Caros amigos, antes mesmo de entrar no tema da semana, chamo-vos a tenção para o facto de no dia 26 de maio ter aqui trazido o tema semanal - "E se o PS e o PSD fizessem uma coligação em Fernão Ferro?" -, cuja participação neste blogue tem superado todas as expectativas, de tal forma que renomeei o texto para "Fernão Ferro a "ferro e fogo" e cujos comentários, hoje, dia 8 de Julho já chegam quase aos 60, Para facilitar o acesso de quem ainda está a comentar esse post, e para chamar a atenção de quem está a perder a discussão, bastante interessante, que aí decorre, deixo-vos o link (
aqui) para poderem continuar a acompanhar o assunto.
Relativamente ao tema desta semana, para melhor ajudar a compreender o problema, direi que a JSD (promotora inicial da ideia na nossa secção), primeiro lançou um outdor (mais um que foi vandalizado) e um comunicado, após o assunto ter sido devidamente estudado e comparado, sobretudo a viabilidade económico-financeiro e de aplicação prática de tal medida.
Paralelamente, após diversas reuniões, uma delas com o comandante local da PSP, outra com os vereadores do Pelouro e do muito estudo comparativo, o PSD decidiu, através do seu Grupo Municipal na Assembleia Municipal do Seixal, apresentar a "proposta" (que adiante se anexa) na última Assembleia Municipal e, que contou com os votos favoráveis de toda a oposição - PSD, PS e Bloco de Esquerda (está a começar a fazer-se história no concelho do Seixal), com os votos contra da CDU (de quem havia de ser?), portanto chumbando a medida.
Os argumentos utilizados pelo executivo para justificar a sua posição, são básicos, incompreensíveis para todos nós, ao dizerem que o problema não se resolve com mais polícias, ou que não se vive um clima de insegurança. Não? Não Mesmo? Vejamos:
Relembro, a propósito, as declarações do Sr. Vereador Carlos Mateus, há duas ou três sessões atrás da Assembleia Municipal, a propósito da retirada da rede de protecção da zona das antigas oficinas da Câmara no Fogueteiro (transcreverei as suas declarações constantes na acta aprovada nesta última Assembleia Municipal):
"...Disse que estavam a pagar 10.000€/mês sem resultados, em virtude de não haver noite nenhuma que as instalações não fossem assaltadas. Acrescentou que um vigilante sozinho não se arriscava a fazer a ronda sozinho sobre risco da própria vida...Disse que tinham deixado de estar ingloriamente a vigilância, que não tinha qualquer tipo de resultados, a menos que se tivesse lá um exército de vigilantes,..."
Então, como é Sr. Vereador? Estas declarações são de 1980? de 1990? de 2000? Não, são de 28 de Fevereiro de 2008.
Reportam a alguma zona temerária ou escondida do Concelho? Não, São precisamente no coração do concelho, mesmo ao lado do Continente.
Então se a Câmara precisava de um exército (palavras do Sr. Vereador) para proteger instalações abandonadas, no centro do concelho, como pode o Sr. presidente chamar-nos de irresponsáveis quando propomos mais uma medida de segurança?
Somos irresponsáveis? se sim, então nesse caso o que é o seu vereador, que proferiu estas palavras em plena Assembleia Municipal?
Afinal, em que ficamos? há segurança ou insegurança, senhores membros do executivo?
Penso que a população, melhor do que ninguém, saberá avaliar quem tem razão.
Antes de vos deixar a "Proposta, deixo uma chamada de atenção para o meu colega de blogue, Vereador Samuel Cruz, onde esta semana poderá comentar um interessante tema "Lei da Água à la Seixal", onde vos convido igualmente a participar
(Aqui) .
Agora a
PROPOSTA
Criação da Polícia MunicipalO que será Preferível, Polícia Municipal ou Boletim Municipal?
Considerando que:
- Ao longo dos últimos meses as notícias referentes aos níveis de insegurança no nosso concelho, têm sido bastantes, apesar do recente aumento de efectivos por parte da PSP
- O Intendente Fernando Pinto, numa reunião efectuada no passado mês de Abril com elementos do PSD e da JSD na esquadra da Polícia na Torre da Marinha, revelou que os meses de Fevereiro e Março do ano de 2008 foram meses de grande insegurança no nosso concelho.
- Segundo o mesmo, o aumento de polícias nas ruas, que iria acontecer com a criação da Polícia Municipal, ajudaria a reforçar o clima de segurança no concelho.
- A criação da Polícia Municipal liberta agentes da PSP para o combate ao crime e policiamento que tinham anteriormente apenas funções de fiscalização.
- A Polícia Municipal em concelhos como Matosinhos tem um custo de apenas 317.500 € sendo o custo do Boletim Municipal no Seixal superior a 500.000 €.
O grupo municipal do PSD, vem nos termos da alínea j), do n.º 2, do Regimento da Assembleia Municipal do Seixal, propor a criação de uma Comissão para estudar a criação da Polícia Municipal, nomeadamente através do estudo de Polícias Municipais de outros Concelhos Portugueses, de forma a criar um modelo para proceder à criação da Polícia Municipal no Seixal.
Com esta medida, cumpria-se o objectivo de, simultaneamente criar um órgão útil, necessário e que vá de encontro às reais expectativas dos cidadãos e, por outro lado, de evitar os erros que eventualmente tenham surgido nos concelhos onde já foi criada a Polícia Municipal.
Partido Social-democrata
Seixal, 07 de Julho de 2008
Nota: o Sr. Presidente da Câmara manifestou-se na Assembleia Municipal relativamente à coluna de opinião que utilizo neste jornal. Muito estranho a sua observação, na medida em que todos nós lemos todas as semanas diversos comentadores de todas as áreas políticas, incluindo a CDU. Então não se percebe o porquê da observação do Sr. Presidente, a não ser que ele quando lê o jornal se dirija ávidamente para a "Revolta das Laranjas", esquecendo tudo o resto.
Sr. Presidente:Siga o meu conselho:neste jornal há outros excelentes colunistas. Se os ler perceberá que não sou o seu único colunista e, esse facto deixará de merecer a sua referência na próxima Assembleia Municipal.
um Deputado Municipal terá de provar a afirmação que fez em plena Assembleia Municipal (eles em vez de se preocuparem com os problemas do concelho, estão preocupados com o que escrevo e com o que sai no jornal) dizendo que eu mandava no jornal "Comércio do Seixal e de Sesimbra". tomarei medidas após lêr a acta e ouvir a gravação, que solicitarei.