recordando que não têm condições para "exigir a crianças de seis anos que trabalhem com 6 e 8 graus às oito da manhã".

Eu estive nessa reunião e, o mais grave é que esses mesmos professores ja se haviam dirigido à Câmara Municipal no mandato anterior. Quanto mais tempo aquelas crianças e aqueles professores vão ficar à espera? 2010 não era uma data tão distante? parece que o realizador Peter Hyams deveria ter filmado sobre 2014 ou 2018 porque no Seixal em 2010 ainda há situaçoes destas...

Podia ficar aqui infinitamente a apontar situações que. do meu ponto de vista, não deveriam ainda ser uma realidade em 2010, mas subverto as regras do jogo e lanço-vos o desafio, prometendo tudo fazer para ajudar a resolver as propostas mais sérias e exequíveis:

O que gostaria de ver resolvido no seu concelho durante o ano de 2010?
Comente neste blogue e será feita uma selecção dos comentários a publicar na próxima edição do "Comércio do Seixal e Sesimbra"